namorado:

eu nem ia escrever. nem fazer nada a respeito de uma data que foi criada por um publicitário paulista em 1949 pra alavancar as vendas no comércio na época mais fraca do ano. passei a semana cansada demais, nervosa, agitada, sem conseguir pensar nem em fazer um cartãozinho escrito “eu te amo”. bom, eu te amo. você sabe disso um milhão de vezes. mas pra mim essas coisas meio que importam, mais pra eu fazer do que pra receber, e acordei hoje cedo demais, meio frustrada com a minha suposta falta de sensibilidade num dia em que todo mundo se derrete em declarações de amor estratosféricas.

mas você fez tudo pra meu dia ser bom. você faz tudo pra minha vida ser melhor, mais fácil, sabe. e eu nem sei como retribuir às vezes. e hoje, quando eu não esperava nada do dia, da noite, nem me arrumei, nem arrumei a casa, nem acendi velinhas perfumadas, nem coloquei música, nem me arrisquei a fazer um jantar, você simplesmente ficou comigo. como se não existisse mais nada no mundo. e nessas horinhas que a gene passou junto, pra mim também não existiu mais nada. fim de período, conta pra pagar, artigo pra escrever, bagunça, nada. você faz isso comigo, sabia? a produtividade zera em todas as coisas teoricamente relevantes quando tou com você. mas não importa.

e era nisso que eu tava pensando, no carro, no caminho de volta pra sua casa. em como, ao longo desse tempo que a gente tá junto, você foi fazendo parte da minha vida cada vez mais, e sempre de um jeito tão bom. você me faz umas surpresinhas que eu adoro. você me abastece de séries pra assistir nos fins de semana preguiçosos. você calcula o melhor custo-benefício das coisas no supermercado pra mim. você leva um café da manhã inteiro lá pra casa, quando eu te peço uma coca-cola. você faz um programinha que diz “eu te amo”, e de quebra conserta caracteres bugados nos meus textos. você me abraça de um jeito que me faz sentir tranquila quando tudo em volta está desabando. você me deixa segura como há muito tempo eu não me sentia.

e sabe, tem acontecido cada vez menos, mas de vez em quando eu ainda tenho medo de que isso tudo acabe por algum motivo bizarro, e que você deixe um espaço grande demais em mim, a ponto de eu perder o rumo das coisas. é clichê, é brega, mas o fato é que eu não imagino a vida sem você do meu lado. é o quanto eu te amo, se é que dá pra medir essas coisas.

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3 respostas em “namorado:

  1. Era pra ele comentar primeiro… ou não?
    Enfim, eu fico feliz de ver que você tá feliz!
    E o medinho de que acabe é normal… a gente estranha a felicidade. Mas, acredite, fomos feitos pra ela!

    Beijo, fiote, segunda eu tô aí!

    Te amo!!!!

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