quase lá

Já é quase amanhã, mas ainda é hoje. O dia dela. Que não podia passar em branco aqui, Porque é por causa dela que esse blog existe, antes de tudo. É por causa dela que eu existo, ora bolas! E é dela que eu sinto essa saudade que já se conformou, mas ainda incomoda. Porque o que é que eu faço com a vontade de simplesmente olhar pra ela e falar o que estou pensando sem dizer uma palavra? O que é que eu faço com a luz do quarto, que ninguém apaga dizendo ‘‘todos a bordo?”? O que é que eu faço com os aniversários, quando antes só o que precisava era escrever ”eu te amo” num lacre de leite Ninho?

Ela faz falta, embora na maioria das vezes seja ela a dizer essas palavras. E no dia dela, eu queria fazer mais do que um post sem-vergonha quase meia-noite. Eu queria ter acordado ela de manhã, e feito qualquer besteira pro café da manhã, e ter tomado, como sempre, o primeiro gole do copo d’água. Mas depois de 20 anos de cafés da manhã e mergulhos na cama de manhã cedo e lacres de leite Ninho com declarações de amor, ela já sabe como é. E eu também. E a gente pode lembrar e rir, mesmo com uma saudade imensa.

Feliz aniversário, mãe. E boa viagem. E feliz seja todo o resto da sua vida. E vai ser, porque você fez por merecer. Te amo.
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(soundtrack: Lily Allen – Littlest Things)

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