ensaio sobre namorar

Era sexta-feira, comecinho da noite, e eu estava voltando pra casa depois de um dia inteiro sem parar um minuto, e pensando em postar sobre como namorar pode ser… digamos… stressante às vezes. Não por causa de Namorado especificamente, que ele tem cumprido o contrato bem direitinho, mas no geral. Comigo, em particular.

Porque é ótimo quando vocês estão juntos, de férias, na praia, e você é a única coisa que ele tem pra dar atenção, e vice-versa. Mas depois de voltar pra a vida real, que tem aula, estágio, casa pra arrumar, celular que descarrega, horários que não batem e otras cositas más, a história vai ficando complicada.

Porque eu quero ficar com ele e não dá tempo, porque a gente se cansa de tudo, e tudo tem que ser friamente calculado se eu quiser almoçar com ele, porque eu quero estar linda, bem-humorada e sexy o tempo todo, mas em vez disso ele só me vê cansada ou nervosa e com os dedos melados de resina branca (que não sai). Porque eu quero monopolizar a atenção dele o tempo todo mas não tenho coragem, e no fim do dia fico frustrada por não ter ligado pra ele, nem ele pra mim, e sem entender por quê essa besteira se os dois estavam com saudade. E fico pensando se ele também ficou com medinho de me monopolizar. Porque eu brinco e não sei até que ponto ele levou a sério, e fico com medo de ter feito besteira, e acabo estragando a brincadeira que ele estava levando numa boa. Porque eu quero falar com ele qualquer besteira que seja, mas às vezes não tem desculpa nenhuma, e eu sou do tipo que só abre a boca quando tem algo importante/interessante a dizer, e aí não falo. Porque a casa tem que estar pelo menos arrumadinha pra se ele vier, e isso me cansa e não é pouco (mas por outro lado é bom, porque finalmente eu tomei jeito e estou me organizando melhor com o trabalho do lar *cof cof*). Porque às vezes eu quero que ele diga a coisa certa na hora certa, e que seja incrivelmente romântico na mosca, mas ele obviamente não lê meus pensamentos, e só é quaaaase romântico, e eu fico pensando em como sou exigente demais e em como mulher é complicada. Porque eu não sei se dou um beijinho, dois beijinhos ou um abraço na mãe dele, porque nunca tive muita experiência no assunto. E não sei se chamo ela de tia, de dona ou pelo nome, e na minha cabeça isso toma proporções enormes. Porque eu tinha que prever certas situações e não consigo. Porque eu tenho esses dias de ficar insegura, ou achando que fiz besteira, ou que não sou interessante o suficiente, e ele vai enjoar de mim a qualquer momento, e essas coisas down que aparecem de vez em quando na minha cabeça. Porque eu queimo meus neurônios pensando na melhor maneira da gente se ver, e pra onde a gente vai, e que horas volta, e pra onde volta, e por aí vai.

Mas aí ele passou o fim de semana comigo, e disse a coisa certa na hora certa, e me fez esquecer de todas essas coisas de horário comercial. E eu me lembrei bem do comecinho, quando deixei acontecerem as coisas com ele sem pensar muito, e não tinha certeza de nada, e pensava que podia estar entrando numa fria, e ficava com medo. Pois hoje o medo foi embora e a certeza fez jus ao nome e ficou. A gente vai dar certo, sim.

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(soundtrack: Frejat – Segredos)

off the record: hoje faz 4 meses que tudo começou, da maneira mais inconsequente possível (da minha parte). E eu nunca iria imaginar.

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