complicada e perfeitinha

Daí que tá todo mundo postando sobre suas próprias peculiaridades pessoais particulares (fui redundante?), e eu quero também. Porque uma dessas peculiaridades pessoais particulares é que eu copio boas idéias descaradamente. Eu sei que isso é muito feio vindo de alguém que tem obrigação de ter boas idéias próprias (e às vezes tenho mesmo), mas fazer o quê, quando vejo uma coisa interessante e genial que eu sei que dá pra eu mesma fazer, daquelas coisas que não entendo como não fui eu que inventei, imito meeeeeeeeesmo, algum problema? Segue a listinha então.

Eu tenho uma coisa de repetir as letras escrevendo, de acordo com a intensidade da palavra. Faço isso direeeeeto, e não sei se é chato pra ler, mas é divertido escrever assim.

Como sobremesas bem devagar. Absurdamente devagar, ao ponto de parecer que não tô gostando. Muito pelo contrário, quanto mais gostosa a sobremesa, mais eu tento estender o prazer de comer. E se tiver casquinha/cobertura/qualquer parte especial, guardo pro final. Porque eu adoro comer.

Eu adoro comer. É mais prazer do que necessidade pra mim (tipo, a comida está mais na boca do que no estômago, sabe?), e por isso não como muito, mas experimento um bocado. E é raro eu pedir a mesma coisa no cardápio mais de uma vez, a menos que seja milk shake de ovomaltine do Bobs.

Meu cabelo é um reflexo da minha auto-estima do dia. Normalmente, quando está preso num coque sem graça, é porque não acordei linda e não quero muito ver espelhos. Quando faço um rabo-de-cavalo, estou um pouquinho melhor. Mas quer me ver bem? Bem mesmo, linda, poderosa, miachando? Cabelo solto e penteado de lado, perfeito pra dar aquela jogada pra trás. E adoro quando alguém ajeita minha franja e tira da frente dos olhos.

Faço playlists estranhas. Tipo misturar Marisa Monte, Beatles, Maroon 5 e Rihanna (é, Rihanna. Confesso. Gosto de junk music de vez em quando, ê-ê-ê) no mesmo balaio de gato. E nunca salvo minhas playlists. E me arrependo às vezes, porque algumas saem realmente geniais.

Tenho umas listinhas bizarras de coisas pra fazer espalhadas por todos os pedaços de papel que estão ao alcance. Não consigo chegar nem na metade da maioria delas. E acabei de descobrir que a porta do meu armário de cozinha funciona qui nem qui um quadro branco, e dá pra escrever nela com pincel e apagar, que não mancha. E a área útil dela já está, obviamente, toda ocupada.

Guardo milhões de coisas inúteis na cabeça. Jingles e frases de propaganda, nomes de atores de Hollywood, introduções de músicas que não escutei mais de 2 vezes, coisas das aulas de biologia (o líquido tende a se deslocar do meio hipotônico para o meio hipertônico, quem lembra disso levanta a mão), alguma coisa que alguém falou num filme. Porque tudo que realmente importa já foi escrito nos bloquinhos e post-its e armários de cozinha.

Ao contrário da grande maioria das mulheres, eu levo um bom tempo pra enjoar do meu cabelo. Coisa de um ano, por aí. Fico esse tempo todo sem mexer nele, só aparando as pontas. Mas quando resolvo mudar, seja lá pra o que for (cortar/pintar/enrolar/whatever), a mudança não passa despercebida nunca.

Não bebo nada morno. Gosto das coisas bem quentes ou bem geladas. E no caso das geladas, coloco gelo em tudo, mesmo sem precisar. Porque a melhor parte de beber qualquer coisa com gelo é chupar o gelo depois. E bati o recorde de gelos numa frase só.

Vej coisas interessantes na internet, coloco nos feeds pra ler com calma depois e sempre esqueço. O que também acontece com muitas das boas idéias que penso em copiar.

Quando descubro uma música boa e apaixonante, escuto um milhão de vezes e enjôo dela em dois dias. E depois vou procurar covers da mesma, pra continuar escutando depois da overdose.

Eu me mexo demais. Falo me mexendo, tenho pernas nervosas, não paro quieta na cadeira do trabalho, dou uns chutes em quem estiver dormindo do meu lado de vez em quando – mamãe já acordou com uns roxos estranhos -, e quando estou muito quietinha, fico fazendo alguma coisa com os dedos. Namorado pode até achar que é carinho, mas é só necessidade de me mexer de alguma maneira. (é nãaaaaao, é carinho mesmo, amor).

Leio coisas que escrevi há muito tempo, ou mesmo há não tanto tempo. Emails (enviados ou não, por falta de coragem), textinhos, agendas, posts, conversas de MSN. E nessas horas, sempre aparece uma saudade de fininho. Por exemplo, voltei pro começo deste post pra ler, e vi que tá enorme, e vou parar por aqui, antes que me internem.
.

E nem citei meus vícios cafeínicos e o magnetismo que tenho com paredes e quinas de mesa, que isso nem conta mais. Se alguém lembrar de qualquer coisa mais, me avisa, tá?
.
..
(soundtrack: Beatles – Free as a Bird (a obsessão musical da vez))

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s