os garotos da minha vida

(by the way, o filme que dá nome ao post de hoje é muuuuito bom. Um dos poucos com Drew Barrymore que não é comédia romântica. Mas o assunto não é esse, então vamos ao que interessa.)

nº 1
Ele lembra de mim de vez em quando, não sei por que. Mas nunca me diz nada. Continua do mesmo jeito, romântico e doce, embora o gosto dele pra certas coisas tenha se tornado meio duvidoso ultimamente. Às vezes me pego pensando por que tudo aconteceu daquele jeito, e como minha vida seria se eu tivesse deixado pra trás outras coisas ao invés dele. Mas tudo é uma questão de escolhas, e não me arrependo. Gosto de pensar que fui importante pra ele como ele foi pra mim. Um bocado. Ele é aquela pessoa que a gente nunca esquece, mas a lembrança vai ficando meio enevoada, dormindo sem fazer barulho. O primeiro drama, o primeiro amor.

nº 2
Ele virou outra pessoa, que eu não reconheço de jeito nenhum. Ele era brilhante, vivia pra suas invenções e sua música. E me hipnotizava. Perto dele eu não era mais que uma menininha boba e apaixonada. Ele estava nos meus sonhos desde um tempo que eu nem sei quando foi, e só fazia brincar com meu coração, porque sabia que eu era dele de uma maneira quase doente. Mas seu perfume irresistível mudou, suas feições mudaram, ele tirou o aparelho, engordou, virou funcionário público, tem um fiat Uno e vai casar com uma moça direita e ser o orgulho da família. E no fim de tudo fiquei aliviada de não ser parte disso. Não gosto das coisas óbvias, como eu também não sou.

nº 3
Ele é um enigma. Deve ter dupla personalidade. E a que eu gosto mais é a que menos aparece. Isso é justamente o que eu mais odeio nele, esses desaparecimentos por tempo indeterminado. Como se ele precisasse de mais espaço do que qualquer pessoa poderia dar, o tempo todo se escondendo atrás daqueles óculos de sol. Eu queria que ele precisasse de mim, que só comigo ele fosse constante. Que ele estivesse por perto. Mas cansei de esperar, e talvez seja muito tarde quando aparecer a personalidade dele que eu gosto.

É, deu saudade de falar no assunto. Ultimamente, garotos me machucam cada vez menos. E não sei se isso é sinal de que aprendi a lidar ou eles ou se desaprendi a lidar com amor. E se eu terminar esse post, vou acabar tendo que escrever sobre coisas que tenho medo, mas não quero (e não tenho que) lidar agora. Agora só quero a alma leve.

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eu era romântica, e não faz muito tempo.

…...
(soundtrack: Robbie Williams – Eternity)

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