negócios negócios, amigos…

Lembro vagamente de alguém ter me avisado que essa era a maior furada em que eu poderia me meter, isso bem no começo de tudo. E eu no fundo sabia. E aaaah, como me arrependo de não escutar minha intuição em certas horas… normalmente as mais importantes.
Me dei mal. Me stressei. Tive um ataque. Aliás um não, vários. Chorei, chorei até ficar com dó de mim. Devo ter perdido uns 5 litros de água nessa história. Deixei umas 20 pessoas com pena de mim, e perguntando se estava tudo bem, e eu dizendo que não, que só uma pessoa completamente tapada não iria enxergar isso. Mas passou, graças a Deus. Não sem prejuízos e consequências, mas passou. E aprendi – da maneira mais difícil – que certas coisas não se misturam. Que certas coisas são melhor preservadas se a gente não mexer tanto nelas. Que se eu quero uma coisa bem feita, tenho que cuidar dela sozinha. Que pessoas diferentes têm prioridades diferentes, e eu devo considerar isso um fator importantíssimo na hora de me envolver com alguém – em qualquer sentido. E que certas pessoas precisam de uns gritos e uma boa dose de sarcasmo na veia (e até de uns bons tapas na cara, que eu não dei e agora me arrependo) pra se tocarem, e mesmo assim ainda não se tocam.

Daqui a um tempo eu mesma vou achar que fiz tempestade em copo d’água, que tudo não passava de uma grande besteira, que sou perfeccionista demais, exigente demais comigo e com os outros, mas hoje não. Ainda acho que foi muita coisa, que vai me dar um prejuízo enorme, ainda estou com muita raiva. Menos do que ontem e mais do que amanhã, como dizem os alcoólicos otimistas. Espero meeeesmo que o tempo que eu tenho pra esfriar a cabeça e pra tudo voltar a seus devidos lugares seja suficiente. Mas se não for, pelo menos agora não acho que esteja perdendo grande coisa.

Enfim, desabafei, pelo menos um pouquinho. Odeio falar as coisas pela metade, mas odeio ainda mais fazer intriga. Obrigada a todo mundo que se preocupou, no fim das contas tudo acabou mais ou menos bem. Saí arranhada, claro, mas não tinha outro jeito.

Mas agora estou em casa, de férias depois de longa espera e longa viagem. Mimadíssima por mamãe, louca pra botar os pés na areia das praias do Sul, ansiosíssima pra ver os amigos, faminta por um acarajé daqueeeeeles, mas principalmente, precisando de um bom descanso baiano (leia-se fazer nada).

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e qualquer desatenção, faça não… pode ser a gota d’água.


(soundtrack: Amy Winehouse – Rehab)

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