olha pro céu, meu amor (nonsense nostálgico-junino-deprê)

Eu nunca fui muito de festa, em época nenhuma da vida. E São João não foi (não é) diferente. Nunca participei de quadrilha no colégio, nunca aprendi a dançar forró, nunca fui muito contagiada pelo clima. Mas tenho boas lembranças de junho. Das copas do mundo assistidas com os primos, ou com os colegas, ou em casa, de cara pintada e segurando a bandeira do Brasil. Ou do São João na roça, com muuuuuuita comida de milho, fogueira e friozinho, e mosquitos, e amigas de infância, e travessuras, e coisas pra lembrar de longe. Ou das férias curtinhas de meio de ano do colégio (ai saudade…), quando a gente vinha pra Recife de carro, e aí sim tinha festinha junina com a modesta família de 50 pessoas. Do aniversário do irmãozinho, que eu gostava demais de ajudar a preparar. Ou simplesmente do frio. Os dias cinzas, na medida pra curtir bons filmes, vestir boas roupas, fazer coisas inteligentes e diferentes.

Semana passada assisti, numa sala cheia de meninas (meninas é bondade minha, na verdade. Minhas coleguinhas designers) e chocolate quente, Muito Gelo e Dois Dedos D’água, filme muuuuito bom pra diversão noturna, ao mesmo tempo idiotinha e profundo, dependendo do ponto de vista. A trilha sonora dele vai pra a lista das tops. A soundtrack de hoje é o tema de amor, by the way. E ontem fiz meu primeiro bolo de milho, pra a festinha da faculdade, na aula de Psicologia aplicada. Receita de mamãe (cof cof) que funcionou divinamente, porque o dito bolo foi uma das primeiras comidas a acabar. Foi reconfortante saber que eu não sou um completo fracasso na cozinha, como parece que sou em outras coisas.

Mas esse ano o SJ tem cara de que vai ser um tanto esquisitinho. Talvez por não ter nada planejado, tavez por estar longe de casa (não é a primeira vez, mas parece que estou mais longe), talvez pelo frio. Gosto demais do frio, mas ele me deixa um tanto triste. O frio e um tanto de outras coisas, é verdade. Aliás, não é bem tristza, é mais melancolia, sei lá. Mas eu aproveito, porque junho, frio, inverno é quando dá tempo ficar sozinha um pouco, e sentir a melancolia como ela merece. Tem também o pequeno problema da insônia que se abateu sobre mim ultimamente, e me deixa meio lentinha o dia todo, e meio acesa demais à noite, o que é um saco pra quem tem aula todas as manhãs. E tem uma vontade estranha de chorar por nada, ou pelo que eu nem sei o que é direito. Porque o tempo anda mais rápido que eu, porque a sorte não colabora, porque estou cansada. Na verdade, quero mesmo é hibernar.
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vê como ele está lindo…


(soundtrack: Vanessa da Mata – Música)

off the record: ele é um grandessíssimo idiota. E eu não quero falar nisso.

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