um nó.

Você espera ansiosamente por uma coisa, e pede muuuuuito a Deus pra que aconteça, pra que dê certo, porque você realmente precisa daquilo. Aí a oportunidade aparece, cai no seu colo, praticamente (uma definição muito própria que já ouvi de oportunidade é que ela é como um velhinho careca de topete que você tem que pegar pela cabeça. Só dá pra agarrar quando vem de frente. Se deixar passar, escorrega das mãos). Mas pra conseguir, você tem que abrir mão de outras coisas também muito importantes e deliciosas. E fica com o coração apertado e a cabeça a mil, e não quer deixar passar o momento, e se pergunta por que tem que fazer esse tipo de escolha tão difícil. É uma sinuca de bico: coisas muito boas dos dois lados, coisas que dá pena deixar pra trás, a sensação de sempre estar perdendo algo.
É fogo. Já aconteceu comigo antes, e por causa do que eu escolhi, minha vida mudou completamente. E eu adorei, mas não deixei de sentir o peso dos sacrifícios, que hoje acho que valeram à pena, mais pra frente é que vou mesmo ter certeza. Pra mim sempre valeu aquela coisa de sorte no jogo, azar no amor (na verdade tá mais pra azar nos dois…). Só não sei o que acontece quando não é o amor que está em jogo, pelo menos não esse tipo de amor (aliás, esse tipo de amor já deixou de queimar meu juízo há um tempinho). É querer muito estar perto, e ter esperado um tempo enorme pela hora de matar a saudade, e de uma hora pra outra, tudo mudar. E a cabeça fervendo.
Mas tudo tem seu lado bom (e essa sou eu encarnando a Poliana). Pelo menos a balança está em dúvida entre duas coisas ótimas, e não duas coisas horríveis. De qualquer jeito eu ganho, mesmo que de qualquer jeito eu acabe perdendo. Ai ai ai, eu e meus paradoxos…
O pior de tudo é não ter certeza. E pensar que posso estar machucando a pessoa que mais amo no mundo. Aí eu digo a mim mesma que tenho que parar com essas neuras, tenho que parar de pensar tanto, deixar as coisas acontecerem, desestressar. Mas aí não seria eu, e a vida não seria isso. E deve ter um monte de gente curiosa pra saber do que estou falando. Aprendi a não falar de coisas que estão pra acontecer, porque elas invariavelmente dão errado se eu fico muito confiante. Então se der certo, eu falo. Se der errado também. Se bem que certo e errado dependem muito do ponto de vista… e agora vou parando mesmo, que o nó fica cada vez pior de desatar. Acho que se fizerem uma radiografia do meu cérebro, encontram justamente isso: um emaranhado de nós impossíveis.
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será, será?
(soundtrack: The Beatles – The Fool on The Hill)
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