fútil, fútil (ou não)

Fernando “Justin” saiu hoje da casa do Big Brother, com 78% dos votos, num paredão que bateu recorde de público (mais de 41 milhões de bestas votaram), contra Diego “Alemão”. É incrível a capacidade que as pessoas têm de inventar apelidos. Aí um monte de gente diz: que programa idiota, que perda de tempo na frente da televisão!! E eu concordo, em parte. Fico, sei lá, meio com vergonha de dizer que assisto… mas enfim, assisto, porque é muito interessante observar a vida alheia (no sentido voyeur da palavra mesmo), ver dramas que não são os meus, torcer – e eu sou muito besta de torcer, porque não voto – , imaginar como seria que fosse comigo, maldizer a estupidez do povo brasileiro e admirar a genialidade de quem inventou isso de trancar num sei quantas pessoas num aquário de luxo e ver o que acontece, como a gente faz com dois peixinhos beta (um sempre é assassinado pelo outro, porque eles não conseguem conviver pacificamente).

Mas voltemos ao Justin (a propósito, na minha opinião, ele é mais bonito que o Timberlake). Nem sei se estava torcendo por ele, porque eu gosto mesmo é de ver intriga (má? Imagiiiina!), mas fui com a cara dele desde que comecei a assistir. Claro, é um belo exemplar de homem, inegavelmente. E olha que nem sou tão chegada naquele tipinho bombado-que-não-tem-o-que-fazer-e-passa-o-dia-malhando. Esses têm um ar meio invencível e por tabela, meio machista. Mas eu gosto de ver os detalhes. E o que finalmente me fez pensar “poxa, esse cara é um pãaaaaaaao (pra usar um termo mais interessante do que “gato”, “lindo” ou “pedaço-de-mau-caminho”)!” foi uma coisa boba: os óculos. Sim, por trás do playboy cheio de tatuagens e bíceps que as comportam muito bem, existe (vejam só!) um míope. Um defeitinho que o torna um pouco mais que um bombadinho marrento. Quase fofo. É como se ele tivesse o direito de ser tão impecável, porque tem algo que o torna igual ao outros mortais, e digno de estar entre eles. Os óculos e a impressão de ele ser baixinho (não é), e a flor que ele deu pra a namoradinha da casa, Flávia, na hora de ir embora. Aquilo foi fofo e romântico, o que dá a entender que talvez ali dentro more um coração. Ou não. Provavelmente não. Whatever.

Mas ele – um ex-BBB, não tão inteligente nem tão relevante no jogo – mereceu um parágrafo inteiro escrito por mim, e isso sem dúvida é alguma coisa. Só pra dizer que, pelo menos pra mim, o irresistível são as imperfeições, as vulnerabilidades, os defeitinhos. As coisas que tornam uma pessoa palpável e desejável. E pensando no Justin, acabei de ver que é besteira minha querer ser perfeita. Tá, tenho bem mais defeitos, e bem menos desejáveis, que uma charmosa miopia. Mas até uma dessas eu tenho. E, sabem, estou aprendendo a gostar dos óculos meio tortos e do cabelo que nunca me obedece (talvez tenha um temperamento igual ao da dona, de nunca querer ser do mesmo jeito todos os dias), e do sotaque estranho que tenho cantando em inglês, e dos dentes incisivos um pouco maiores que o normal, e das unhas irritantemente moles… vamos ver quando é que vou me aceitar inteira.

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porque senão, não era eu.

(soundtrack: Jorge Drexler – Al Otro Lado del Río)

off the record:

O motivo pelo qual estou aprendendo a gostar dos óculos meio tortos não poderia ser mais elementar: minha lente do olho direito, minha queridíssima lentezinha verde que fazia meu olho direito parecer muito maior e mais expressivo, minha lente que me acompanhou por 2 anos e meio, sobrevivendo a quedas, arranhões, noites esquecidas no olho e quase-desaparecimentos no banheiro, desceu pelo ralo enquanto eu tomava banho, Pronto. Mais nada a declarar, porque foi uma perda traumatizante. Snif…


off the record #2:

Happy Valentines Day!!! Sei lá, por causa das aulas de inglês, todo dia 14 de fevereiro eu lembro das festividades românticas dos Estados Unidos. Bobeira de quem passou a infância assistindo Sessão da tarde… me vêm logo na cabeça aquelas imagens de túnel do amor, rosas anônimas entregues na escola, bilhetinhos melosos cor-de-rosa e garotinhas de 13, 14 anos sonhando com o namorado, agarradas no ursinho de pelúcia que ele deu de presente exatamente hoje. Quem sabe eu inda sou uma garotinha…

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