enfezadinha

Só penso em comer coisas de chocolate até estourar. tenho que me controlar pra não acabar com os bolinhos que estão no armário, porque eles têm q’ue durar pelo menos até o fim da outra semana. Comer até me sentir incrivelmente gorda e horrível. quer dizer, horrível eu já me sinto, passei o dia todo assim. só com vontade de comer e dormir. Dormir não, sumir. Estar em outro lugar que não seja esse apartamento, essa faculdade, esse planeta. como mamãe diz, “pára o mundo que eu quero descer!”. Hoje enchi o saco de tudo. De madrugar fazendo trabalhos no photoshop, de procurar uma roupa pra ir pra a faculdade, de colocar as lentes de contato todo santo dia, de contar dinheiro, de ter que desenhar um produto que nunca vai ser lançado no mercado, e pior: de ter que me virar pra construir um protótipo dessa porcaria. De amarrar o cadeado da bicicleta, que eu ainda não peguei o jeito de saber como é que prende sem passar segundos preciosos rodando, de arrumar a malinha pra ir pra Aldeia todo final de semana, de minhas unhas quebrando eternamente. Do meu cabelo que acorda todo sem jeito, de ter que penteá-lo e mesmo assim ele nunca ficar certo. De minhas pernas nunca pararem de coçar por causa dessa maldita alergia – e parece que piora quando fico assim. De todas as músicas que tem nesse computador, que me enjoam, dessas malditas aspas que insistem em invadir tudo que eu digito. De ter que anotar tudo na agenda, pra não esquecer. Até as coisas que eu sinto. De me preocupar tanto com esses malditos trabalhos, e estar sendo tão cdf, de não sair de casa simplesmente porque não tenho ânimo. De não ver o mar, de mal ver o céu de vez em quando. De ser tão impotente pra certas coisas… Estou com saudade de dias intensos, os meus têm sido tão iguais ultimamente! E pra completar, comecei a chorar lendo umas besteiras aqui. No fundo era bem isso que eu queria fazer mesmo, me esvair em lágrimas.


Traduzindo: TPM.

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off the record: terminei de ler O Caçador de Pipas esse final de semana. O livro é cativante, emocionante, lindo. Lógico, é de amor. Não o amor que todo mundo imagina que seja, mas é amor sim, e como. Me deixou um tanto deprimida, porque o final não é feliz. Não é triiiiiiiste também, mas não é feliz. Eu já comentei aqui que gosto mais de começos? Pois é. É o tempo que o autor tem pra cativar quem lê, por isso é a melhor parte. Me deu um medo de ser como Amir, egoísta e covarde, apesar de extremamente sentimental. Eu não sou o tipo da pessoa que tem sempre as melhores intenções. É um livro que deixa espaço pra pensar. Tem muita história do Afeganistão também, mas sinceramente, eu não estava nem aí pra isso. Não sabia que lá tinha pés de morangos e cerejeiras, e que um dia foi um país. Aprendi ainda umas palavras: tashakor, agha, jan, baba, etc etc etc. Vão ler pra saber o que significam. Recomendo mil vezes.

(soundtrack: Damien Rice – The Blower’s Daughter)
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