nonsense II

(Line Gilmore está precisando de outra sessão daquelas de verborragia sem compromisso. Lá vai:)
Como diz o amado mestre Cloves Parísio, cabeça não foi feita só pra segurar chapéu. Concordo. A minha, além de abrigar um cérebro que valerá milhões num futuro próximo (ham ham) pendura também um lindo cabelinho chanel. E falando em coisas retrô, andei vendo vários carros antigos ultimamente. A sorte grande foi o Cadillac estacionado no aeroporto. Fiquei bestinha… estou prestando também uma atenção especial aos fusquinhas da cidade, acho que creiei uma relação sentimental com o carro desde que li O Almanaque do Fusca, numa das saudosas tardes da livraria Cultura. Falando em Cultura, aprendi lá um origami novo, que talvez consiga substituir os coraçõezinhos que saltam de todos os lugares de todas as minhas bolsas. Que, por sinal, estão cada vez mais artesanais. Falando nisso, parece que já virou senso comum a idéia de que eu obrigatoriamente tenho que mexer em todas as minhas roupas. Ganhei de vovó Adi uma blusinha muito fofa e meiga, tamanho G (cof cof). Tudo bem, vou me divertir muito com ela, porque adoro ver as coisas nascendo das minhas mãos, principalmente quando são cheias de rendas e frescurinhas. E por falar em frescurinhas, comecei o ano cheia delas, com a ajuda das canetinhas-objeto-de-desejo que Georgia, muito legal, mandou pra mim straight from Germany! Falando em Alemanha, estou doooida pra assistir Adeus, Lênin inteiro (né, mãe?). Porque é um desaforo perder justo os últimos 15 minutos de um filme óoootimo simplesmente porque o dvd dá chilique. Tomara que não dê com Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, que já entrou pra o seleto grupo dos favoritos e inesquecíveis, e veio de presente straight from Ilhéus, e vai ser assistido milhões de vezes, até eu decorar as falas. Mas mudando levemente de assunto, meu nariz tá entupido, e isso me lembra de quando eu era uma menina chata e chorona por qualquer besteira. Muito diferente de quando mamãe viajou, e não derramei uma lagriminha sequer (incrível), a única coisa que escorria era o bendito nariz… é um saco ficar meio-doente-meio-boa. Eu já falei aqui que é muito raro eu adoecer? Provavelmente é porque mamei muito quando era bebê. E por falar em bebê (não, num tem nada a ver), abri a temporada de acidentes na marcenaria do CAC! O chato é que foi justo com o estilete, a ferramente mais comum e ordinária de todas, com tantas outras máquinas mais interessantes de render histórias que podiam ter tirado um pedacinho de mim… João foi muito gentil (cof cof) ao fazer o curativo de Kleenex e band-aid de vestibular (aqueles coloridos de bichinhos, que as meninas colocam na sobrancelha raspada). Esse era de Tom e Jerry, que fofo! E por falar em vestibular, os resultados desse ano não foram lá muito animadores…ainda bem que não tive que fazer. Mas animada estou é com o aniversário de 1 ano de meus priminhos Mateus e Felipe – é aí que entram os bebês, entenderam? – as duas coisas mais fofas desse mundo. E por falar em coisa fofa, me apaixonei semana passada. Perdidamente. Ele era meu desde o momento em que nos vimos pela primeira vez, na situação mais casual possível. O Ursinho Asmático do Atacado dos Presentes, ai ai… foi fugaz, mas deixou marcas indeléveis. Porque a gente não deu certo? Pressão da família, incompatibilidade de gênios, a asma do coitado, sei lá. Mas ele o tempo todo dizia “Je t’aime” pra mim, oferecendo sem reervas seu coraçãozinho de plástico. E por falar em coraçãozinho, encontrei uma folha em formato de coração esses dias na rua. Tá, existem milhares, mas todo mundo sabe como eu sou besta pra essas coisas. Se bem que já faz um tempo considerável que não faço besteiras por causa de amor (seráaaaaa que Line Gilmore finalmente aprendeu a lição?). Tô até sentindo falta (não, ela não aprendeu). Mas me ocorreu uma coisa agora… alguém já reparou como eu sou egocêntrica? Em quase 1 ano de blog, raras foram as vezes em que escrevi sobre assuntos que todo mundo comenta ou temas polêmicos como a famigerada trilogia política-religião-futebol. às vezes fico me perguntando se eu realmente não penso nessas coisas… e realmente, penso muito pouco. Talvez eu só consiga enxergar polêmica do lado de dentro. Mas nhaaaa, meu cérebro não vai virar geléia só porque eu não cutuco a onça dos outros com vara curta. Do mesmo jeito que meu estômago não manifestou nenhuma consequência danosa dos anos e anos tomando Coca-Cola, apesar dos fatos comprovadíssimos (aham) de que dá pra desentupir pia, limpar sangue de acidentes de trânsito e corroer metais pesados com ela. Esses dias com mamãe foram altamente úteis pra lembrar de como eu sou viciada na pretinha. Por falar nisso, era bom uma coquinh agora… Aaaaai, minhas costas…tô parecendo uma velha cheia de artroses e reumatismos, preciso deitar. Mas dormir é uma tremenda perda de tempo, na minha concepção. Tá, na verdade estou sem sono, e como já admiti que não vai sair nada muito decente no post de hoje, escrevo tudo que vem nessa minha cabecinha, que não foi feita só pra segurar chapéu e cabelinho chanel. Como se não tivesse coisas muito mais importantes pra fazer… eu não tenho jeito mesmo.
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o acidentado (pelo menos tem senso de humor)…
(soundtrack: Muse – Starlight)
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