minhas férias (tirava 10 na redação da escola)

Todo mundo já deve ter jogado stop, ABC no papel, nome, lugar e objeto, adedonha pelo menos uma vez na vida. Aí junta-se um monte de primos, e cada um conhece o jogo por um nome diferente. Para entrar num consenso, dá-se o novo nome, extremamente útil, explicativo e genial de num-sei-quê-no-papel. Priminho Thiago, o grande entusiasta da causa, fez todo mundo relembrar a brincadeira, mas é claro que a gente nunca iria se contentar com as mesmas velhas categorias de CEP, animal, objeto, carro, marca… até porque Thiaguinho já havia decorado todas, esperteeeeenho. Na semana seguinte à maratona de num-sei-quê-no-papel (esgotamos o alfabeto inteiro duas vezes), saí perguntando aos colegas se eles já tinham jogado com as seguintes categorias: filme, banda, livro, elemento da tabela periódica (!), esporte, novela (avacalhação total), nome de música, pessoas famosas, partes do corpo humano, legumes e provavelmente mais alguma coisa que não lembro agora. Que coisa de nerd…

By the way, dá pra se divertir pra caramba com 6 primos entre 15 e 19 anos e uns jogos de tabuleiro. Tinha esquecido o que era isso… cada fim de ano tem uma coisa caracterítica diferente pra eu lembrar pra sempre: já tive as férias do parque da Jaqueira, as férias do Playcenter, as férias do Big Brother Cavalcanti (é, uma cambada de crianças trancadas numa suíte o dia todo com uma câmera ligada o dia todo, e a cada meia hora todos iam ao banheiro-confessionário votar, e saía um. Eu fui a primeira – pra terem uma idéia de como Line Gilmore era sociável – e a única que não fez as coisas mais ridículas já registradas), com o grande prêmio de 10 dólares, patrocinado pela titia dos Stêites. Já tive as férias dos filmes gentilmente pirateados por tio Marcelo e Kaco, as férias dos romances consanguíneos e as não-férias do vestibular. Essas agora quase foram as férias da doença… foram pra todo mundo, menos pra mim, hohohoho! Pra mim, foram as dos jogos de tabuleiro e dos que ñem disso precisam. Não sei qual ganha na preferência familiar: UNO, Banco Imobiliário, Rummikub, Quadrado, Twister (eu particularente adoreeeei acabar com minhas costas no tapete de bolinhas coloridas) ou o famoso Num-sei-quê-no-papel. (Nesse ínterim… bom, parece que mamãe passou açúcar. Sem comentários.) Foram dias de me divertir com coisas simples, de conversas coletivas até 3 da manhã, de ver o sol nascer, de dormir de bolo, pra desespero de vovó, de guerra de almofadas, assaltos à geladeira e de perceber que mesmo crescendo, a gente ainda é do mesmo jeito. Me senti da idade dos meninos, juro. E esqueci completamente dos trabalhos que se amontoam sobre minha cabeça. Mas quem já viu férias na casa de vó sendo aproveitadas pra alguma coisa a não ser esquecer do resto do mundo?

Aproveitei muito, sim, pra sentir saudade. Não de ninguém, mas de vários tempos. Essas férias foram de lembranças também, de todos os anos temáticos que não voltam mais, e que sim, eu queria voltar pra viver de novo, porque foram bons. Foram dias sem adultos, ou melhor, sem precisar de adultos. Foi a Terra do Nunca por pouco mais de 1 semana. E só uma parte de mim era a Wendy, a outra era bem mais perdida que todos os meninos.

Mas o pirilimpimpim acabou. A última semana é de mamãe, que entre outras coisas veio me ver. E de Lídia, que não sei quando vejo de novo depois que ela for embora. Espero uns dias bons e inesquecíveis, e assuntos resolvidos. É demais pra esperar? Sei só que depois vai ficar um vazio bem maior do que eu espero. E depois sim, inevitavelmente vou voltar a ser stressada, apressada, desastrada e avoada nesse recomeço de aulas. E não, não devo aprender a fazer comida decente num futuro próximo (já disse que não ia fazer resolução nenhuma pro começo de ano, né? Essa provavelmente estaria na lista das fracassadas desde o começo).

off the record: gente, entrei no concurso de blogs CokeRing, da Coca-Cola. É de grátis e dá pra ganhar alguma coisa, então, tô dentro!! Além disso, já tá na hora da Coca me dar uma recompensa pelos mais de 17 anos de fidelidade incondicional à marca (sim, eu tomo desde pequenininha, na mamadeira), e de meu blog ficar famoso. Talvez até já seja um pouquinho famoso, mas quem chega por aqui tem vergonha de comentar, pffff. Enfim, quem quiser votar em mim depois que o blog for selecionado (e com fé em Deus vai ser), tá às ordens.

(soundtrack: Travis – Indefinitely)
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