dia 1

…e 2006 acaba, ao som de fogos de artifício lá longe, meus dedinhos no teclado e a música “o ano findo nunca mais veremos o ano novo hoje recebemos vê, vê o belo dom que Deus nos dá”, na igreja de meus avós, onde a família toda foi virar o ano.

A noite passou num piscar de olhos, na folia da ceia e dos vídeos da gente criança, que minha tia desenterrou não sei de onde, só pra lembrar que o tempo passa (ainda bem!) e de como éramos todos tão ridículos. Ainda teve a primeira partida de num-sei-quê-no-papel – aguardem post explicativo – do ano, mas logo ninguém mais prestou atenção, porque o sol de um dia cheio de promessas estava nascendo. O vanilla sky mais perfeito, por trás da piscina (vou ficar devendo a foto, assim que der coloco aqui).

E foi muito bem fotografado, o primeiro amanhecer do ano. Lindo, de muitas cores e poucas nuvens. Feliz. Me fez querer ver o sol nascer todos os dias, só pra ter certeza que todos são iguais e diferentes. O resto do dia teve cara exatamente de primeiro dia. Depois de falar muita besteira e anunciar mil vezes que estava com fome, tomei coragem pra levantar da rede e fui tomar o café-com-leite de vovó. Não tinha aquele gosto de café apressado, adulto e mal-apreciado de todos os dias, era doce e despreocupado. Café de férias. Tanto que me fez dormir até quase de noite um sono sem sonhos, coisa difícil pra mim ultimamente. Vai ver preferi deixá-los (os sonhos) pra curtir acordada.

O saldo do dia foi de muitas fotos apaixonantes, um banho de piscina memorável e que eu duvido que se repita, porque era quase a família toda fazendo folia lá dentro (com direito a desfile e tudo, uuuuh!), a certeza de que família ainda é uma das melhores coisas que existem e uma sensação perigosamente otimista de que 2007 vai ser bom.

Olhando pra ele, tem cara de ser tranquilo e feliz, diferente do turbilhão que foi o ano que passou. Meu coração merece um refresco… Engraçado, tem coisas que parecem tão distantes agora, tão pequenas. Como se fossem só pra me deixar pronta pra ser gente grande. Mas continuo tendo sonhos e querendo surpresas, e amor, e motivos pra sentir saudade. E é só. Nada de listas de promessas e objetivos impossíveis. Prefiro pensar que todos são tão possíveis que não tem motivo pra pensar neles só uma fez no ano e se frustrar no próximo. Nada de “devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer”. Eu vi, tá? Agora só quero, pra mim e pra (quase) todo mundo, que aproveitem o dia. Os dias aliás… todos.

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estamos, meu bem, por um triz…
(soundtrack: Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz)
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