she’s leaving home

Escrevi isso hoje de manhã, e por alguma razão esqueci de publicar:

Pessoal, é com enorme pesar que venho comunicar que vou sumir por uns dias… não sei quantos exatamente. O fato é que tá acabando a farrinha de post dia-sim-dia-não, simplesmente porque as férias já deviam ter acabado desde o início da semana. Buá…

E eu não sei o que quero agora. Ansiosa pra descobrir o 2° período e ver como minha vida vai se ajeitar a partir do começo do ano, já que vou ter que me mudar de nooooovo. Querendo muito conseguir um emprego legal, que realmente tenha coisas boas a acrescentar ao meu repertório (puxa, falei bonito agora!). Doidinha pra encontrar Lídia, minha prima-irmã, de quem já falei aqui há um tempo, e dar umas saídas legais com ela e dona Vanessa. Com uma saudadezinha de Recife, mais especificamente do Recife Antigo, que já é o meu lugar. Mas morrendo de medo de meu pc estar pifadinho, o que atrasará muitíssimo a minha vida caso seja verdade, e já acostumada com o não-fazer-nada de estar em casa.

Vou morrer de saudade (de novo) das horas no piano, que continua delicioso de tocar, como sempre, e dos banhos longos e despreocupados, e de assistir aos clássicos da Sessão da Tarde, e de sair por aí fotografando ruas e o pôr-do-sol, e de Mel me atormentando por uma coçadinha na barriga, e dos almoços no Mestre Cuca, e das discussões absurdamente nonsense de Lorelai e Emily Gilmore à mesa, e de dizer besteira e ser entendida, e de me esparramar nos travesseiros de mamãe, só de pirraça, e do café que Vera faz, e dos miojos do irmãozinho, e da internet decentemente rápida, e da abundância de fotos, e de dizer Ni na hora em que eu bem entender, e de não me preocupar. Disse bem quem falou que casa de mãe é hotel 5 estrelas…

Mas não vamos ficar sentimentais, né? Até porque nem tem necessidade. Tô indo a Salvador amanhã, pra o RêDesign (encontro regional dos estudantes de design – NNE), e na outra semana mamãe chega lá também, pra passar os últimos dias. O ooooutro final de semana é que vai ser o da choradeira, porque vou de verdade, e ainda bem que não vai ter ninguém mais pra ver. Aí vou cair de paraquedas no 2° período, com um milhão de assuntos atrasados pra pegar com os coleguinhas e umas faltinhas bestas. Ai ai…

Mas deixa eu ir embora, que tô pouquíssimo inspirada. Queria que o último post em casa fosse aqueeeeela coisa massa, mas infelizmente dona Inspiração resolveu me dar um olé, de novo. Não dá pra lutar contra, né? Deixa eu ir ali no colégio me despedir dos coleguinhas, amigos impagáveis forever and ever.

Fui!

(soundtrack: The Beatles – She’s Leaving Home)

Depois de me divertir pra caramba lembrando das técnicas espetaculares de passar e pegar pesca na prova, junto com meus coleguinhas no cursinho (por aí dá pra ver o motivo de não terem passado…), e de abraçar todos como se fosse a última vez da vida – e pode ser mesmo – tinha que cuidar de aspectos práticos da viagem, tais como arrumar a mala e ler o enorme email de instruções do Rê. O último dia na cidade até que foi proveitoso. Fui em 2 cursinhos, coloquei as últimas roupas pra lavar, pintei as unhas todas de minúsculas bolinhas pretas, num trabalho que exigiu muito mais paciência e sangue frio do que coordenação motora, assisti a um filme (The Sisterhood of the Traveling Pants, altamente recomendável pra amigas em festa do pijama, e em qualquer outra ocasião também), liguei pra Lídia (e conversei beeeem muito), terminei de catar tudo que tinha que ir pra a mala, tudo isso na tentativa de me manter ocupada, pra não deixar a cabeça vazia, dando lugar à saudade que já vem chegando. Mas a essas horas não tem jeito. Ainda mais ouvindo as canções dos Beatles que toquei tanto no piano esses dias…

Aff, jurei que não ia ficar sentimental, e não vou mesmo. Tá, só um pouquinho. Mas algumas coisinhas me renderam bons sorrisos nos 33 dias que passei aqui: melhores amigas ficam pra sempre, mãe definitivamente não é tudo igual (a minha é completamente surtada), a Sapetinga continua sendo o lugar mais perfeito da cidade, o acarajé Popular ainda é o melhor que existe, e amores, ao contrário do que eu pensei um dia, não serão sempre amáveis, e nem eu. Coincidências felizes aconteceram, tipo eu encontrar na rua pessoas que queria muito ver, mas não sabia como, e com certeza tudo valeu a pena. Enfrentei alguns fantasminhas, passei longe de outros e esqueci completamente de muita coisa que me stressava. Então valeu. Com certeza.

..Photobucket - Video and Image Hosting.
(soundtrack: Travis – Flowers in the Window)
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