Nando Reis, sempre ele…

Uma das coisas que estou adorando aqui em Recife (já disse isso) é que toca rádio nos ônibus, e de vez em quando eu dou a sorte de a rádio ser boa. Hoje mesmo a trilha sonora casa-Bordart foi All Star, de Nando Reis. Que me fez ficar com os olhinhos marejados e pensar em um monte de coisa…
Em como a gente se apaixona pra sempre até a próxima semana… sei lá, eu acho tão esquisito iso de se apaixonar, porque mesmo já tendo experimentado a mesma sensação de ter um milhão de borboletas no estômago, a gente sente tudo como se fosse a única vez, a única coisa, o único motivo de estar vivendo. Comigo pelo menos é assim. E parece que a cada vez o sentimento é maior, as coisas são mais importantes, e todas as paixões de antes viram coisa de menina boba. E eu adorei todas (não foram muitas, mas foram importantes) as vezes que fiquei nesse estado peculiar, porque é a melhor sensação que existe, essa de gostar de alguém acima de qualquer coisa, e querer arriscar tudo pra ficar junto, e achar que vai dar tudo certo simplesmente porque tem alguma coisa parecida com amor rolando pelo meio. Mas não sei se ainda quero, porque sempre acaba mal.

O fato é que cansei dos meus amores impossíveis (e parece que todos são…). E sei lá… se pra não ser impossível não puder ser amor, pelo menos agora tá valendo. Pouco me importa não ter mais as borboletas no estômago, as taquicardias, a ansiedade por uma mensagem de celular e o coração batendo forte quando chega, a sensação de que o mundo é mais colorido quando a gente ama… não quero mais saber de príncipe encantado, ou de ficar encantada. Coisas que começam encantadas acabam mal.

O que eu quero agora é só viver tranquila, de bem com alguém. Alguém que goste de mim de leve, sem o risco de quebrar o gelo fino do meu coração. Que me faça rir, que me dê colo quando eu precisar, que me suporte nas horas chatas, e principalmente que não espere ouvir de mim um “eu te amo”, porque coisas que começam com “eu te amo” acabam mal.

Não precisa me hipnotizar, nem me deixar nas nuvens. Não precisa me surpreender, não precisa ser fascinantemente inteligente, só o suficiente pra conversar comigo de vez em quando. É bom que tenha um perfume gostoso, mas não irresistível. E que saiba me fazer carinho, mas sem provocar arrepios. E que não conheça meus pontos fracos (aliás, é imprescindível que não conheça. É bom até que nem visite este blog…) E que não use aparelho, porque…hahaha…

Não, não, meninos de aparelho não beijam mal, as coisas com eles é que acabam mal.

Ah, e pra quem estiver que nem eu, no meio de um monte de coisas que acabam mal, a soundtrack do da é altamente recomendável.

(soundtrack: Nando Reis – Quem Vai Dizer Tchau)

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