I’m baaaaaaack!!

Ok, Aline… toma vergonha e tira as teias de aranha desse blog!!

Mil perdões pra os ilustres visitantes disso aqui (se é que ainda vem gente, depois de eu ter praticamente jogado às traças meu bloguinho querido), e se eu não postei, não foi por falta de assunto, muuuuito pelo contrário!! Abril de 2006 fio um mês pra não esquecer mais nuncaaaaa… eu mudei de cidade, fiquei “de maior”, comecei a morar praticamente sozinha, e logo no décimo andar, sem papai e mamãe, dei um final pra a história da princesinha (lembram? No dia certo eu publico), comecei a trabalhar, enfim…
Vamos ver se consigo organizar o milhão de coisas que tenho pra contar… descobri e estou percebendo um monte de coisas sobre essa doideira que eu fiz vindo pra cá.
Descobri que Recife é mesmo uma cidade linda e fascinante. A “boa vista” da varanda do meu ap é fora de série, principalmente à noite (não consegui pegar ainda um pôr-do-sol, por causa da hora que chego em casa, mas um dia ainda vejo). Porque eu só conhecia os shoppings… E talvez seja muito cedo pra comemorar, mas não fui assaltada (ainda) nem vítima de nenhum desses perigos de cidade grande. O máximo foi pegar ônibus lotado. Ah, a experiência de andar de ônibus, claro! Os cobradores dão “bom dia”, e tem trilha sonora, e a maioria tem ar-condicionado (imprescindível pra essa cidade tão fresquinha…). E eu, por incrível que pareça, não fiz nenhuma besteira até agora!
Descobri que vó é tudo igual, só muda o endereço...
Descobri como é bom ter família perto, e nem que eu queira me livrar (e não quero, de jeito nenhum), não tem jeito, porque o clã dos Cavalcanti é muuuuito unido, mesmo sem ser nas férias.
Descobri como é diferente vir pra ficar, e ver meus pais indo embora. Porque quando eles me deixavam aqui pra passar 2 meses, eu só queria que fossem logo embora, pra me deixar solta nessa cidade colorida e cheia de shoppings, pra aprontar com os primos. Mas dessa vez eu não queria me soltar do já tão conhecido abraço de despedida, com medo de ficar solta demais e acabar me esborrachando num precipício.
Descobri o que é ter saudade de casa. E a listinha que eu fiz antes de viajar, das coisas que iam me dar saudade, aff… não chega nem perto de tudo que me faz falta. Já até chorei um dia desses, confesso.
..
Descobri que Miojo enjoa. E enjoa rápido.
Descobri, com meus priminhos Mateus e Felipe, como é gostoso colocar bebê pra dormir… E eu, que era uma total desajeitada, e morria de medo de segurar uma criança no colo, hoje já consigo dar mamadeira e arrancar uns belos sorrisos. Assim que conseguir, coloco uma foto com aquelas 2 coisas fooooooooofas!!
Descobri que telefone é muito útil. Eu odiaaaaaaaaaaaava falar no telefone!! Ainda não gosto muito, mas tô aprendendo a conviver, enquanto aquele @¨$&*!# do Nelson me enrola e não coloca internet lá em casa (é tão estranho falar “lá em casa”… porque o que tá registrado como “casa” ainda é a rua 14 de Agosto, Cidade Nova, Ilhéus, CEP 45652-080).
Descobri que consigo sobreviver sem internet 24 horas. O que me faz falta mesmo são os amigos, o blogworld, as pessoas super interessantes que conheci nos orkuts da vida…
Descobri que mal cheguei e já tem gente que gosta de mim. E não tô falando de família, mas dos amigos de meus pais que me adotaram, kkkkkkk
Ah gente, tem tanta coisa! Tem coisa que não dá pra escrever, e que eu nem falo pra ninguém, porque é uma experiência só minha, que eu tenho que sentir sozinha. Não é fácil, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças. Assim que caiu a ficha que meus pais tinham ido mesmo embora, eu fiquei morreeeeeeeendo de medo de dar tudo errado, de não conseguir, de fazer alguma besteira grande e irremediável e acabar decepcionando todo mundo… mas por enquanto, tá tudo sob controle, don’t worry about me.
Agora a vida que eu deixei lá em Ilhéus há menos de 1 mês parece tão distante, tão outra… às vezes eu olho pela varanda e penso que é tudo tão surreal que não pode estar acontecendo comigo. E já aprendi que Deus nunca realiza meus sonhos exatamente como eu quero, mas sempre dá um jeito de me dar o que eu pedi. Tô aprendendo a ter calma com um monte de coisinhas ainda pendentes (a carteirinha de estudante, o passe fácil, a internet, a conta no banco e por aí vai), e tentando pensar que uma hora elas se resolvem, se eu tiver feito a minha parte.
Postando do trabalho (horário de almoço), muito legal aliás… O mais interessante de tudo é ver na rua o povo usando as fardas bordadas aqui. Nenhuma criação minha foi pra a rua ainda não, mas não demora. Estou a 1 mês do início das aulas na Federal, e aí é que a gente vai ver se Line Gilmore aguenta o ritmo…

e por hoje é só, que já deu minha hora…

(soundtrack: João Alexandre – Deixa que eu Deixo)

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