Ok, já fazem três dias, mas só agora consegui processar o domingo no shopping fazendo programa de mulherzinha com Carol. Foram deliciosas as três horas falando sem parar – sem parar mesmo – de sapatos, lencinhos, casamentos, vestidos, ternos com-gravata ou sem-gravata (porque nós duas temos namorados que ficam incríveis de terno), tequila, drinks de mulherzinha com tequila, música, chocolate, receitas, filmes de mulherzinha, livros de mulherzinha, café em suas mais variadas formas, viagens e todo e qualquer assunto que pudesse surgir dentro dos parênteses, chaves e colchetes da nossa conversa, como ela mesmo definiu.
Mas a saudade aumentou absurdamente depois que eu cheguei em casa e fui arrumar a bolsa, cheia de bagunça daquela tarde. E sim, eu preciso dela. Pra virar noites assistindo Sex and the City, pra discutir estampas, pra andar em ritmo de mulherzinha nos corredores do shopping, pra perder tardes com os livros-objetos-de-desejo da Cultura, pra dividir habilidades manuais de caderninhos a origamis, pra tomar drinques cheios de frescuras (sou super curiosa pra ver como Carol fica depois de umas chicaritas), e dançar, e rir. E experimentar todos os cafés possíveis e imagináveis. Todas essas coisas que a gente sonha pra um fim-de-semana perfeito, mas poderiam durar o resto da vida.
e parece que a garçonete do café tem habilidades motoras super parecidas com as nossas, pra a foto ter saído com um foco desses…
(soundtrack: Amy Winehouse – Valerie)






