Mensagens com Etiquetas 'listinhas'

15 coisas aleatórias sobre mim

- não sei dirigir. Quando tinha uns 15, 16 anos, o que eu mais queria era ter 18 anos e aprender. Mas quando cheguei nos 18 e tava na hora de fazer auto-escola, mudei de cidade, comecei a estudar and trabalhar and andar de ônibus. E vivo muito bem assim. Hoje só quero ter um carro se ele sair completamente de graça pra mim (IPVA, seguro, combustível, revisão, multa, tou fora), mas ainda esse ano arrumo tempo e vergonha-na-cara e aprendo a dirigir, pra levar Namorado de volta pra casa depois de algumas cervejas.

- adoro um friozinho, artigo raro em Hellcife ultimamente. Me senti extremamente bem em SP no início do ano, de cachecol, meia-calça e casaquinho.

- mas também adoro uma praia, coisa de menina baiana criada a duas quadras do mar. Adoro comida de praia, água-de-côco, moqueca de peixe, camarão, petisquinhos de cabana de praia. Sinto a maior falta disso.

- não consigo gastar dinheiro com salão de beleza. Sério mesmo, acho um desperdício, só recorro quando quero fazer alguma coisa ultra-mega-difícil no cabelo, que não dá pra fazer eu mesma. E que dure um bom tempo. Mas sou vaidosa, adoro coisas-de-mulherzinha. Adoro hidratante, esmalte vermelho, maquiagem, prendedores-de-cabelo, perfume bom. Só não pago um absurdo por isso (ok, abre aí uma exceção pro perfume).

- quando era mais nova, eu era super mão-fechada. Qualquer 50 reais conseguia passar 1 ano na minha mão sem eu mexer. Ultimamente tou mais auto-indulgente e me rendendo a pequenos prazeres como comer num lugar legal, comprar coisinhas bonitas pra casa, ir num show de música boa. Ainda me acho equilibrada, meu cartão de crédito nunca saiu do controle. E sei pechinchar, quando dá, herança do meu avô.

- Jogo de futebol me dá sono. Não consigo assistir 10 minutos sem dormir, ou levantar pra fazer outra coisa. A menos que seja Copa do Mundo. Acho que algo acontece no país inteiro que transforma até os mais anti-esportistas em torcedores animados (e sofredores, às vezes). Minha primeira lembrança de um jogo da Copa foi a final de 94, Brasil e Itália. Lembro de um gol de pênalti que alguém fez, e da comemoração do Bebeto. Eu tinha 6 anos.

- tenho dificuldade em comentar em blogs. Em parte, gosto da idéia de ver sem ser vista, ainda que no fim, eu seja mais um número no contador. Tem também a coisa do “não tenho opinião formada sobre o tema”, ou “tanta coisa na internet pra ser lida e eu aqui perdendo tempo comentando”, ou simplesmente “tou com preguiça de escrever qualquer coisa”. Talvez por causa disso, tou lendo bem menos blogs onde comentário é sinal de carinho. Ajuda a não pesar a consciência.

- adoro escrever no Bloco de Notas. Mais do que na caixinha do WordPress. Mais do que no papel (a propósito, este post nasceu no Bloco de Notas). Gosto de escrever ouvindo música também, mas aí não pode ser em português, porque me confunde. E gosto de escrever à meia-luz.

- a propósito, odeio luz forte em cima de mim. Principalmente aquelas brancas fosforescentes. Já passo o dia todo embaixo de luz branca no estágio, no fim do dia meus olhos precisam de um descanso.

- ainda sobre luz, gosto de brincar com ela. Tornar a luz colorida, mais forte, mais suave, refletir, esconder, um dos meus trabalhos da faculdade foi uma luminária de alumínio cheia de furinhos, dá um efeito interessante na parede. Adoro velas também, e o efeito que elas dão ao ambiente. Principalmente as que tem cheirinho. Sim, eu sou romântica.

- mas em um ano e pouco de namoro, não dei apelidinhos fofos pra Namorado. Eventualmente, chamo de meu amor. E só. Acho que me sentiria muito idiota chamando qualquer pessoa de “meu ursinho”, “meu txutxuquinho” ou coisas afins. Mas a gente brinca com essas coisas. Ontem ele me chamou de “minha amebinha”. Levou tapa.

- me sinto completamente desprotegida sem meu caderninho de notas aleatórias. Quando não levo ele comigo, fica aquela sensação ruim de que a qualquer momento vou ter uma idéia, e não tenho onde colocar, e ela vai se perder. E escrevo de tudo no caderninho: to-do lists, planejamentos financeiros mensais ou específicos pra uma coisa (que acabo não cumprindo), listas de compras, resoluções de ano-novo, como tou me sentindo naquele exato momento, layouts de página, e às vezes um “eu te amo”, que deixo na mesa de Namorado (mas isso é raro, odeio arrancar páginas).

- gosto de reler as coisas que escrevi, e normalmente gosto do que escrevo.

- ultimamente tou pensando tudo em listas e tópicos. Deve ser uma necessidade urgente de me organizar e compartimentalizar as coisas, senão eu enlouqueço. espero não estar desenvolvendo um estágio inicial de TOC.

- tenho uma certa agonia de números pares, por isso são 15 coisas aleaórias, e não 14. (isso evidenciaria um estágio inicial de TOC?)

(soundtrack: David Bowie – Space Oddity)

das coisas que eu quero

[copiado da Intense]

Eu quero dormir umas 12 horas seguidas, e acordar tendo café-da-manhã pronto. Eu quero um edredon. Eu quero terminar de uma vez por todas meus trabalhos. Eu quero ter uma boa idéia. Eu quero que Namorado perca o mau-humor de de-manhã-cedo, só por estar do meu lado. Eu quero acarajé. Eu quero uma furadeira de impacto. Eu quero um cachorro. Eu quero que minha internet funcione direito. Eu quero acordar com música de manhã. Eu quero fondue de morango. Eu quero encontrar um presente legal e não-caro pra o dia dos namorados. Eu quero que chegue o dia dos namorados. Pensando bem, o dia dos namorados é na véspera da entrega do meu trabalho mais punk e mais atrasado, então só quero que chegue um dia bom pra namorar. Eu quero fevereiro. Eu quero um casaco de lã. Eu quero muitas roupas novas. Eu quero chocolate quente e filme bom. Eu quero uma diarista pra fazer faxina lá em casa. Eu quero um roupão preto. E grande, e fofo. Eu quero um par de óculos de sol que fique bem no meu rosto. Eu quero que Cá apareça. Eu quero assistir Sex and the City. Eu quero uma Barbie pra brincar e costurar roupinhas, não pra entregar no final do período. Eu quero sair. Eu quero uma caipiroska. Eu quero passar a tarde na Livraria Cultura, e no final levar livros de verdade, grandes e cheios de figuras. Eu quero achar um esmalte que combine comigo. Eu quero viajar.

Photobucket

a tal da furadeira de impacto.


(soundtrack: John Lennon – Love)

run for your life

A Carol e a Jady me deram a incumbência ao mesmo tempo, então a coisa é meio urgente. Lá vai:
..
8 coisas pra fazer antes de morrer (não necessariamente em ordem cronológica ou de importância):

1. conhecer, entre muitos outros lugares do mundo, Londres. E lá, tirar foto atravessando a faixa de pedestres da Abbey Road e zoar com um daqueles guardinhas, e andar no ônibus vermelho.
2. aprender francês. Não serve pra nada na vida (nem em Londres eu vou usar) mas é tãaaaao bonitinho!
3. dançar. De verdade, de vestido rodado e sapatos apropriados, e com um par que lembre bastante o Richard Gere.
4. fazer alguma coisa tipo pular de pára-quedas, ou voar de asa-delta, ou me jogar de bungee-jump de alguma ponte num lugar bonito. Só pra saber se alguma coisa consegue ser mais intensa do que tudo que eu sinto em dias normais, fazendo coisas normais.
5. passar um Natal em NY. Porque apesar de ter muito nojinho dos EUA ultimamente, morro de vontade de estar no centro do mundo, e melhor ainda se for com neve e luzes e musiquinhas de Natal. Ah, e tomar café Starbucks em alguma esquina.
6. casar. É, eu quero, um dia, apesar de a idéia me assustar um pouco agora.
7. saber fazer uma comida especial (que não seja brigadeiro ou leite-com-chocolate), e ouvir todo mundo dizer que nunca comeu tal-coisa melhor que a minha. Igual o pirão de leite de minha mãe, ou a moqueca de Zena.
8. ler, ouvir, assistir, conhecer e apreciar todo tipo de coisa que a vida tem, infinitamente mais do que leio/ouço/assisto/conheço hoje. Parece que a gente tem tão pouco tempo pra tanta coisa.

Resumindo, quero viver bem muito, e quero que chegue o dia de eu me acalmar, baixar a velocidade, estar de mãos dadas com o meu amor – aquele que vai ser pra sempre – e ver o tanto de coisa que já fiz na vida, e, ao fazer as contas, ter aproveitado mais do que perdido tempo, e ter mais sorrisos do que caras sérias (não digo nem mais sorrisos do que lágrimas, porque elas são boas também, no fim das contas), e ter tido amigos de verdade, e ter amor pra mais outra vida inteira.

Photobucket

[sim, sim, fiquei sentimental. É o que acontece quando simplesmente deixo fluir.]

Ah. Era pra indicar 8 pessoas pra fazer a mesma coisa, mas eu simplesmente não consigo. Sou muito lentinha pra memes, e basicamente todo mundo já fez antes de mim, inclusive todo mundo que eu queria indicar. Sei lá, deixo pra mamãe (que já foi intimada mas não fez ainda), pro Menino Estranho e pra o Aju, acho que eles não fizeram =D

(soundtrack: The Beatles – Dear Prudence)

tensão-pré-aniversário

Preciso dormir mais.
Preciso comer melhor.
Preciso dar um jeito no meu cabelo.
Preciso rir à tôa.
Preciso tirar mais fotos, preciso tocar música, preciso desenhar.
Preciso fazer origamis.
Preciso ser espontânea de novo.
Preciso ouvir as músicas que eu gosto e estão esquecidas.
Preciso olhar pra dentro. E olhar pra as coisas como se fosse a primeira vez.
Preciso fazer nada sem culpa.
Preciso ter medo de coisas bobas, pra variar.
Preciso ver o mar.
Preciso tirar um tempo pra sentir saudade.
Preciso de menos compromissos.
Preciso não me preocupar em fazer direito.
Preciso não ser tão importante. Preciso andar sem compromisso pela cidade, que me faz tanta falta. Preciso me lembrar do que eu queria no começo de tudo, e de como eu era, porque posso até ser feliz na maior parte do tempo, mas agora não tá bom. Mesmo.
..
(soundtrack: Oasis – Just Getting Older)

wishlist

Seguinte: faltam pouco menos de 20 dias pro meu aniversário, e não sei se alguém tá planejando alguma coisa pra mim – porque já disse pra todo mundo que só vou ter festa se for surpresa, e dependendo de mim, basta uma coca-cola e alguma comida gostosa num lugar diferente pra eu sentir que comemorei. Mas se estiver, e se vier muita gente (num acredito muito não), e se forem comprar presente, aí vai minha pequena listinha de não-tem-erro:

  • qualquer camiseta/blusinha/coisa que dê pra vestir da coca-cola clothing.
  • *tapete, capacho, bolsa, porta-bijoux, despertador, porta-retrato, porta-retrato ou qualquer outra coisa da Imaginarium (não tem muito como errar, néam)
  • dvds de Gilmore Girls, qualquer temporada. De preferência todas. Ok, ok, deve ser um pouquinho caro, então aí vai uma idéia genial (e meio ilegal também, mas quem liga?), se você for viciado em GG tanto quanto eu: vá numa locadora, alugue a série inteira e copie tudo pra mim. Que eu sou fã, mas não sou xiita.
  • pingente de quartzo rosa. Tanto faz se for grande, pequeno, discreto ou escandaloso (se bem que é meio difícil algo feito de quartzo rosa ser escandaloso néam…). Já tive um que eu adoraaaaava, e perdi de um jeito muito idiota, e nunca mais fui feliz com colares vitalícios desde então.
  • utensílios domésticos (nunca me imaginei dizendo isso, mas o fato é que estou bem mais atenciosa com as coisas do lar ultimamente) legais e fofos e divertidos, e com design, se é que isso define alguma coisa…
  • almofadas. Qualquer tamanho, qualquer cor, desde que seja do meu gosto (tricky…)
  • perfume daqueles efervescentes, que você aperta e saem bolhinhas geladas. Usei o Carpe Diem há muito tempo atrás, e era uma delícia, mas agora Namorado usa, e combinar perfume é meio jegue.
  • canecas. Porque caneca nunca é demais. Na Imaginarium tem também (e eu devia ganhar uma comissãozinha né, porque sou praticamente a Garota-Imaginarium).
  • aparelho celular. Qualquer um, só pra eu ter onde colocar os 32809387 chips extras que uso pra falar com quem tá longe (ok, 2 chips extras, pra falar com mamãe e com Carol).
  • Barbie. Não, não é coisa de falta de infância. Eu tive minhas barbies quando era menina, sim. A questão é que dois dos meus projetos finais desse período serão criar outfits (roupinhas) pra Barbies – adoooooro meu curso! E vou ter que entregar as mocinhas. Entãaaao quero logo uma (ou 2, ou 3) pra ir treinando ^^.
  • livros de moda e de design, de papel bom e cheios de figuras, pra ver se eu me animo de estudar alguma coisa esse período. A Cultura tem uma seção enorme.
  • qualquer coisa dos Beatles. Qualquer coisa mesmo.

Claro que tem mais 23079024709618306 presentes que eu gostaria de ganhar, mas muitos não tem links, outros são muito específicos e eu teria que experimentar e escolher, mas no geral, qualquer coisa de mulherzinha e que combine comigo serve. Ou um belo depósito na minha conta, é claro. Ou ainda, dada a presente situação, algumas (muitas) horas livres. Tô seriamente precisando.

(soundtrack: Lily Allen – Alfie)

ela disse (quase) tudo

Roubado da Clara McFly. E comentado. Porque o espírito de Amélia (a que era mulher de verdade) baixou em mim esses dias.

Morar sozinha é… atravessar três quarteirões à meia-noite para comprar inseticida, porque tinha uma barata no quarto ou deixar o quarto hermeticamente trancado e ir dormir na sala, e espirrar o inseticida todo pela frestinha da porta na manhã seguinte.

dançar “Rehab” igual a uma chacrete enquanto faz um chá enquanto experimenta roupas novas.

agüentar um chuveiro obscenamente quente ou obscenamente frio por uma semana, até que seu irmão (seu pai, que seu irmão não entende dessas coisas ainda) vem dormir na sua casa e, encarecidamente, conserta o chuveiro para você.

atravessar a sala e a cozinha pelada, no escuro, para pegar uma calcinha limpa na lavanderia. E ficar se escondendo atrás das roupas penduradas para não ser vista pelo vizinho ou abrir a janelinha do banheiro que dá direto pra a lavanderia e se esticar toda pra alcançar o varal que, por sorte, não estava completamente suspenso por pura preguiça.

fazer o maior exercício para beber um gole de água direto do galão. De cinco litros.

preparar um risoto um miojo… ops! esqueci que não como mais miojo… ok, nuggets às onze da noite, só porque está com vontade.

acompanhar o risoto miojo/nuggets/farofa de calabresa com suco de uva servido em taça de cristal.

pagar 30 paus para um eletricista consertar uma mísera tomada com mau-contato, após frustrada tentativa de fazer você mesma o serviço (com uma faca de manteiga, por falta de ferramentas – ei, eu tenho ferramentas! Onde estão mesmo?…).

subir dois andares um andar, de escada, carregando seis quilos em produtos de limpeza (que no último lance pareciam doze) no muque.

esperar o quanto quiser para comprar desenhar *a mesa certa* – e, enquanto isso, comer no chão.

colar fotos direto na parede com durex.

arrumar a cama só quando está com vontade ou quando chega visita.

consertar o mecanismo de abertura da janela munida de uma faca de manteiga (ainda sem encontrar a caixa de ferramentas) e uma corda de varal.

ler e reler um contrato de aluguel sozinha. Absolutamente sozinha. E achar legal (não tanto…).

consertar o forro da bolsa com grampeador, porque, assim como “caixa de ferramentas”, “filtro”, “mesa de jantar” e “sofá”, “caixa de costura” ainda não existe nos domínios domésticos recém-ocupados. Opa, nos meus existe! Aliás, tenho caixa de costura desde antes de possuir domínios domésticos. Por outro lado, não tem grampeador… E está bom assim.

sempre dizer, sem ter de consultar ninguém, quando está bom.

E ainda:

não deixar Namorado subir e ver o tamanho da bagunça que você simplesmente não estava a fim de arrumar.

fazer uma super-hiper-mega faxina no apartamento escutando Life In Cartoon Motion, de Mika (disco imbatível pra a hora da limpeza) e dançar com a vassoura. No sábado de manhã.

olhar com mais carinho pra a seção de utilidades domésticas no supermercado, e considerar (apenas considerar) gastar menos com roupa e mais com porcelana.

(soundtrack: Jim Sturgess – All My Loving)

#1

E a primeira listinha do ano é a de resoluções para 2008. Cláaaaaassico, não? Nãaaao. Porque eu não vou querer emagrecer, não vou querer ler a Bíblia toda, não vou querer arrumar meu guarda-roupa. Minhas resoluções são todas completamente inúteis. Não vão me ajudar a ser uma pessoa melhor, não vão salvar o planeta, não têm propósito absolutamente nenhum, além do de me divertir. Em 2008 eu vou:

aprender a fazer origamis (Carol, é culpa sua).
assistir aos filmes de Almodóvar que ainda estão faltando.
costurar e bordar almofadas bonitinhas pra mim.
organizar minhas músicas, meus filmes e minhas fotos.
comprar uma agenda e escrever alguma coisa nela religiosamente todos os dias.
terminar de baixar a discografia dos Beatles, e os bootlegs, e ler as biografias e o anthology, e virar uma beatlemaníaca de respeito.
ficar um pouquinho entendida em R&B e sushi.
aprender aarrumar a casa direito.
imprimir umas fotos que eu gosto, e inventar um lugar legal pra colocá-las.
fazer alguma coisa massa no cabelo (neste exato momento acho que não tem como melhorar de jeito nenhum, que tá perfeito, mas até o final do ano enjôo dele, com certeza).
experimentar os novos milk-shakes do Bob’s, sem me acomodar na segurança do Ovomaltine, como faço toda vez.
cuidar direito das minhas unhas.
dar presentes originais e inesperados às pessoas que eu gosto.
conseguir by any means (comprada, ganhada, roubada, tanto faz) uma camiseta da Coca-Cola.
aprender a costurar usando moldes.
separar o lixo.
viciar Namorado em Gilmore Girls, pra ele entender minhas referências.
ler a trilogia O Senhor dos Anéis e Contos Inacabados.
voltar a tocar algum instrumento musical.
pensar num desenho bom pra uma talvez-quem-sabe-um-dia-possível-tattoo.
não parar de fazer caderninhos depois que terminar a disciplina.
aprender receitinhas legais e rápidas, just in case of lonely weekends.
parar de comer miojo.
experimentar molhos diferentes.
dar um destino interessante pra todas as conchinhas e búzios que vou catando por aí.
assistir a pelo menos um show de Arts’n Crafts.
ter pelo menos uma idéia genial que todo mundo vai ficar doido pra colocar em prática.

[update:
ler, baixar e assistir Gossip Girl, que é absurdamente viciante *shame on me*. By the way, GG de novo! Coincidência?]

E é claro que não é só isso, afinal ainda tenho 365 dias pra pensar em muito mais coisas inúteis pra fazer =D. E como diz Carol, 2008 vai bombar!!

Photobucket
aaaah, se vai.


(soundtrack: Amy Winehouse – You Sent Me Flying)

o meu pior

(copiado de mamãe)

Meu pior dia da semana é o domingo. É nele que percebo como faz falta estar com pessoas.

Minha pior hora do dia é 6:10. Hora de acordar, Teletubbies. O engraçado é que tem uns 3 dias que consegui ignorar a famigerada hora, com despertador e tudo, e só tenho acordado depois das 9. Crap.

Minha pior característica é achar que só eu consigo fazer as coisas da maneira certa (o que é verdade em boa parte do tempo, mas já me causou problemas).

Meu maior medo é o de ouvir um não. Pedir e ouvir um não. Dizer que amo e ouvir um não. Perguntar se está bom e ouvir um não.

Minha menor admiração é por essas pessoas que são hostis com os outros sem motivo. Que acham que só sua própria opinião conta, e que passam por cima de todo mundo – e pior: de quem se importa com elas – pra conseguir o que querem. É, conheço gente assim.

Meu pior teste é a hora da verdade. Tudo funciona maravilhosamente bem comigo, desde que não seja valendo alguma coisa muito importante. Quando é, meus nervos enlouquecem.

Meu pior sentimento não é a raiva, como pode parecer. Raiva faz bem, gosto de sentir de vez em quando. Meu pior sentimento é a tristeza inconsolável da qual já falei aqui, e que vem de surpresa e às vezes demora a passar. E é o pior simplesmente por não ter explicação.

Meu pior cheiro é quando passo o dia todo sem fazer nada que gosto.

Minha pior decepção é com amizades que não duram tanto quanto eu pensava que iam durar, ou tanto quanto eu queria que durassem.

Minha maior dívida é com Deus. Ele não cansa de me segurar quando estou caindo.
……

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
minha pior foto 3×4. Ever. Novembro de 2005


(soundtrack: Oasis – Be Here Now)

listinha (mal) disfarçada

(descaradamente roubado e adaptado de Clara McFly.)

Eu gosto de gente que gosta de Beatles, e que usa camiseta dos Beatles. Eu gosto de gente low-profile. Eu gosto de gente que se esquece das coisas, e vem me dizer que lembrou muito tempo depois de tudo já ter passado. Eu gosto de gente que assovia. Eu gosto de gente que conversa com bebês na língua deles. Eu gosto de gente que tem apelidos, e que cria apelidos (desde que não sejam pra namorados). Eu gosto de gente que não lembra o nome do filme que acabou de assistir.

Eu gosto de gente que muda o cabelo. Eu gosto de gente que acena e grita quando vê um conhecido na rua. Eu gosto de gente que dá susto e faz cosquinha. Eu gosto de gente que tropeça e bate nas coisas, mas não tanto quanto eu. Eu gosto de gente que dá presentes sem nenhum motivo especial. Eu gosto de gente que dá o lugar no ônibus, mesmo que não seja pra mim. Eu gosto de gente que sabe se arrumar, mesmo que ande largada na maior parte do tempo. Eu gosto de gente que sabe do que gosta, e principalmente do que não gosta.

Eu gosto de gente que senta em qualquer lugar. Eu gosto de gente que gosta de Chico Buarque, mas não tanto quanto eu. Eu gosto de gente que escuta músicas no modo aleatório. Eu gosto de gente que toma Coca-Cola. Eu gosto de gente que mistura dois idiomas quando fala, ou quando escreve, ou quando pensa. Eu gosto de gente que separa o lixo pra reciclar. Eu gosto de gente que é boa em matemática. Eu gosto de gente que não dorme. Eu gosto de gente que gosta de música. Eu gosto de gente que toca um instrumento (musical, gente). Eu gosto de gente que ri muito. Eu gosto de gente que usa óculos. Eu gosto de gente que se atrasa, mas não demais.

Eu gosto de gente que tira os óculos de sol pra conversar. Eu gosto de gente que não esconde quando está triste. Eu gosto de gente que puxa assunto com desconhecidos. Eu gosto de gente que viaja e traz presentes. Eu gosto de gente que dança. Eu gosto de gente que dá festas. Eu gosto de gente que usa perfume pra ir a qualquer lugar. Eu gosto de gente que só fica em silêncio, com o abraço disponível, quando o outro chora.

Eu gosto de gente que tem teorias. Eu gosto de gente que lê e toma café em livraria. Eu gosto de gente que usa canecas e camisetas divertidas. Eu gosto de gente que gosta de animais. Eu gosto de gente que lembra de uma música pra cada coisa que a gente fala. Eu gosto de gente que tem blog. Eu gosto de gente que usa havaianas. Eu gosto de gente que arruma um programa legal de última hora, e arrasta os amigos. Eu gosto de gente que desenha, e mais ainda de quem me desenha. Eu gosto de gente que tem carro mas anda de ônibus. Eu gosto de gente ocupada. Eu gosto de gente que não entende minhas piadas, mas ri mesmo assim. Eu gosto de gente que tem tatuagem.

Eu gosto de gente que tem saudade da escola. Eu gosto de gente que se apaixona de verdade. Eu gosto de gente que gosta de praia. Eu gosto de gente que não come carne porque tem pena dos animais, e não porque teoricamente é mais saudável. Eu gosto de gente que percebe as coisas. Eu gosto de gente que joga Banco Imobiliário. Eu gosto de gente que tem um time. Eu gosto de gente que usa falas de filmes na vida real. Eu gosto de gente que conta histórias.

Eu gosto de gente.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket


joguinho after-post: Line Gilmore gosta de mim?

é muito simples. Conte e me diga quantos pontos você fez na listinha (se quiser especificar, melhor ainda) nos comentários =D. São 62 (um número absolutamente nada a ver, que se não fosse par eu juro que diria que era primo, e vai ser horrível pra calcular a porcentagem depois, mas não vou perder a espontaneidade do post só pra o número ficar bonitinho) ao todo, e eu não acho que alguém consiga fechar a lista. Mas enfim, quem emplacar mais coisas ganha um prêmio especial, que não vou dizer o que é porque não sei ainda, mas meus presentes são famosos por serem legais. Go, go, go!

(soundtrack: The Beatles – Getting Better)

10 futilidades musicais

1. Mais importante que cantar maravilhosamente bem e ter conseguido emplacar o cd todo nas minhas playlists, Mika é um gaaaaaaaaaaaaaato. Gente, que homem é aquele? Aliás, pra estar tão perto da perfeição assim, ele deve ser gay, no mínimo. O cara é talentoso, desenhou a capa do próprio álbum, muuuito boa por sinal, se veste bem e o clipe de Love Today é simplesmente uma delícia.

2. Eu não sabia que Green Day regravou Working Class Hero, de John Lennon. Tenho uma vaga lembrança de ter ouvido algo sobre. Mas é incrível o estado em que o mundo se encontra, de uma banda não tãaaaao boa ser mais lembrada que O Cara, com uma música que é dO Cara. Ou eu tô ficando velha.

3. A-meeeeeei a versão de Scissors Sisters pra Comfortably Numb, do Pink Floyd. Conseguiram deixar a música alegre, vejam só! Dá vontade de botar o som no máximo e sair dançando (e é o que eu faço de vez em quando mesmo).

4. E falando em Scissors Sisters, descobri uma música que não tem nada a ver com o estilo da banda, mas teve o poder de me fazer escutá-la umas 6 vezes seguidas. Land of a Thousand Words tem uma poesia comovente e a harmonia daquele bom e velho lovy metal. E pra me cativar, não tem nada melhor do que uma balada romântica.

5. Adorei a sacadinha genial da logomarca do Maroon 5. Vi pela primeira vez no também genial clipe de Wake Up Call (by the way, a música é óoootima). Resolveram muito bem um nome que eu pelo menos não faço a mínima idéia do que significa. Serão eles 5 caras marrons? Especulações à parte, o que interessa é que os caras são bons. e Adam Levine é outro gaaaaaaaaato.

6. Grant Lee Phillips é country mas eu gosto. Pronto, falei. Tem um monte de músicas dele na trilha de Gilmore Girls, super gostosas de ouvir, a maioria baladinhas românticas. Não faço idéia de quem vem a ser o cara.

7. Falando em trilhas sonoras, é engraçado como basta uma novela acabar pra toda a sua trilha sonora cair de uma vez no ostracismo.

8. Aiiiiiinda falando em trilhas sonoras, devo confessar que sou viciada nelas. As soundtracks, principalmente as de séries, detêm as maiores probabilidades de juntar um monte de música boa e diferente, e apresentar artistas que ninguém conhece, mas são muito bons. Fora aquela coisa de lembrar da cena exata (e boa, na maior parte das vezes) em que a música tocou, que pra mim é o maior barato de todos.

9. Quando escutei Hey There Delilah, hit acústico e meiguinho de Plain White Ts, me enchi de esperanças de que fosse uma banda boa com muita coisa aproveitável e um futuro brilhante pela frente. Corri pra baixar o cd. Qual não foi minha surpresa quando eles se revelaram meio emos e com uns acordezinhos previsíveis, e todas as músicas pareciam a mesma, e nenhuma era gostosinha como a primeira que ouvi. De uma coisa não tenho a menor dúvida: os caras sabem escolher bem uma música de trabalho, do mesmo jeito que o departamento de marketing de Hollywood sabe fazer trailers muito bem. Bem demais até.

10. Chico Buarque nunca me cansa. Mas isso não é novidade nenhuma, só escrevo aqui porque tinha que completar 10 coisas na listinha, e porque declarar meu amor por ele nunca é demais. Que isso não saia das paredes deste blog, mas descobri – não me perguntem como – que fomos amantes em outra vida, e ele, perdidamente apaixonado, escreveu Cecília pra mim, porque esse era o meu nome.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
pegou, pegou?


(soundtrack: Scissors Sisters – Land of a Thousand Words)

Página Seguinte »