Mensagens com Etiquetas 'enfezadinha'

1. não sei qual é a desse povo que começa a namorar e em duas semanas tá falando “eu te amo” a torto e a direito, e dizendo que Fulano-De-Tal é o amor da minha vida, e que não me imagino sem você, e outras chicletices do gênero. E o pior: quem faz isso é mulher. E o pior: no orkut. E o piooooor de tudo não é que dali a um mês, quando o amor-da-minha-vida dá um pé na bunda, a cidadã fica super com cara de tacho no orkut, e se fazendo de desencanada. A burrice-mor é continuar se fazendo de namorada, demorar pra trocar o status de relacionamento e ainda deixar o scrapbook do cara cheio de recadinhos fowfos e chicletes você-ainda-é-meu-mesmo-que-não-saiba. Sério mesmo, é deprimente. É pra levar um chute? Leve com um mínimo de honra, né. Por isso que já tô me enchendo com o orkut. E não, esse parágrafo não tem nada a ver comigo.

2. Acompanhar as Olimpíadas é frustrante. Sei lá, num passado muito distante, lá nos meus 10 anos de idade, eu pensava que o Brasil era o país que ganhava todas as medalhas, e ficava vidrada num simples jogo de vôlei contra, sei lá, a Eslovênia. Aí agora vejo Galvão ficando super feliz quando as seleções da gente têm a sorte de ficar em oitavo numa final de natação. Sei lá, deve ser porque nunca me contentei com pouco, ou mais ou menos, ou quase, pra tudo na vida. Ou então não é assistir as Olimpíadas que é frustrante. É crescer e entender as coisas como elas são de verdade que é.

3. não sei se alguém aqui notou, mas eu ando meio cortante ultimamente, nos meus textos. Precisavam me ver digitando os posts, é quase um acesso de raiva. Não sei exatamente o motivo disso. Tenho alguns palpites, que vão de TPM crônica a stress de começo de período, o que é um mau sinal, porque o começo do período é a parte menos stressante dele, e tudo só tende a piorar. Ou foi a mudança brusca férias>>aulas, que eu sempre tirei de letra, mas agora me incomoda profundamente. E junte-se a isso o fato da eminência de um fim-de-semana inteiro sem namorado perto, e o sofrimento por antecipação de saber que quando ele voltar, já vai ser segunda-feira, e um mau-humor geral se abate sobre toda a face da Terra nas segundas-feiras, logo a semana já vai estar sendo um saco.

4. E quero que alguém me explique o motivo de eu não achar tempo pra nada, mesmo tendo todas as noites e mais 8 horas livres em horário comercial toda semana. Acho que preciso arrumar um curso desses bem hardcore, que tome meu tempo inteiro e dê muito trabalho, quem sabe assim eu ganho umas poucas horinhas de qualidade, né?

5. Não encontro Cá de jeito nenhum, e tô precisando urgente de uma BFF pra me dar colinho e ouvir meus impropérios, que não seriam jogados desse jeito no blog se ela estivesse aqui. E deixar passar aos poucos essa vontade que não é só de chorar, é de chorar violentamente. Tipo, o que está acontecendo comigo não é chuva. É tempestade de raios e trovões enormes e barulhentos. E essa nem Chico dizendo “não se afobe não” consegue aplacar. Pronto, falei.

Preciso de um saco de pancadas. E de umas caipiroskas. E daquele abraço que me entende, quando eu me balanço compulsivamente antes de chorar até dormir. Preciso dormir.

(soundtrack: Chico Buarque – Futuros Amantes)

xing ling ling

Quem me lê aqui eve pensar que eu vivo num universo paralelo, que só tem música e filmes e confusõezinhas de amor, e amor. Sinceramente, eu bem que queria, viu… porque de vez em quando a vontade que eu tenho é de não sair da cama, de deixar o sonho que o despertador interrompeu continuar tranquilo (ou não). Mas o fato é que existe roupa suja, existe trabalho, faculdade, eleições, prazos, conta de luz, e é claro, existem as Olimpíadas.

E agora, neste exato momento, o mundo inteiro está ligado na telinha da globo transmitindo/assistindo a abertura dos Jogos. Eu fiquei alegrinha por não ter nenhum compromisso sexta de manhã, e poder ficar em casa pra assistir o maior, mais caro e mais metido a besta espetáculo de todos os tempos, porque sempre gostei dessas coisas, desde criancinha. Abertura de Copa do Mundo, de Panamericano, de Olimpíadas, de novela das oito… mas eis que dá oito da noite de oito do oito de dois mil e oito, e onde está Line Gilmore? Nerdando no pc, é claro.

Shame on me. Ok, é uma coisa linda, um momento histórico, as nações unidas no sonho de um mundo melhor… mas são 3 horas e meia. E todos os jornais vão passar os melhores momentos, e se brincar vai ter repeteco, pra quem não é desocupado que nem eu conseguiu assistir. E a televisão enche tanto a gente com notícias e curiosidades e essa overdose de coisas sobre a China que enjoa. Mesmo. E podem dizer que eu deixei morrer a criança interior, mas o ponto é que no final vira tudo a mesma coisa: olimpíadas, jogo de futebol, Oscar, show do U2… se você não está lá, a coisa perde um pouco da graça.

Ou então estou num bad day, só isso. Daqui pro fim dos Jogos meu humor melhora (ou meu senso de humor piora, dependendo do ponto de vista).

(soundtrack: Galvão Bueno [alguém merece?] e os tamborzinhos-que-esqueci-o-nome das criancinhas)

espremendo

A diferença entre derramar e espremer as palavras. Sim, eu já conhecia. Já escrevi dissertação pra vestibular, já escreevi redação com tema na escola, já escrevi trabalho de faculdade. Mas nada, nada se compara ao “espremimento” que é escrever um artigo científico.

Assim que soube que meu trabalho no estágio ia ter que render um artigo no final, eu meio que bloqueei o assunto internamente. Mas externamente, o assunto ainda estava lá, eu ainda ia ter que fazer saírem 4 páginas da minha cabeça. E se fossem 4 páginas tranquilas, do meu jeito, como se fosse eu escrevendo pra mim, como se fosse aqui, era super tranquilo. Mas vá dizer tudo que você quer deve dizer em linguagem científica. E eu que por um momento achei que ia tirar de letra, porque tenho costume de escrever, porque tenho vocabulário bom. Rá.

Estava certo quem disse que a ignorância é a chave da felicidade. Eu ia morrer feliz, sem saber do tanto de coisa que ainda não sei que não sei (ficou confuso? Dane-se, isso não é um artigo). É horrível a sensação de branco total, do mais puro e enorme nada que toma conta da minha cabeça, justamente quando tenho que encontrar A palavra, que vai fazer todo o sentido, que vai deixar o texto coerente, que vai soar bonito, que vai me fazer parecer inteligente pra quem ler depois. Sim, porque o único e exclusivo propósito do escrevimento de um artigo é fazê-lo ser aprovado pela meia dúzia de super-mega-Phds de Tal-Congresso-Assim-Assim, e a única maneira de conseguir isso é fazer a meia dúzia pensar que você é de fato inteligente e produziu algum conhecimento relevante pra a sociedade acadêmica.

A introdução saiu hoje, 5 parágrafozinhos em 2 colunas, depois de 6 horas de sangue, suor e lágrimas na frente da torturante tela do Word. Só pra depois eu escutar que a introdução é a última coisa que se escreve no artigo, porque ela é tipo um resuminho de tudo que o PhD lá vai ler (e, dependendo do teor da introdução, nem lê). No fim das contas gostei, mas ainda tem, tipo, 90% pra parir. Vai levar 2 semanas de vida. Esse post de hoje, por outro lado, não levou nem 10 minutos. Aqui elas só escorrem e pronto, as palavras.

(soundtrack: The Cardigans – Don’t Blame Your Daughter)

fim de período

Os pratos estão formando uma torre na pia. Tem tecidos e papéis espalhados pelo chão da casa toda. Tem roupas jogadas de qualquer jeito no quarto, de quando eu chego em casa, tomo um banho e em vez de cair na cama, morta de cansada, ainda vou trabalhar mais. Já enjoei das músicas do pc, de tanto que escutei enquanto trabalhava nele. A câmera não tem mais memória pra fotografar, de tanta foto de trabalhos sendo feitos que tem nela, e não tenho tempo pra descarregar arrumadinho. Minhas unhas estão pedindo desesperadamente pra eu olhar pra elas com carinho, mas eu não vou ouvir. As palavras escapam antes de serem ditas, e fica aquele branco incômodo de mente cansada. O raciocínio lógico tem uma hora que não funciona mais. A coluna resiste bravamente, e por enquanto só dói um pouquinho, pra eu lembrar que ela existe. O dinheiro vai embora da conta mais rápido do que se diz “aceita visa?”, de tanto material que tô tendo que comprar. Almoço é uma coisa que não existe muito, Namorado é uma coisa que eu não vejo muito, sono é uma coisa à qual não tô podendo me dar ao luxo agora. A personificação do caos, essa sou eu em final de período.

Mas ainda me lembro, todos os dias, de trocar a água das flores que ganhei de presente. Nem tudo está perdido.

Photobucket
^^


(soundtrack: Belle and Sebastian – Lord Anthon)

Mas agora, neste exato momento, eu só queria não ser eu mesma. Ou não ter saído de casa. Ou ter ido pro outro lado. Ou não ter comprado aquela #%$*^& de Ruffles.
Só acontece comigo.

das coisas que eu quero

[copiado da Intense]

Eu quero dormir umas 12 horas seguidas, e acordar tendo café-da-manhã pronto. Eu quero um edredon. Eu quero terminar de uma vez por todas meus trabalhos. Eu quero ter uma boa idéia. Eu quero que Namorado perca o mau-humor de de-manhã-cedo, só por estar do meu lado. Eu quero acarajé. Eu quero uma furadeira de impacto. Eu quero um cachorro. Eu quero que minha internet funcione direito. Eu quero acordar com música de manhã. Eu quero fondue de morango. Eu quero encontrar um presente legal e não-caro pra o dia dos namorados. Eu quero que chegue o dia dos namorados. Pensando bem, o dia dos namorados é na véspera da entrega do meu trabalho mais punk e mais atrasado, então só quero que chegue um dia bom pra namorar. Eu quero fevereiro. Eu quero um casaco de lã. Eu quero muitas roupas novas. Eu quero chocolate quente e filme bom. Eu quero uma diarista pra fazer faxina lá em casa. Eu quero um roupão preto. E grande, e fofo. Eu quero um par de óculos de sol que fique bem no meu rosto. Eu quero que Cá apareça. Eu quero assistir Sex and the City. Eu quero uma Barbie pra brincar e costurar roupinhas, não pra entregar no final do período. Eu quero sair. Eu quero uma caipiroska. Eu quero passar a tarde na Livraria Cultura, e no final levar livros de verdade, grandes e cheios de figuras. Eu quero achar um esmalte que combine comigo. Eu quero viajar.

Photobucket

a tal da furadeira de impacto.


(soundtrack: John Lennon – Love)

tan taran tan tan tan tan tan tan taran

[musiquinha da Fox]

Rufem os tambores. Soprem as cornetas. Toquem as sirenes, senhoras e senhores, porque começou oficialmente o final de período da federal!!!
.;

..;

[pausa para o desapontamento geral dos leitores].

Pois é pois é pois é. Adeus cama, olá cadeira do pc. Adeus tardes de sábado gostosas com Namorado, olá ateliê. Adeus roupinhas fofas, olá avental. E adeus casinha arrumada, muito provavelmente, e adeus unhas grandinhas. Olá olheiras. E daqui a exatamente um mês, dou o contrário de adeuses e olás, e vai ser muito mais legal.

E pra comemorar (mentira, foi totalmente sem motivo)… cortei o cabelo. Olhei no espelho e vi que ele estava cansado de ver todo dia a mesma coisa. E aí passei a tesoura. Sem dó nem piedade. Eu me garanto. Heh.

Photobucket
e aí, ficou o quê?


[/line gilmore blogueira genial mode off] [/line stressada e rabugenta mode on]

off the record:
tô ficando muito nerd, né não?

(soundtrack: Beatles – Free as a Bird)

de costas

Photobucket

Esse é o raio-x da minha coluna lombar. A maior radiografia que já tive que fazer. Eu sempre me achei linda de costas, e continuo achando por dentro. Acho linda essa curvinha pro lado, um charme. É só minha saúde que não gosta muito dela…

Mas essa foto estranha (e não tão legal pra tirar) veio me lembrar que, ao contrário do que eu quero – e costumo mesmo – acreditar, meus ossos não são de adamantium. E meus anticorpos não são superdotados. E minha energia não é infinita, e não é meio litro de café por dia que vai torná-la assim.

Eu sempre tive orgulho da minha boa saúde. Nunca fiquei doente durante as aulas, desde que entrei na faculdade. Pifava, sim, mas na semana seguinte, quando já estava segura, em casa, com mamãe me dando dengo e qualquer remédio que eu precisasse. Essa foi a primeira vez, e foi horrível ter que ir embora de uma das aulas mais legais do período porque a dor não me deixava continuar ali numa boa. E pior ainda foi perder o fim de semana tão esperado, e gastá-lo todinho deitada na cama com um livro de auto-ajuda *shame on me* (mas eu estava na casa de minha vó, e vocês já sabem o que acontece por lá). E ainda pior do que isso foi vestir aquela bata super estranha do hospital e tirar até minha correntinha de bailarina, pra fazer o raio-x da coluna. Foi quando senti que a coisa tinha ficado feia demais, e tudo por culpa dessa minha mania de achar que dou conta, que posso tudo, que não tem problema nenhum sacrificar o corpo por um bem maior – mas espera aí, o bem maior não devia ser viver bem? de que adianta terminar 3 cadeiras com média 10 e ganhar um muito bem e um aumento no trabalho pra não poder curtir nada disso de tão exausta?

Eu não podia ter deixado meu lado workaholic tomar conta de mim tanto assim. Agora tô tendo que ficar de pijama em casa, sentada/deitada numa daquelas almofadas triangulares ortopédicas, em pleno feriado, pra ver se fico boa, e isso depois de já ter passado uma meia-semana muito mais-ou-menos, sem aproveitar as coisas direito por causa do remédio que me deixa devagar como eu nunca achei que fosse capaz.

É, Linoca, parabéns. Você é humana.

(soundtrack: Rolling Stones – Time Is On My Side)

boa noite

Cansada. Muito cansada. Realmente cansada. Do verbo não me aguento nas pernas (e olha que os quilos não são muitos). Isso devia ser proibido pra quem tem tanta coisa pra viver e tão pouco tempo.

O que eu queria agora, neste exato momento, era estar em alguma coisa fofa, e aconchegante, e fresca (tudo ao mesmo tempo), e com os pés mergulhados em algu’ma coisa líquida e quentinha, e de cheiro bom, e lendo uma comédia romântica de Marian Keyes, eescutando todas as músicas que eu quero, bastando apenas eu pensar nelas pra isso acontecer, e comendo quilos e quilos de todas as coisas gostosas do mundo, e com Namorado me fazendo algum tipo de carinho do qual eu não enjoasse nunca.

Mas por enquanto, o combo cama + best of The Cardigans + misturinha besta de chocolate, leite moça e outras coisas secretas dá pro gasto. O briefing que tenho que entregar amanhã pode esperar um pouquinho…

(soundtrack: The Ca’rdigans – For What is Worth)

tensão-pré-aniversário

Preciso dormir mais.
Preciso comer melhor.
Preciso dar um jeito no meu cabelo.
Preciso rir à tôa.
Preciso tirar mais fotos, preciso tocar música, preciso desenhar.
Preciso fazer origamis.
Preciso ser espontânea de novo.
Preciso ouvir as músicas que eu gosto e estão esquecidas.
Preciso olhar pra dentro. E olhar pra as coisas como se fosse a primeira vez.
Preciso fazer nada sem culpa.
Preciso ter medo de coisas bobas, pra variar.
Preciso ver o mar.
Preciso tirar um tempo pra sentir saudade.
Preciso de menos compromissos.
Preciso não me preocupar em fazer direito.
Preciso não ser tão importante. Preciso andar sem compromisso pela cidade, que me faz tanta falta. Preciso me lembrar do que eu queria no começo de tudo, e de como eu era, porque posso até ser feliz na maior parte do tempo, mas agora não tá bom. Mesmo.
..
(soundtrack: Oasis – Just Getting Older)

Página Seguinte »