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sobre presentes de aniversário e incompetência das Americanas

Dia desses Namorado estava tentando descobrir o que eu quero de presente de aniversário. Eu pedi uma tv LCD. Ano passado ele tinha uma listinha com milhões de coisas pra escolher. Dessa vez não deixei tão mole, não fiz listinha. Nem sei o que eu quero, na verdade. Assim, tem um monte de coisas altamente específicas que eu quero, tipo uma bota mais-ou-menos country, um roupão de banho fofinho, almofadas gostosas e num padrão de cores que combine com a cor que a sala vai ter , um jogo de lençol, um relógio de pulso, um latão de tinta e acessórios (rolinho, bandejinha, stencils, muito jornal) pra pintar o apartamento, a lingerie perfeita, um microondas me recuso a botar hífen, cortinas novas, um livro de design que não comprei quando tava pela metade do preço e agora me recuso a pagar o preço normal (descobri que tá por $55 na Saraiva, mas ainda assim é desaforo), uma série nova pra assistir, que o estoque de House já acabou, uns porta-retratos legais de parede, uma moldura grande pra enquadrar o pôster da tabela periódica de tipografias que ainda vou imprimir e não sei o tamanho que vai ter, enfim.

Esse é o tipo de coisa que só presta se eu escolher – só escapam o livro e os porta-retratos, que é difícil errar, a menos que você vá comprar nessas lojas de 1,99 e venham cheios de palhacinhos bizarros na borda, e talvez o relógio de pulso, que vi um lindo na Imaginarium -, ou então são coisas caras demais pra ganhar de presente. Aliás, pensando bem, eu dava tudo pra ser uma mosquinha e estar na Fruit de la Passion no exato momento em que Namorado entrasse pra escolher uma lingerie pra mim, logo ele, que fica todo errado com essas coisas. Anyway, duvido que aconteça. Até porque não existe mosca em shopping center.

Mas sério, o que eu queria mesmo era que as Americanas fizessem o enorme favor de entregar o produto que eu pedi há mais de um mês, estava previsto pra chegar hoje e 10 dias atrás mandaram um e-mail todo educado, dizendo que houve um problema com o fornecedor e estaria havendo um atraso na entrega, mas que eles estariam dando uma nova posição sobre a entrega em 2 dias úteis. E até agora nada, depois de vários e-mails não tão educados de minha parte. No último, pedi pra cancelarem meu pedido e devolverem a grana, já que o negócio foi pago à vista, eles não deram nem sombra de satisfação dizendo quando o produto vai chegar e eu tenho um certo apreço pelo meu dinheiro. Tentei também ser atendida em tempo real *cof cof* pelo serviço de chat do site, mas é um negócio completamente bugado, que me deixou em 71º lugar numa fila, e quando finalmente chegou a minha vez (eu era a 1ª da fila), apareceu uma mensagem dizendo que meu tempo de espera expirou. Quer dizer, não querem mesmo conversa com quem tem alguma reclamação. Ai que ódio, nunca mais compro nada lá. Nunca mais, Americanas, ouviram? Por mais que seus preços sejam bons, preço bom não compensa atendimento ruim. E quero meu dinheiro de volta.

Ok, passou o surto. Mas ainda tou p*, e só vou deixar de estar quando essa história se resolver. Aguardem o desenrolar dos acontecimentos.

off the record: eu simplesmente adoro as coisas da Imaginarium. Sou fã. Sim, é tudo caro, mas os produtos têm aquelas sacadinhas geniais que me deixam desejando, e às vezes eu realmente considero pagar $60 por uma pantufa. Nos amigos-secretos de Natal do trabalho, o primeiro lugar que vou procurar sugestões de presente é o site da loja. Fora a associação feliz de lembranças, do dia que eu carreguei Namorado pra dentro da Imaginarium, fiquei fazendo macaquices com umas almofadas de coraçãozinho que achei super fofas, e sem eu perceber – dentro de uma loja que deve ter no máximo uns 12 metros quadrados – ele comprou pra mim. E mais tarde, na mesma noite, me disse “eu te amo” pela primeira vez.

(soundtrack: Chico Buarque – Joana Francesa)

rapidinhas e aleatórias

. tou com a mente hiperativa. Sério, uma dificuldade enorme de me concentrar pra fazer as coisas, minha cabeça fica girando em círculos, pensando no que eu tenho que fazer quando chegar em casa. Aí, quando eu chego em casa, fico pensando no que tenho que fazer amanhã, e assim sucessivamente. Meu caderninho-de-anotações gerais tá uma zona, hoje eu desisti de procurar a borracha pra apagar umas coisas que eu não vou precisar mais fazer, e risquei por cima. Meu caderninho. Todo fofo. Riscado. Que vergonha. Mas era uma agoniazinha que eu precisava externalizar, e ao mesmo tempo ficar olhando pra aquela coisa que eu tinha que fazer antes mas não tenho mais ia me confundir.

. tenho ficado um pouquinho mais amiguinha do twitter ultimamente. Nunca acreditei em microblogging, continuo achando que 140 caracteres não dão pra nada em termos de desenvolver um pensamento, mas tou começando a gostar da idéia de transferir minhas notas mentais aleatórias pra um lugar que eu possa ver mais tarde. E ontem me peguei falando sozinha conversando com meus tweets. Bizarro, né. Mas por aí dá pra ter uma idéia da inquietação mental da qual estou sendo vítima. De todo jeito, não acho que meu twitter vai bombar, me seguir não vai valer de muita coisa.

. quero um feriado. Às vezes eu tento me achar super sortuda por trabalhar no mesmo lugar que Namorado, tem casais que só se vêem em fins de semana e olhe lá, que bom pra mim que ainda consigo olhar pra ele por trás do ombro de vez em quando e dar uma piscadinha. Mas os céus não foram muito generosos com a gente esse período, e basicamente, tamos com horários opostos no estágio (ok, pra não dizer que são completamente opostos, ainda vejo B por 2 horas na terça-feira e 1h e meia na quinta, tá bom assim?). Eu não estou acostumada com isso, prontofalei. Tem dias que me bate uma carência enorme, uma vontade de abrir o skype e mandar um link de qualquer besteira/coisa fofinha/nerdice que eu acabei de ver na internet, mas ele não tá. E nem almoçar junto a gente consegue direito, por causa de uma cadeira from hell (dele, não minha) que acontece de meio-dia às duas, 2 vezes por semana. Aí, só sobram mesmo o sábado e o domingo pra ficar junto, e pra mim é pouco. Quero um feriado. Por semana. De preferência na sexta.

. por outro lado, tou adorando todas as cadeiras que escolhi pagar esse período. Um dos exercícios pra semana que vem, da cadeira de tipografia, envolve cupcakes ^^. Sim, cupcakes. Amanhã vou rodar o centro atrás de um bico pra glacê e forminhas pra os dito-cujos. Vão ser 26, e cada um terá uma letra do alfabeto – projetado por mim numa malha de 9×9 bolinhas – desenhadinha em cima, how cute is that? Já tou planejando fotografar váaaaaaaaaaaaaaarias palavras feitas com os bolinhos antes de comê-los entregar o trabalho pronto. Só espero que a receita de glacê totalmente inventada por mim (creme de leite + chocolate do padre. Tá, não é glacê, mas serve como, já que eu não tenho batedeira, e não vou bater 3 claras em neve na mão, néam?) dê certo e fique macia e consistente o bastante pra dar pra desenhar as letras. Gostoso eu sei que fica.

. tive um sonho estranho essa noite. Eu, minha mãe e meu avô em São Paulo comendo algo que parecia a trouxinha de cenoura com ricota do Hare, num restaurante árabe (??????). E meu avô ainda tinha encontrado sabe-se-lá-onde um prato de porcelana igual ao de um jogo que minha vó tem, e que eu, teoricamente teria quebrado o original (detalhe: nunca lembro de ter quebrado pratos na casa de minha vó, ela sempre usou pratos de inox, mas o prato do sonho lembrava a louça da casa de Namorado – e não, nunca quebrei prato nenhum lá). Alguém me explica?

. vou diagramar um livro de 300 páginas, mais ou menos. Mesmo trabalho que fiz ano passado, mas a idéia dessa vez é guardar a grana de verdade. Tenho pouco mais de um mês pra fazer isso. É complexo. Vai me tomar um tempo absurdo, algumas noites sem dormir, alguns fins de semana sem namorar.Vai me dar olheiras. Possivelmente, vai ocupar o dia do meu aniversário. Mas dessa vez eu sei o que tou fazendo, li um livro sobre e tou começando outro, e dá certinho com essa minha experimentação com tipografia, texto e página que tou gostando tanto. No fim das contas, é mais bom do que ruim.

. meu aniversário. Em anos anteriores, já passei meses fazendo contagem regressiva e listando presentes, e imaginando como seria a festa surpresa que iam fazer pra mim. Dessa vez, só fui lembrar que falta menos de um mês pro meu dia quase agora. Não sei, dizem que depois dos 20, tudo passa infinitamente mais rápido, e a gente no fundo no fundo não quer mais contar tanto os dias. Eu não tenho (nem teria motivos pra ter) neuras com “tou ficando velha”, porque por favor, né. Um dia desses o aeromoço comissário de bordo virou pra mim e pra Namorado, pra perguntar se a gente tinha idade pra viajar sozinhos de avião. Quem não me conhece, me dá 16, 17 anos. Nessas horas é bom ser mignon e ter peito pequeno, heh. Mas voltando ao assunto principal “eu-não-me-liguei-que-vou-fazer-aniversário-até-um-dia-desses”, talvez seja só coisa demais na cabeça. (Ainda acho que aniversário é a data mais importante do ano, pra qualquer pessoa. É quando ela deve se sentir única, como se só tivesse ela no mundo, e todas as suas vontades fossem a coisa mais importante. Naquele dia. Ainda quero meu dia assim. Só quero com menos antecedência dessa vez.)

(soundtrack: She and Him – I Thought I Saw Your Face Today)

rapidinhas

*estou entrando na vibe natalina, até cedo, na minha opinião. É meu primeiro natal morando sozinha, e deu vontade de arrumar uns pisca-piscas e fazer uma árvore. E os panetones me deixam feliz nessa época do ano.

*eu torci por Obama nessas eleições americanas (novidaaaade). Fiquei feliz por ele, e acho realmente que algo vai melhorar, só por não ser Bush o dono da bola. Mas acho de verdade que já tá na hora de falar em outra coisa nos noticiários, porque a partir do momento em que se começa a discutir se as Obama-girls vão estudar em escola pública ou particular e qual vai ser o novo cachorrinho delas, sinto uma vibe “vamos encher linguiça” no ar. Como se não tivesse coisa acontecendo no mundo, né. Por favor.

*tô sentindo muita, muita falta de ter aulas esse período. Sim, sou nerd, mas dessa vez o motivo é outro. É a falta de conversas aleatórias e almoços, e meias-horas na frente do CAC com os colegas, que tá cada vez mais raro eu ver. Porque quando o professor marca orientação, cada um vai lá a hora que quer, discute o trabalho e vai embora, porque todo mundo tem coisas urgentes pra fazer da vida, e ajuda muito se você fica livre às 10h. Triste isso.

*o tempo passa muito rápido às vezes. Tipo agora.

*a perspectiva de 3 meses de férias é incrivelmente doce e animadora pra quem teve no máximo 30 dias sem aula durante toda a vida acadêmica. Sim senhor, sombra e água fresca (ou melhor, sol e água-de-côco). Minhas to do lists vão mudar, minha pele vai mudar (aliás, já está mudando, que o sol de Hellcife não perdoa ninguém, mas vou sumir com essas marcas de camiseta from hell) e principalmente meu guarda-roupa vai mudar. Que venham os shortinhos e as regatinhas soltas e as saídas de praia, que não tem nada melhor pra entrar na vibe férias do que roupa de férias.

*preciso ir no mercado. Basicamente, esse texto das Garotas diz tudo.

*falando em Garotas, me senti tão órfã ao saber do fim do blog que não consigo ler os últimos textos do mês especial de despedida. Sei lá, como se quisesse guardar pra depois. Dava pra saber que estava perto do fim, só de ver o tanto de textos republicados e a falta de tempo das três. Mas poxa, acompanho Vivi Griswold, Clara McFly e Flá Wonka (e Sabrina) há um tempo enorme, desde bem antes deste blog começar a existir, desde a época da Época. E tantas vezes elas disseram exatamente o que eu queria. E me fizeram rir nas horas mais inimagináveis. E me deram um nome pro blog – que de vez em quando parece idiota, mas significa um bocado pra mim. Vou sentir uma falta enorme. E boa sorte pra elas, pra o que quer que elas façam daqui pra frente. E que continuem amigas inseparáveis.

(soundtrack: Grant Lee Phillips – Wave of Mutilation)

e os deuses me convidam para dançar

Ontem tomei banho de chuva. Às duas da tarde. Dentro da federal, indo pro trabalho. Sim, eu estava arrumadinha (de maquiagem inclusive), e cheguei no laboratório de roupa e cabelos molhados, e a cara de bagunça que acaba com minha credibilidade de profissional séria (mas quem liga?).

A diferença entre “tomar chuva” e “tomar banho de chuva” é que um dos dois é horrível e chato, e o outro é libertador e uma delícia. Tomar banho de chuva é mais gostoso quando você está voltando pra casa, e não acabou de tomar um banho e passar rímel nos olhos, e de preferência sem carregar bolsa e com alguém beijável do lado. Mas mesmo fora dessas condições ideais de temperatura e pressão, eu aproveitei. Simplesmente porque tocou a música perfeita na hora certa.

Ok, as pessoas feitas de açúcar que passavam por mim correndo agoniadas segurando o caderno na cabeça devem ter achado meu ritmo e meu sorriso levemente estranhos. Sim, pessoas normais não gostam de tomar chuva, simplesmente porque não se rendem a ela. Quando começou a chover, meus pensamentos foram os seguintes, mais ou menos nessa ordem:

1. que chuvisquinho gostoso, bom pra aliviar esse calor abafado.

2. hmm, cheiro de chuva.

3. talvez não engrosse muito até eu chegar no trabalho…

4. caramba, Rita Lee? [pausa para aumentar o volume - e isso pode ser perigoso, crianças]

5. ainda bem que não tô de camiseta branca… e já que é assim, dane-se, vou correr não.

6. “Para dançaaaaaar uuuhuuu no meio fiiiiiiio” [cantando junto em voz alta de vez em quando] [pessoas olhando esquisito and I dont give a shit]

7. bando de gente besta, aproveita a chuva!

8. queria Namorado aqui comigo, nunca consegui fazer a ceninha de beijo na chuva… quer dizer, pensando melhor, ele é meio fresco com essas coisas, não ia curtir que nem eu. Esquece.

9. preciso prender o cabelo, pra chegar um pouquinho menos pshyco no trabalho.

E assim eu recebi a chuva, olhando pro alto de vez em quando e rindo. E não,eu não parei, fechei os olhos e joguei as mãos pro alto, que ninguém tava filmando, e aí também já era demais, néam. Aliás, em algum momento a coisa toda me lembrou uma cena de Ensaio Sobre a Cegueira, quando estão todos cegos, e cansados, e sujos, e morrendo de fome, e de repente chove. E sentir a água tocando o corpo deve ter sido a melhor sensação do mundo. E o engraçado é que não lembro da chuva no livro, deve ter rolado (ainda bem) uma bela licença poética pra Fernando Meirelles, que cada vez mais eu considero um gênio. Mas enfim, eu imagino como eles deviam estar se sentindo, porque a chuva, quando bate em mim, me acorda, me deixa, sei lá, mais viva. Ultimamente é o que me tem lembrado que existe alguma coisa acima do céu.

Ah. A música que me fez surtar e ser feliz debaixo da chuva foi Meio Fio (video aqui):

Onde quer que eu vá
Levo em mim o meu passado
E um tanto quanto do meu fim
Todos os instantes que vivi
Estão aqui
Os que me lembro e os que esqueci
Carrego minha morte
E o que da sorte eu fiz
O corte e também a cicatriz

Mas sigo meu destino
num yellow submarino
Acendo a luz que me conduz
E os deuses me convidam
Para dançar no meio fio
Entre o que tenho e o que tenho que perder
Pois se sou só
É só flutuando no vazio
Vou dando voz ao ar que receber

Pra ficar comigo
Corro salto, me equilibro
Entre minha neta e minha vó
Fico feliz, sigo adiante ante o perigo
Vejo o que me aflige virar pó
As vezes acredito em mim
As vezes não acredito
Também não sei se devo duvidar

Mas sigo meu destino
num yellow submarino
Acendo a luz que me conduz
E os deuses me convidam
Para dançar no meio fio
Entre o que tenho e o que tenho que perder
Pois se sou só
É só flutuando no vazio
Vou dando voz ao ar que receber

Música de Roberto de Carvalho, letra de Arnaldo Antunes, voz de Rita Lee, num ao vivo delicioso. Sabe umas músicas que são mais letra do que música, ou mais música do que letra, que você gosta por causa ou de um ou do outro? Então. Essa tem o equilíbrio perfeito, juntando aí as palmas e a euforia de show que dá pra sentir até em fones de ouvido. Sim, a letra super se encaixa, não só na música, mas em mim também, coisa que eu não experimentava já há um tempinho, que nem o banho de chuva. E é tão bom quando é assim.

(soundtrack: Rita Lee – Meio Fio)

line e cá

Ok, já fazem três dias, mas só agora consegui processar o domingo no shopping fazendo programa de mulherzinha com Carol. Foram deliciosas as três horas falando sem parar – sem parar mesmo – de sapatos, lencinhos, casamentos, vestidos, ternos com-gravata ou sem-gravata  (porque nós duas temos namorados que ficam incríveis de terno), tequila, drinks de mulherzinha com tequila, música, chocolate, receitas, filmes de mulherzinha, livros de mulherzinha, café em suas mais variadas formas, viagens e todo e qualquer assunto que pudesse surgir dentro dos parênteses, chaves e colchetes da nossa conversa, como ela mesmo definiu.

Mas a saudade aumentou absurdamente depois que eu cheguei em casa e fui arrumar a bolsa, cheia de bagunça daquela tarde.  E sim, eu preciso dela. Pra virar noites assistindo Sex and the City, pra discutir estampas, pra andar em ritmo de mulherzinha nos corredores do shopping, pra perder tardes com os livros-objetos-de-desejo da Cultura, pra dividir habilidades manuais de caderninhos a origamis, pra tomar drinques cheios de frescuras (sou super curiosa pra ver como Carol fica depois de umas chicaritas), e dançar, e rir. E experimentar todos os cafés possíveis e imagináveis. Todas essas coisas que a gente sonha pra um fim-de-semana perfeito, mas poderiam durar o resto da vida.

e parece que a garçonete do café tem habilidades motoras super parecidas com as nossas, pra a foto ter saído com um foco desses…

(soundtrack: Amy Winehouse – Valerie)

rapidinhas

(ou eram pra ser rapidinhas, mas eu tenho essa mania de ser prolixa… na verdade tá mais pra “pensamentos aleatórios enquanto eu devia estar escrevendo meu artigo”)

*B, acho que tudo que eu sempre quis, que eu sempre precisei, foi de alguém que me entendesse (e entrasse na viagem junto comigo) quando eu começo a falar inglês. Ah, ainda pra você: sabe um jeito que você tem de olhar pra mim, ficar uns 2 segundos imóvel e depois sorrir? É genético. Vi seu pai fazer igualzinho com sua mãe. Achei fofo. Aliás, se você ficar igualzinho a seu pai, e ainda for meu até lá, vou ter muita sorte.

e pronto, pára por aqui. Não quero ninguém com diabetes.

*Hoje eu estava realmente estilosa. Eu acho, né. Bem, pra minha chefe me elogiar, dizer que eu tava bonita, que aquela roupa caiu muito bem, tinha que tá, né. Ela não diz esse tipo de coisa à tôa. E realmente, o conjunto coletinho+gladiadora+calça reta+lencinho de amarrar na cintura que virou cachecol/gravatinha/whatever, só sei que ficou bem no meu pescoço funcionou bem. Aí por um momento eu pensei em fazer uma parada tipo o Hoje Vou Assim, mas 0,8 segundo depois desisti, que essas coisas de fazer uma coisa todo dia, sem ninguém me pagando nada a mais por isso, não funciona comigo. E o que ia acontecer, por exemplo, num bad hair day? ou nos dias de aula na oficina de tipografia, que obrigatoriamente tem que ser short + camiseta?

*Tô acabando de crer que sushi engorda. pensa aí, aquela quantidade absurda de arroz inchando no seu estômago… sem falar nas variações empanadas, que são o maior perigo, porque você super se ilude que tá comendo peixe com molho de soja, mas aaaaah tem algo de frito e completamente not-healthy naquele carioca.

*Terminar um artigo científico deve ser incrivelmente bom. Dizer que tá quase pronto e mandar pra revisão já foi um peso que saiu das minhas costas, imagina quando estiver nos trinques. Imagina quando ele for aceito, e eu tiver que ir pra Bauru apresentar o trabalho – peloamordedeus Bauru??? Esse povo de computação não tem a menor criatividade pra escolher locais de congresso, porque podia muito bem ser, tipo, em Gramado, em Londrina, no Rio, em NY…

*Preciso baixar alguma série pra assistir no horário do horário político (e o mais genial de tudo é eu pensar nisso faltando menos de um mês pra a palhaçada acabar).

*Descobri o indexed. Deu vontade de colocar minha vida em gráficos. Neeeerd.

Tô viciada no Google Reader. Gente, é muito perigoso isso. Quase caso pra internação. Comecei adicionando os blogs de amigos, pra não ter que ficar checando se estavam up to date, e aí um indicava outro, que indicava outro, e de repente eu descobri que o Google te recomenda blogs por conta própria (scaaaaary)!! E aí teve uma hora que eu não suportei ver zero páginas atualizadas, e fui procurar mais. E viciei em procurar mais, simplesmente porque tem tanta coisa legal na internet pra ver. E nessa brincadeira, já são quase 80 sites e blogs, na maioria blogs, e o Reader é praticamente meu café da manhã. E todas as outras refeições e variáveis – éeee, porque hoje eu estava o dia todo no estágio, e em vez de sair pra almoçar, pedi comida (!!!), porque tinha esse blog pra ler até o começo. Por favor, alguém me leva pra andar na praia.

*Preciso de um microondas. ou será que sou só eu que consigo queimar pipoca desastrosamente toda vez que invento de fazer? Poxa, eu adoro pipoca, e não como há um século por causa de uma inaptidão genética, não é justo. Hoje mesmo, tava super querendo comer pipoca, mas não tive coragem de fazer e defumar o apartamento inteiro. Comi biscoito folhado com requeijão. Deprimente.

*Tenho que escrever sobre Ensaio Sobre a Cegueira. Não cabe aqui, precisa de um post inteiro. Só adianto que vale a pena ver, se você não for mulherzinha demais pra isso. Me deu uma agonia nas pernas de tanta tensão (isso eu já tendo lido o livro antes, vale salientar). Me fez quase querer vomitar. Me fez quase chorar. E me fez sorrir também, porque tem umas cenas que são de uma ternura incrível. E eu levantei da cadeira do cinema tropeçando que nem os cegos do filme.

*Eu nem devia estar dizendo isso aqui, porque é auto-sabotagem. Maaaaas a verdade é que super bisbilhotei as fotos de Namorado, quando estava passando umas coisas do celular dele pro pc. Não, eu não estava procurando (nem achei) nada suspeito ou que pudesse causar problemas. Só fiquei feliz de estar lá também, e de lembrar de Zé com a toalha na cabeça quase tudo.

E achei isso ^^. um domingo desses no mexicano que eu gosto.

(soundtrack: Dorival Caymmi – Acalanto)

uns dias atrás

Eu sou a copiadora de memes mais descarada que conheço. Esse que vem aí eu nem lembro se alguém me indicou pra fazer muuuitas luas atrás e acabei deixando passar batido. Náo sei nem como é o nome, ou se tem um nome específico pra ele. Só se que vi em vários blogs esses dias e resolvi fazer igual, e daí? O problema é que enquanto as pessoas normalmente escrevem umas 5 frases, eu me perco lembrando das coisas e acabam saindo dois metros de texto. E não que seja ruim, muito pelo contrário. Só queria que fosse assim com a conclusáo do meu artigo, que não sai nunca =/. (E eu fico ainda me fazendo de coitadinha, quando tudo que tenho que fazer é parar de reclamar e fechar o Google Reader pra escrever as coisas direito).

Viram, já mudei de assunto de novo, coisa de DDA que esqueço que tenho – e o melhor de tudo é ficar falando sozinha na caixa de texto do WordPress uaheuaheuahe – mas vamos ao que interessa:

10 anos atrás eu tinha 10 anos. Eu passava o recreio na biblioteca da escola. Estava na quinta série, e me achava o máximo por já ter passado do primário. Eu dava um jeito de não fazer Educação física. Minha mochila era maior do que eu. Eu era a mais nova (e menor) da classe, e já odiava matemática. E minha mãe era minha professora. 10 anos atrás eu conheci a melhor professora de artes que já tive. Eu morava numa casa enorme, que tinha dois pianos e uma árvore de natal de dois metros todo ano. Eu queria ser arquiteta. Eu imaginava casas pra a Barbie. Eu brincava de barbie com Priscila e com Nanda. Com Nanda era mais legal.

5 anos atrás
meu maior guilty pleasure era ler Capricho escondido. Eu queria uma agenda da Capricho. Eu não usava mais mochila, porque já estava no primeiro ano, e mochila era coisa de criança. Eu me mudei de escola, redescobri um amigo de infância e ganhei uma melhor amiga que era o oposto de mim. Eu tirei 10 em química, e não consegui me livrar da nerdice nunca mais. Eu me apaixonei pela primeira vez, e descobri tanto as borboletas no estômago quanto a vontade de chorar até que não sobrasse nada mais em mim, de tanto que doía amar sem ter amor de volta. Ou o que eu achava que era amor. Eu recebi flores de um garoto pela primeira vez. E descobri que meu cupido era absurdamente burro. Eu comecei a escrever pra desabafar, nas folhas do meu fichário de capa de bolhinhas d’água. Eu escrevia com aquelas canetas Bic coloridas. Eu tinha um caderno só pra conversar com as amigas na hora da aula. Eu morei em duas casas diferentes nesse ano, e até hoje tenho um carinho especial por aquela em que só passei 6 meses. Eu conheci a melhor professora de música que já tive. Aprendi a tocar flauta transversal, e aprendi Chico Buarque. Eu abandonei os óculos pelas lentes de contato. Eu ia à igreja todo domingo. Eu ainda queria ser arquiteta.

2 anos atrás eu criei o blog. Eu conheci Sofia. Eu me mudei de cidade. Eu comecei um curso na federal, e não foi Arquitetura. Eu descobri o CAC. Eu morava com uma pessoa insuportável, mas o apartamento tinha uma vista incrível. Eu vi o desfile de 7 de setembro da varanda. Eu estava, em setembro, juntando (de novo) os cacos do meu coração, que foi partido em maio. E já tinha sido remendado no comecinho do ano. Eu trabalhava na empresa da família, e vi pela primeira vez como é trabalhar de verdade. Eu fui seguida por um maníaco (provavelmente inofensivo, mas aparentemente muito perigoso) durante uns dias. Eu dispensei o melhor cara que podia aparecer na minha vida naquela hora, e que era louco por mim, simplesmente porque não dava pra beijar um pensando em outro. Meu cupido ainda era muito burro. 2 anos atrás, eu adorava passar as tardes livres na livraria cultura, o que não é muito diferente de passar o recreio na biblioteca. Eu ganhei minha primeira câmera minha-de-verdade, e adorava fotografar. Eu fui de férias pra casa pela primeira vez.

mais ou menos 1 ano atrás eu estava solteiríssima, e nem ligava mais pra a burrice do meu cupido, que esse já era um caso perdido. Saía de mais uma paixão frustrada, dessa vez por puro despeito do cara em questão não enxergar o óbvio. Eu cheguei a escrever um post me declarando (ok, that was stupid). Eu conheci Carol, e comecei a trocar emails gigantes com ela, e a gente passou a se conhecer desde criança (ok, eu conheci Carol há bem mais tempo, mas ela tinha que aparecer aqui). Eu não tinha turminha na faculdade, mas tinha companhia pra almoçar. E não passava mais o recreio na biblioteca, mas ainda adorava a livraria cultura. Eu fui a uma festa a fantasia, e minha fantasia era a melhor de todas. Eu estava prestes a começar a trabalhar num lugar cheio de computadores e nerds. E beijar um deles sem nem conhecer direito.

6 meses atrás
o nerd que eu não conhecia direito quando beijei pela primeira vez era agora meu namorado há 4 meses. Meu cupido não era mais tão burro assim. O blog completou 2 anos de idade. Eu recebi um aumento no trabalho. Eu já morava sozinha, e estava aprendendo que a vida aparece nos lugares mais inimagináveis da casa, especialmente na geladeira. E que comprar frutas não era um bom negócio. Eu começava o quinto período na faculdade, e só queria voltar pra a praia deserta do mês anterior. Eu era dupla de João, e inexplicavelmente a gente deu certo com os trabalhos de resina. Eu era dupla de Cani, e descobri que, mais do que uma doida viciada em anime e muito boa no que faz, ela é uma amiga incrível (e agora Carol vai ficar com ciúme) e muito boa em roupinhas pra Barbies. 6 meses atrás eu voltei a brincar de barbie. E vi um show de Arts ‘n Crafts. E deixei Namorado subir pro meu apartamento.

1 mês atrás
Comecei a assistir Weeds com Namorado, em noites de pizza, coca-cola e Special Dark. Comecei a escrever um artigo. Comecei o sexto período. Minha máquina de costura quebrou. Comprei um celular novo, que o meu tava pedindo menos. Recebemos, Namorado e eu, um convite de casamento. Vamos. Tá pronto o vestido.

ontem fui à praia fazer um trabalho de faculdade. Troquei receitinhas com Mariana. Recebi email-gigante de Carol e respondi, apesar de ela não estar merecendo muito. Foi aniversário de Mel. Entreguei um convite de casamento que mamãe me encomendou, mas não era o dela. Tive vontade de ir ao cinema assistir Ensaio Sobre a Cegueira, mas não estava nada inspirada pra me arrumar e sair de casa. Fui assistir Weeds em casa com Namorado. Fomos chamados de última hora pra ir ao Jazz Festival (quem puder, vá sem pensar duas vezes) e num instante eu me inspirei pra me arrumar e sair de casa.  Ouvi o autêntico jazz de New Orleans, e descobri como um contrabaixo e um violão, sozinhos, podem ser tão românticos.

hoje acordei meio que escutando ainda o show de ontem, e só pra não perder o clima, botei Billie Holiday pra tocar. Experimentei de novo o vestido do casamento da semana que vem e fiz os últimos ajustes. Vi o começo da classificação do GP da Itália. Tomei Sucrilhos. Quero assistir Ensaio Sobre a Cegueira. E muito provavelmente vou querer escrever sobre (tanto o livro como o filme). Tenho que dar uma leve faxina na casa. Tenho que mandar email do trabalho na praia pro resto da equipe que não foi – bando de bestas.

amanhã quero que Namorado me acorde pra ver o GP da Itália. Só isso, por enquanto. Já começa bem.

(soundtrack: Billie Holiday – The Man I Love)

1001 idéias de sexo

Não, eu não quero aumentar o número de acessos do meu blog com um título desses, ou pelo menos não foi essa a idéia. O caso é que caiu nas minhas mãos uma edição de NOVA com as tais 1001 idéias de sexo, para dar adeus ao papai-e-mamãe e ter noites (e dias, e tardes) cheios de luxúria – isso era o que tinha na capa.

(A propósito, me lembrem um dia de descobrir quantas dicas de sexo a NOVA já botou no ar ao todo, porque cada edição traz um número absurdo, tipo 534, 721, 69…)

Eu já havia escutado de várias pessoas, dentro e fora do blogworld, que esses manuaizinhos de NOVA, ao contrário do que anunciam, não deixam-seu-homem-louco-de-desejo. No máximo, conseguem deixar o cara louco de rir, ou louco pra se livrar de você, sua ninfomaníaca com idéias estapafúrdias que não funcionariam nunquinha num mundo real e sensato. Mas nunca parei pra ler a dita-cuja, que eu valorizo meu dinheirinho suado demais pra gastar em curiosidade junkie, e também não tô nem um pouco desesperada pra deixar-meu-homem-louco-de-desejo.

Mas deixa eu contar a história. O professor da cadeira de segunda-feira pediu, semana passada, pra a gente levar revistas pra a aula, pra fazer uma colagem e dar de presente pro papai no dia-dos-pais um painel de referências visuais do nosso público-alvo do projeto. Line Gilmore (assim como metade da turma), obviamente, esqueceu as revistas. A sorte é que tem um tio que vai todo dia pra a frente do CAC vender revistas passadas, que provavelmente encalharam nas bancas, por um precinho bem camarada. Aí, por mais ou menos $2, você pode ficar por dentro de todas as tendências de moda da estação passada, ou ler sobre a última descoberta científica revolucionária de 2 meses atrás. E desde o começo do curso, a revistas do tio são a salvação dos esquecidos, porque dá pena, sim, recortar $2 e ficar com um resto de revista que não tem nada de (tão) novo, mas pelo menos a gente tem material pra trabalhar.

Daí que (mocinhas, cuidado com as más influências) tinha essa NOVA de junho com 1001 idéias de sexo, e genteeeeem, idéias de sexo não ficam passadinhas com 2 meses. E a gente queria rir um pouco na hora do pastel de catupiry com coca-cola almoço depois da aula. Aí pronto. Comprei a NOVA de junho com Sarah Jessica Parker na capa (mas quem liga pra ela?) e 1001 idéias de sexo [/vergonha].

O que acabou sendo um atraso enorme no desenvolvimento do trabalho, primeiro porque a revista não serviu de nada na nossa busca de imagens (a não ser que você considere que é necessário mointo sexo pra fazer uma família grande de classe média-baixa, que era o nosso público-alvo). E depois, acontecia uma coisa inevitável: quem pegava a NOVA pra procurar imagens [cof cof] acabava com os olhos vidrados em uma das 1001 idéias de sexo.

Menos eu, é claro. Porque a revista era minha, fui eu que dei os $2 ao tio (morrendo de pena deles), eu ia ficar com ela pra ler depois – a não ser, é claro, que algum engraçadinho arrancasse as páginas importantes. Donde se conclui que eu fiz cerca de 80% do trabalho. Who cares?

O fato é que (enrolei enrolei mas vou falar) tivemos momentos agradáveis – leia-se de riso incontrolável – com o pastel de catupiry e as idéias de NOVA no almoço. E sim, elas são mesmo estapafúrdias. Pra começar, as tais dicas não são de NOVA, são das leitoras da revista, e dos leitores de Men’s Health (e eu boba achando que a equivalente masculina de NOVA era a PLAYBOY…). Leitora que experimentaram coisas novas e querem contar vantagem dividir os resultados, pra tornar o mundo um lugar mais feliz. Aí, temos 2 alternativas: a) tem muita gente sem-vergonha no mundo, então fique esperto com qualquer casal muito feliz do seu lado no restaurante, ou b) brasileiro é muito mentiroso meeeeesmo.

Obviamente não deu tempo de ler e comentar 1001 idéias de sexo em uma hora de almoço. Mas já saíram umas pérolas que não vou transcrever aqui, porque este é um blog família. E me fizeram pensar, sério mesmo, que depois de ler um volume tão grande de bizarrices, quero ver quem reclama de um trivial bem feito. Pronto, falei.

sente o naipe.

(soundtrack: Norah Jones – Until The End)

espremendo

A diferença entre derramar e espremer as palavras. Sim, eu já conhecia. Já escrevi dissertação pra vestibular, já escreevi redação com tema na escola, já escrevi trabalho de faculdade. Mas nada, nada se compara ao “espremimento” que é escrever um artigo científico.

Assim que soube que meu trabalho no estágio ia ter que render um artigo no final, eu meio que bloqueei o assunto internamente. Mas externamente, o assunto ainda estava lá, eu ainda ia ter que fazer saírem 4 páginas da minha cabeça. E se fossem 4 páginas tranquilas, do meu jeito, como se fosse eu escrevendo pra mim, como se fosse aqui, era super tranquilo. Mas vá dizer tudo que você quer deve dizer em linguagem científica. E eu que por um momento achei que ia tirar de letra, porque tenho costume de escrever, porque tenho vocabulário bom. Rá.

Estava certo quem disse que a ignorância é a chave da felicidade. Eu ia morrer feliz, sem saber do tanto de coisa que ainda não sei que não sei (ficou confuso? Dane-se, isso não é um artigo). É horrível a sensação de branco total, do mais puro e enorme nada que toma conta da minha cabeça, justamente quando tenho que encontrar A palavra, que vai fazer todo o sentido, que vai deixar o texto coerente, que vai soar bonito, que vai me fazer parecer inteligente pra quem ler depois. Sim, porque o único e exclusivo propósito do escrevimento de um artigo é fazê-lo ser aprovado pela meia dúzia de super-mega-Phds de Tal-Congresso-Assim-Assim, e a única maneira de conseguir isso é fazer a meia dúzia pensar que você é de fato inteligente e produziu algum conhecimento relevante pra a sociedade acadêmica.

A introdução saiu hoje, 5 parágrafozinhos em 2 colunas, depois de 6 horas de sangue, suor e lágrimas na frente da torturante tela do Word. Só pra depois eu escutar que a introdução é a última coisa que se escreve no artigo, porque ela é tipo um resuminho de tudo que o PhD lá vai ler (e, dependendo do teor da introdução, nem lê). No fim das contas gostei, mas ainda tem, tipo, 90% pra parir. Vai levar 2 semanas de vida. Esse post de hoje, por outro lado, não levou nem 10 minutos. Aqui elas só escorrem e pronto, as palavras.

(soundtrack: The Cardigans – Don’t Blame Your Daughter)

voltei, Recife

Gripe, dor nas costas e uma preguiça enorme de viver. Mas curti muita coisa boa esses últimos dias, então não tenho muito do que reclamar.

Fui com Namorado pro festival de inverno em Garanhuns (interior de PE, a umas 3 horas de Recife), e foi incrível. A cidade era muito bonitinha, e toda esquina tinha um café vendendo chocolate quente, e adorei poder usar minhas roupinhas estilosas de frio ^^. O show de Zeca Baleiro e o Casa Café (melhor cafeteria do mundo até onde eu conheço) e o carinho de Namorado, que fica bem mais carinhoso no frio, já valeram a viagem. Tinha todo tipo de gente no festival, e sim, eu me diverti esculhambando criticando levemente os looks nunca-vi-inverno-antes-e-tenho-bota-de-cano-alto da população local. E descobri (na verdade eu já sabia, só faltava provar) que sou alternativa o suficiente pra não ver o super-bombado show de Nação Zumbi e sair do meio do bolo pra tomar (mais) um chocolate quente.

Voltei querendo voltar lá de novo ano que vem (meio palíndromo essa frase né? quer dizer, plíndromo não, outra figura de linguagem – aquela em que uma letra se repete o tempo todo, mas não lembro o nome. what the hell.) E com uma gripe chata de lembrança. E um par de luvinhas que Namorado me deu (é, tava frio mesmo).

(soundtrack: Keane – Somewhere Only We Know)

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