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sobre presentes de aniversário e incompetência das Americanas

Dia desses Namorado estava tentando descobrir o que eu quero de presente de aniversário. Eu pedi uma tv LCD. Ano passado ele tinha uma listinha com milhões de coisas pra escolher. Dessa vez não deixei tão mole, não fiz listinha. Nem sei o que eu quero, na verdade. Assim, tem um monte de coisas altamente específicas que eu quero, tipo uma bota mais-ou-menos country, um roupão de banho fofinho, almofadas gostosas e num padrão de cores que combine com a cor que a sala vai ter , um jogo de lençol, um relógio de pulso, um latão de tinta e acessórios (rolinho, bandejinha, stencils, muito jornal) pra pintar o apartamento, a lingerie perfeita, um microondas me recuso a botar hífen, cortinas novas, um livro de design que não comprei quando tava pela metade do preço e agora me recuso a pagar o preço normal (descobri que tá por $55 na Saraiva, mas ainda assim é desaforo), uma série nova pra assistir, que o estoque de House já acabou, uns porta-retratos legais de parede, uma moldura grande pra enquadrar o pôster da tabela periódica de tipografias que ainda vou imprimir e não sei o tamanho que vai ter, enfim.

Esse é o tipo de coisa que só presta se eu escolher – só escapam o livro e os porta-retratos, que é difícil errar, a menos que você vá comprar nessas lojas de 1,99 e venham cheios de palhacinhos bizarros na borda, e talvez o relógio de pulso, que vi um lindo na Imaginarium -, ou então são coisas caras demais pra ganhar de presente. Aliás, pensando bem, eu dava tudo pra ser uma mosquinha e estar na Fruit de la Passion no exato momento em que Namorado entrasse pra escolher uma lingerie pra mim, logo ele, que fica todo errado com essas coisas. Anyway, duvido que aconteça. Até porque não existe mosca em shopping center.

Mas sério, o que eu queria mesmo era que as Americanas fizessem o enorme favor de entregar o produto que eu pedi há mais de um mês, estava previsto pra chegar hoje e 10 dias atrás mandaram um e-mail todo educado, dizendo que houve um problema com o fornecedor e estaria havendo um atraso na entrega, mas que eles estariam dando uma nova posição sobre a entrega em 2 dias úteis. E até agora nada, depois de vários e-mails não tão educados de minha parte. No último, pedi pra cancelarem meu pedido e devolverem a grana, já que o negócio foi pago à vista, eles não deram nem sombra de satisfação dizendo quando o produto vai chegar e eu tenho um certo apreço pelo meu dinheiro. Tentei também ser atendida em tempo real *cof cof* pelo serviço de chat do site, mas é um negócio completamente bugado, que me deixou em 71º lugar numa fila, e quando finalmente chegou a minha vez (eu era a 1ª da fila), apareceu uma mensagem dizendo que meu tempo de espera expirou. Quer dizer, não querem mesmo conversa com quem tem alguma reclamação. Ai que ódio, nunca mais compro nada lá. Nunca mais, Americanas, ouviram? Por mais que seus preços sejam bons, preço bom não compensa atendimento ruim. E quero meu dinheiro de volta.

Ok, passou o surto. Mas ainda tou p*, e só vou deixar de estar quando essa história se resolver. Aguardem o desenrolar dos acontecimentos.

off the record: eu simplesmente adoro as coisas da Imaginarium. Sou fã. Sim, é tudo caro, mas os produtos têm aquelas sacadinhas geniais que me deixam desejando, e às vezes eu realmente considero pagar $60 por uma pantufa. Nos amigos-secretos de Natal do trabalho, o primeiro lugar que vou procurar sugestões de presente é o site da loja. Fora a associação feliz de lembranças, do dia que eu carreguei Namorado pra dentro da Imaginarium, fiquei fazendo macaquices com umas almofadas de coraçãozinho que achei super fofas, e sem eu perceber – dentro de uma loja que deve ter no máximo uns 12 metros quadrados – ele comprou pra mim. E mais tarde, na mesma noite, me disse “eu te amo” pela primeira vez.

(soundtrack: Chico Buarque – Joana Francesa)

rapidinhas e aleatórias

. tou com a mente hiperativa. Sério, uma dificuldade enorme de me concentrar pra fazer as coisas, minha cabeça fica girando em círculos, pensando no que eu tenho que fazer quando chegar em casa. Aí, quando eu chego em casa, fico pensando no que tenho que fazer amanhã, e assim sucessivamente. Meu caderninho-de-anotações gerais tá uma zona, hoje eu desisti de procurar a borracha pra apagar umas coisas que eu não vou precisar mais fazer, e risquei por cima. Meu caderninho. Todo fofo. Riscado. Que vergonha. Mas era uma agoniazinha que eu precisava externalizar, e ao mesmo tempo ficar olhando pra aquela coisa que eu tinha que fazer antes mas não tenho mais ia me confundir.

. tenho ficado um pouquinho mais amiguinha do twitter ultimamente. Nunca acreditei em microblogging, continuo achando que 140 caracteres não dão pra nada em termos de desenvolver um pensamento, mas tou começando a gostar da idéia de transferir minhas notas mentais aleatórias pra um lugar que eu possa ver mais tarde. E ontem me peguei falando sozinha conversando com meus tweets. Bizarro, né. Mas por aí dá pra ter uma idéia da inquietação mental da qual estou sendo vítima. De todo jeito, não acho que meu twitter vai bombar, me seguir não vai valer de muita coisa.

. quero um feriado. Às vezes eu tento me achar super sortuda por trabalhar no mesmo lugar que Namorado, tem casais que só se vêem em fins de semana e olhe lá, que bom pra mim que ainda consigo olhar pra ele por trás do ombro de vez em quando e dar uma piscadinha. Mas os céus não foram muito generosos com a gente esse período, e basicamente, tamos com horários opostos no estágio (ok, pra não dizer que são completamente opostos, ainda vejo B por 2 horas na terça-feira e 1h e meia na quinta, tá bom assim?). Eu não estou acostumada com isso, prontofalei. Tem dias que me bate uma carência enorme, uma vontade de abrir o skype e mandar um link de qualquer besteira/coisa fofinha/nerdice que eu acabei de ver na internet, mas ele não tá. E nem almoçar junto a gente consegue direito, por causa de uma cadeira from hell (dele, não minha) que acontece de meio-dia às duas, 2 vezes por semana. Aí, só sobram mesmo o sábado e o domingo pra ficar junto, e pra mim é pouco. Quero um feriado. Por semana. De preferência na sexta.

. por outro lado, tou adorando todas as cadeiras que escolhi pagar esse período. Um dos exercícios pra semana que vem, da cadeira de tipografia, envolve cupcakes ^^. Sim, cupcakes. Amanhã vou rodar o centro atrás de um bico pra glacê e forminhas pra os dito-cujos. Vão ser 26, e cada um terá uma letra do alfabeto – projetado por mim numa malha de 9×9 bolinhas – desenhadinha em cima, how cute is that? Já tou planejando fotografar váaaaaaaaaaaaaaarias palavras feitas com os bolinhos antes de comê-los entregar o trabalho pronto. Só espero que a receita de glacê totalmente inventada por mim (creme de leite + chocolate do padre. Tá, não é glacê, mas serve como, já que eu não tenho batedeira, e não vou bater 3 claras em neve na mão, néam?) dê certo e fique macia e consistente o bastante pra dar pra desenhar as letras. Gostoso eu sei que fica.

. tive um sonho estranho essa noite. Eu, minha mãe e meu avô em São Paulo comendo algo que parecia a trouxinha de cenoura com ricota do Hare, num restaurante árabe (??????). E meu avô ainda tinha encontrado sabe-se-lá-onde um prato de porcelana igual ao de um jogo que minha vó tem, e que eu, teoricamente teria quebrado o original (detalhe: nunca lembro de ter quebrado pratos na casa de minha vó, ela sempre usou pratos de inox, mas o prato do sonho lembrava a louça da casa de Namorado – e não, nunca quebrei prato nenhum lá). Alguém me explica?

. vou diagramar um livro de 300 páginas, mais ou menos. Mesmo trabalho que fiz ano passado, mas a idéia dessa vez é guardar a grana de verdade. Tenho pouco mais de um mês pra fazer isso. É complexo. Vai me tomar um tempo absurdo, algumas noites sem dormir, alguns fins de semana sem namorar.Vai me dar olheiras. Possivelmente, vai ocupar o dia do meu aniversário. Mas dessa vez eu sei o que tou fazendo, li um livro sobre e tou começando outro, e dá certinho com essa minha experimentação com tipografia, texto e página que tou gostando tanto. No fim das contas, é mais bom do que ruim.

. meu aniversário. Em anos anteriores, já passei meses fazendo contagem regressiva e listando presentes, e imaginando como seria a festa surpresa que iam fazer pra mim. Dessa vez, só fui lembrar que falta menos de um mês pro meu dia quase agora. Não sei, dizem que depois dos 20, tudo passa infinitamente mais rápido, e a gente no fundo no fundo não quer mais contar tanto os dias. Eu não tenho (nem teria motivos pra ter) neuras com “tou ficando velha”, porque por favor, né. Um dia desses o aeromoço comissário de bordo virou pra mim e pra Namorado, pra perguntar se a gente tinha idade pra viajar sozinhos de avião. Quem não me conhece, me dá 16, 17 anos. Nessas horas é bom ser mignon e ter peito pequeno, heh. Mas voltando ao assunto principal “eu-não-me-liguei-que-vou-fazer-aniversário-até-um-dia-desses”, talvez seja só coisa demais na cabeça. (Ainda acho que aniversário é a data mais importante do ano, pra qualquer pessoa. É quando ela deve se sentir única, como se só tivesse ela no mundo, e todas as suas vontades fossem a coisa mais importante. Naquele dia. Ainda quero meu dia assim. Só quero com menos antecedência dessa vez.)

(soundtrack: She and Him – I Thought I Saw Your Face Today)