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namorado:

eu nem ia escrever. nem fazer nada a respeito de uma data que foi criada por um publicitário paulista em 1949 pra alavancar as vendas no comércio na época mais fraca do ano. passei a semana cansada demais, nervosa, agitada, sem conseguir pensar nem em fazer um cartãozinho escrito “eu te amo”. bom, eu te amo. você sabe disso um milhão de vezes. mas pra mim essas coisas meio que importam, mais pra eu fazer do que pra receber, e acordei hoje cedo demais, meio frustrada com a minha suposta falta de sensibilidade num dia em que todo mundo se derrete em declarações de amor estratosféricas.

mas você fez tudo pra meu dia ser bom. você faz tudo pra minha vida ser melhor, mais fácil, sabe. e eu nem sei como retribuir às vezes. e hoje, quando eu não esperava nada do dia, da noite, nem me arrumei, nem arrumei a casa, nem acendi velinhas perfumadas, nem coloquei música, nem me arrisquei a fazer um jantar, você simplesmente ficou comigo. como se não existisse mais nada no mundo. e nessas horinhas que a gene passou junto, pra mim também não existiu mais nada. fim de período, conta pra pagar, artigo pra escrever, bagunça, nada. você faz isso comigo, sabia? a produtividade zera em todas as coisas teoricamente relevantes quando tou com você. mas não importa.

e era nisso que eu tava pensando, no carro, no caminho de volta pra sua casa. em como, ao longo desse tempo que a gente tá junto, você foi fazendo parte da minha vida cada vez mais, e sempre de um jeito tão bom. você me faz umas surpresinhas que eu adoro. você me abastece de séries pra assistir nos fins de semana preguiçosos. você calcula o melhor custo-benefício das coisas no supermercado pra mim. você leva um café da manhã inteiro lá pra casa, quando eu te peço uma coca-cola. você faz um programinha que diz “eu te amo”, e de quebra conserta caracteres bugados nos meus textos. você me abraça de um jeito que me faz sentir tranquila quando tudo em volta está desabando. você me deixa segura como há muito tempo eu não me sentia.

e sabe, tem acontecido cada vez menos, mas de vez em quando eu ainda tenho medo de que isso tudo acabe por algum motivo bizarro, e que você deixe um espaço grande demais em mim, a ponto de eu perder o rumo das coisas. é clichê, é brega, mas o fato é que eu não imagino a vida sem você do meu lado. é o quanto eu te amo, se é que dá pra medir essas coisas.

mantra

Falta menos de uma semana. Falta menos de uma semana. Falta menos de uma semana.

Mas dentro dessa semana, parece que tudo vai explodir em cima de mim. Tem três cadeiras terminando no mesmo dia, com trabalhos pra lá de complexos (afinal não tou no terceiro período, né), sendo um deles um artigo científico, que de 2500 palavras eu tenho, muito mal, umas 300. E que devia estar escrevendo agora. Shame on me.

Mas coisas boas acontecem. Recebi ontem a notícia de que as oficinas que eu e Cani vamos dar no N foram aprovadas =D, e vai ser uma experiência divertida e interessante, e é nas férias, e vou matar a saudade de trabalhar com Cani (já falei que ela foi minha melhor dupla-de-trabalho-de-faculdade, né?), e a gente ainda ganha as inscrições do N de graça, então tou bem feliz.

E ah, mamãe vem me visitar. Já tou me conformando com a idéia de que meus planos de parecer uma pessoa calma e organizada vão ser completamente frustrados, porque ela chega justo no dia em que eu entrego as coisas das 3 cadeiras juntas, logo não vai dar tempo nem de passar um paninho na casa, quanto mais fazer alguma gracinha de boas-vindas – eu tava super fazendo planos de cozinhar alguma coisa bonitinha mas ordinária só pra impressionar e talz, mas hoje constatei que, além de tudo, preciso ir no mercado, outra coisa que não vai dar tempo antes de segunda-feira, O-Deadline-dos-Deadlines de toda a minha vida num futuro próximo. Repararam que eu faço frases muito longas quando tou nervosa? Pois é, tou nervosa. Surtando mesmo.

E no meio disso tudo, ainda tem o dia dos namorados. Eu fico me perguntando se alguma vez na vida vou ter um dia dos namorados romântico, calmo e feliz com meu namorado, porque tá virando meio que uma maldição dos céus essa coisa de 12 de junho sempre ser final de período (só pra contextualizar, ano passado eu passei o dia dos namorados fazendo trabalho de faculdade com Cani, na casa dela. E pouco antes disso, chorei uma meia hora no colo de Namorado, porque não ia conseguir terminar as coisas da faculdade). Mas pelo menos ele me entende se sexta-feira eu não estiver linda maravilhosa esperando ele pra jantar no Porto Ferreiro com um presente super especial e a lingerie mais sexy do mundo. Afinal, é final de período pra ele também, e ele sabe que se desse, era assim mesmo que ia ser. E sinceramente, acho que vai ser bem mais divertido a gente comemorar o dia dos namorados lá pro dia 20, quando o amor todo vai ser só nosso, e não por causa de uma data feita pra o comércio ganhar os tubos em flores e bichinhos de pelúcia (ok, confesso, é um pouquinho de despeito, sim).

Ah claro, e em menos de uma semana tou praticamente de férias. Pra só olhar pra o CAC de novo em agosto. É, agosto. Pronto, vou tentar ser feliz por antecipação, em vez de surtar.

Mentira. Surtar é parte do processo, a coisa nunca funciona sem um curto-circuito.

(soundtrack: She and Him – This is Not a Test)

meme pra quebrar o jejum

Porque isso aqui tá fazendo vergonha, já. Um dia desses uma amiga perguntou “desistisse do blog, foi?”, e aí eu me toquei que ainda tem gente no mundo que pára pra ler o que eu escrevo. Mas não sei o que acontece que eu não consigo escrever nada além de coisas banais e chatas do dia-a-dia, por mais que meus dias não sejam tãaaao banais assim. Tipo, um dia desses fui num sushi com várias pessoas desconhecidas (só conhecia Cani e Namorado, que chegou depois) e ri até não poder mais com as nerdices de todo mundo que estava na mesa. Serviu pra eu pensar se não tou muito fechada no meu mundinho seguro. E dava até assunto pra um post, mas é que eu ando tão dispersa ultimamente… assim que terminar aqui, vou fechar o Google Reader e tomar vergonha na cara e começar a fazer a árvore genealógica das tipografias, que tou procrastinando há décadas dias, e desenhar o layout do meu portfolio, que tou procrastinando há milênios meses. Então, vamos ao meme.

Copiado de minha mãe.

1. Nome?
Aline

2. Porque lhe deram esse nome?
Minha mãe diz que foi da música Aline, de Christophe. Não faço idéia de quem é Cristophe, mas conheço a música em várias versões. O fato é que meu nome estava super na moda na época (talvez até por causa da música), porque desde que nasci, já tive pelo menos 5 colegas Alines, e sempre alguém me diz que tem uma prima/irmã/amiga com o meu nome. Ah, tem outra coisa. Minha mãe queria um nome com “A” pra mim, pra eu ser a primeira em todas as listas de chamada do universo. Nem precisa dizer o quanto isso me trouxe problemas quando eu esquecia de fazer os deveres de casa, né?

3. Você faz pedidos às estrelas?
Não, mas quando é uma coisa que eu quero muito, fico tentando usar o poder da mente pra fazer a coisa acontecer.

4. Quando foi a última vez que você chorou?
Quinta passada, assistindo Marley e Eu [/vergooonha]

5. Gosta da sua letra?
Quando eu estava no colégio, era mais bonita. Hoje escrevo muito pouco. Mas sempre gostei do fato de minha letra ser muito, mas muito pequena.

6. Gosta de pão com o que?
Com manteiga derretida e queijo ralado. Adoro com requeijão também, e mais recentemente, Namorado e eu fizemos umas experiências com uns 3 tipos de queijo, salame, presunto, alface, tomate e o que mais tivesse em casa. Ficou bom.

7.Quantos filhos você tem?
Zero.

9. Se vc fosse outra pessoa, seria seu amigo?
Acho que eu ia me achar (a outra pessoa) meio metida no começo, o que talvez dificultasse a aproximação, mas depois acho que dava pra tentar uma amizade sim.

10. Tem um diário?
Ainda vale chamar meu blog de diário? Assim, pensando bem, nem é taaaanto o foco aqui, e eu tenho essa idéia muito antiga de que diário tem que ser secreto.

11. Você é sarcástico?
Um bcado. O problema é que as pessoas normalmente não entendem, então odeio ter que explicar meu sarcasmo. Então agora tou evitando. Namorado é minha maior vítima, ultimamente.

12. Saltaria de bungee-jump?
Morro de vontade. Uma professora minha saltou e os olhos dela pularam pra fora das órbitas. (Perceberam o sarcasmo?)

13. Desamarra os sapatos antes de tirá-los?
Só quando é estritamente necessário, tipo o allstar de cano alto ou a sandália gladiadora.

14. Acredita que você seja uma pessoa forte?
Acho que eu desconheço minha própria força. Mas tem horas que sou simplesmente uma criancinha chorona.

15. Seu sorvete favorito?
O sorvete de pitanga do Ponto Chic. Mas não resisto a um frutare de limão em qualquer esquina num dia quente.

16. Quanto calça?
34-35.

17. Vermelho ou Preto?
Depende. Preto pra roupa e vermelho pra acessórios, eu acho. Tenho uma escrivaninha vermelha que é meu xodó.

18. O que menos gosta em você?
Minhas pernas cheias de manchinhas de mordida de mosquito. Há um tempo atrás, odiava ter peito pequeno, mas agora tou aceitando numa boa, e é até mais prático pra muita coisa.

19. O que mais gosta em você?
Adoro que sou baixinha e magrela mignon, e as pessoas se surpreendem quando descobrem que eu já tenho 21 anos e moro sozinha e cuido de tudo.

20. De quem você sente saudades?
De minha mãe, meus avós (mais particularmente meu avô, que é o avô mais fofo do mundo), de Mel, de Carol, de um monte de amigos que eu deixei de ter contato… é difícil pra mim estar sem saudade de ninguém.

21. Gostaria que todas as pessoas que você convidou te respondessem?
Convidei ninguém não.

22. Descreva que roupa e calçado você esta usando agora:
Jeans, blusa preta adequada-para-o-trabalho, tênis allstar branco de couro, faixinha branca de couro no cabelo e a mochila colorida que já sabe vir pra a federal sozinha.

23. Qual foi a ultima coisa que comeu hoje?
Sucrilhos com leite.

24. O que você está escutando agora?
Um disco de Cat power cantando covers.

25. A última pessoa com quem falou ao telefone?
Namorado, ontem à noite.

26. Bebida favorita?
Coca-cola.

27. Comida favorita?
Adoro comida baiana, e sinto a maior falta por aqui (o único lugar que faz moqueca decente é o Bargaço, e a conta não vem com menos de 3 dígitos). Aí tou compensando com sushi. Mas adoro sanduíche da Subway.

28. Filme de terror ou com final feliz?
Nenhum dos dois, gosto dos que guardam alguma surpresa pro final, tipo Match Point. Gosto demais de filmes de roubos espetaculares.

29. Último filme que viu no cinema e com quem?
Wolverine, com Namorado.

30. Dia Favorito do ano?
Meu aniversário.

31. Inverno ou verão?
Inverno. Recife fica com uma temperatura suportável. Por outro lado, chove. Mas dependendo da situação (se tou em casa, quentinha, vendo filme e comendo coisas gostosas), adoro a chuva.

32. Beijos ou abraços?
Prefiro abraços. São mais sinceros.

33. Sobremesa favorita?
Fica entre o pudim de leite de minha vó e a torta alemã da vó de Namorado. Tou comendo muito mais a torta alemã, mas morrendo de saudade do pudim.

34. Quem você acha que vai te responder?
Não convidei ninguém, mas quem quiser, fique à vontade

35 Que livro está lendo?
Madame Bovary. Mas não tou gostando muito, acho que não chego no fim.

36 O que tem na parede do seu quarto?
Um poeminha de Drummond, que pintei direto na parede.

37 O que assistiu ontem a noite na TV?
Caminho das Índias (are baba!)

38 Onde foi o lugar mais longe que você foi?
Viajei com meus pais pra Londrina, mas eu era bebê e não lembro de nada. No meu passado recente, acho que foi São Paulo. Mas o plano é fazer um tour pela Europa nas férias do fim do ano, aí acho que vai ser, sei lá, Praga.

That’s all folks.

(soundtrack: Cat Power – Woman Left Lonely)

sobre presentes de aniversário e incompetência das Americanas

Dia desses Namorado estava tentando descobrir o que eu quero de presente de aniversário. Eu pedi uma tv LCD. Ano passado ele tinha uma listinha com milhões de coisas pra escolher. Dessa vez não deixei tão mole, não fiz listinha. Nem sei o que eu quero, na verdade. Assim, tem um monte de coisas altamente específicas que eu quero, tipo uma bota mais-ou-menos country, um roupão de banho fofinho, almofadas gostosas e num padrão de cores que combine com a cor que a sala vai ter , um jogo de lençol, um relógio de pulso, um latão de tinta e acessórios (rolinho, bandejinha, stencils, muito jornal) pra pintar o apartamento, a lingerie perfeita, um microondas me recuso a botar hífen, cortinas novas, um livro de design que não comprei quando tava pela metade do preço e agora me recuso a pagar o preço normal (descobri que tá por $55 na Saraiva, mas ainda assim é desaforo), uma série nova pra assistir, que o estoque de House já acabou, uns porta-retratos legais de parede, uma moldura grande pra enquadrar o pôster da tabela periódica de tipografias que ainda vou imprimir e não sei o tamanho que vai ter, enfim.

Esse é o tipo de coisa que só presta se eu escolher – só escapam o livro e os porta-retratos, que é difícil errar, a menos que você vá comprar nessas lojas de 1,99 e venham cheios de palhacinhos bizarros na borda, e talvez o relógio de pulso, que vi um lindo na Imaginarium -, ou então são coisas caras demais pra ganhar de presente. Aliás, pensando bem, eu dava tudo pra ser uma mosquinha e estar na Fruit de la Passion no exato momento em que Namorado entrasse pra escolher uma lingerie pra mim, logo ele, que fica todo errado com essas coisas. Anyway, duvido que aconteça. Até porque não existe mosca em shopping center.

Mas sério, o que eu queria mesmo era que as Americanas fizessem o enorme favor de entregar o produto que eu pedi há mais de um mês, estava previsto pra chegar hoje e 10 dias atrás mandaram um e-mail todo educado, dizendo que houve um problema com o fornecedor e estaria havendo um atraso na entrega, mas que eles estariam dando uma nova posição sobre a entrega em 2 dias úteis. E até agora nada, depois de vários e-mails não tão educados de minha parte. No último, pedi pra cancelarem meu pedido e devolverem a grana, já que o negócio foi pago à vista, eles não deram nem sombra de satisfação dizendo quando o produto vai chegar e eu tenho um certo apreço pelo meu dinheiro. Tentei também ser atendida em tempo real *cof cof* pelo serviço de chat do site, mas é um negócio completamente bugado, que me deixou em 71º lugar numa fila, e quando finalmente chegou a minha vez (eu era a 1ª da fila), apareceu uma mensagem dizendo que meu tempo de espera expirou. Quer dizer, não querem mesmo conversa com quem tem alguma reclamação. Ai que ódio, nunca mais compro nada lá. Nunca mais, Americanas, ouviram? Por mais que seus preços sejam bons, preço bom não compensa atendimento ruim. E quero meu dinheiro de volta.

Ok, passou o surto. Mas ainda tou p*, e só vou deixar de estar quando essa história se resolver. Aguardem o desenrolar dos acontecimentos.

off the record: eu simplesmente adoro as coisas da Imaginarium. Sou fã. Sim, é tudo caro, mas os produtos têm aquelas sacadinhas geniais que me deixam desejando, e às vezes eu realmente considero pagar $60 por uma pantufa. Nos amigos-secretos de Natal do trabalho, o primeiro lugar que vou procurar sugestões de presente é o site da loja. Fora a associação feliz de lembranças, do dia que eu carreguei Namorado pra dentro da Imaginarium, fiquei fazendo macaquices com umas almofadas de coraçãozinho que achei super fofas, e sem eu perceber – dentro de uma loja que deve ter no máximo uns 12 metros quadrados – ele comprou pra mim. E mais tarde, na mesma noite, me disse “eu te amo” pela primeira vez.

(soundtrack: Chico Buarque – Joana Francesa)

15 coisas aleatórias sobre mim

- não sei dirigir. Quando tinha uns 15, 16 anos, o que eu mais queria era ter 18 anos e aprender. Mas quando cheguei nos 18 e tava na hora de fazer auto-escola, mudei de cidade, comecei a estudar and trabalhar and andar de ônibus. E vivo muito bem assim. Hoje só quero ter um carro se ele sair completamente de graça pra mim (IPVA, seguro, combustível, revisão, multa, tou fora), mas ainda esse ano arrumo tempo e vergonha-na-cara e aprendo a dirigir, pra levar Namorado de volta pra casa depois de algumas cervejas.

- adoro um friozinho, artigo raro em Hellcife ultimamente. Me senti extremamente bem em SP no início do ano, de cachecol, meia-calça e casaquinho.

- mas também adoro uma praia, coisa de menina baiana criada a duas quadras do mar. Adoro comida de praia, água-de-côco, moqueca de peixe, camarão, petisquinhos de cabana de praia. Sinto a maior falta disso.

- não consigo gastar dinheiro com salão de beleza. Sério mesmo, acho um desperdício, só recorro quando quero fazer alguma coisa ultra-mega-difícil no cabelo, que não dá pra fazer eu mesma. E que dure um bom tempo. Mas sou vaidosa, adoro coisas-de-mulherzinha. Adoro hidratante, esmalte vermelho, maquiagem, prendedores-de-cabelo, perfume bom. Só não pago um absurdo por isso (ok, abre aí uma exceção pro perfume).

- quando era mais nova, eu era super mão-fechada. Qualquer 50 reais conseguia passar 1 ano na minha mão sem eu mexer. Ultimamente tou mais auto-indulgente e me rendendo a pequenos prazeres como comer num lugar legal, comprar coisinhas bonitas pra casa, ir num show de música boa. Ainda me acho equilibrada, meu cartão de crédito nunca saiu do controle. E sei pechinchar, quando dá, herança do meu avô.

- Jogo de futebol me dá sono. Não consigo assistir 10 minutos sem dormir, ou levantar pra fazer outra coisa. A menos que seja Copa do Mundo. Acho que algo acontece no país inteiro que transforma até os mais anti-esportistas em torcedores animados (e sofredores, às vezes). Minha primeira lembrança de um jogo da Copa foi a final de 94, Brasil e Itália. Lembro de um gol de pênalti que alguém fez, e da comemoração do Bebeto. Eu tinha 6 anos.

- tenho dificuldade em comentar em blogs. Em parte, gosto da idéia de ver sem ser vista, ainda que no fim, eu seja mais um número no contador. Tem também a coisa do “não tenho opinião formada sobre o tema”, ou “tanta coisa na internet pra ser lida e eu aqui perdendo tempo comentando”, ou simplesmente “tou com preguiça de escrever qualquer coisa”. Talvez por causa disso, tou lendo bem menos blogs onde comentário é sinal de carinho. Ajuda a não pesar a consciência.

- adoro escrever no Bloco de Notas. Mais do que na caixinha do WordPress. Mais do que no papel (a propósito, este post nasceu no Bloco de Notas). Gosto de escrever ouvindo música também, mas aí não pode ser em português, porque me confunde. E gosto de escrever à meia-luz.

- a propósito, odeio luz forte em cima de mim. Principalmente aquelas brancas fosforescentes. Já passo o dia todo embaixo de luz branca no estágio, no fim do dia meus olhos precisam de um descanso.

- ainda sobre luz, gosto de brincar com ela. Tornar a luz colorida, mais forte, mais suave, refletir, esconder, um dos meus trabalhos da faculdade foi uma luminária de alumínio cheia de furinhos, dá um efeito interessante na parede. Adoro velas também, e o efeito que elas dão ao ambiente. Principalmente as que tem cheirinho. Sim, eu sou romântica.

- mas em um ano e pouco de namoro, não dei apelidinhos fofos pra Namorado. Eventualmente, chamo de meu amor. E só. Acho que me sentiria muito idiota chamando qualquer pessoa de “meu ursinho”, “meu txutxuquinho” ou coisas afins. Mas a gente brinca com essas coisas. Ontem ele me chamou de “minha amebinha”. Levou tapa.

- me sinto completamente desprotegida sem meu caderninho de notas aleatórias. Quando não levo ele comigo, fica aquela sensação ruim de que a qualquer momento vou ter uma idéia, e não tenho onde colocar, e ela vai se perder. E escrevo de tudo no caderninho: to-do lists, planejamentos financeiros mensais ou específicos pra uma coisa (que acabo não cumprindo), listas de compras, resoluções de ano-novo, como tou me sentindo naquele exato momento, layouts de página, e às vezes um “eu te amo”, que deixo na mesa de Namorado (mas isso é raro, odeio arrancar páginas).

- gosto de reler as coisas que escrevi, e normalmente gosto do que escrevo.

- ultimamente tou pensando tudo em listas e tópicos. Deve ser uma necessidade urgente de me organizar e compartimentalizar as coisas, senão eu enlouqueço. espero não estar desenvolvendo um estágio inicial de TOC.

- tenho uma certa agonia de números pares, por isso são 15 coisas aleaórias, e não 14. (isso evidenciaria um estágio inicial de TOC?)

(soundtrack: David Bowie – Space Oddity)

rapidinhas e aleatórias

. tou com a mente hiperativa. Sério, uma dificuldade enorme de me concentrar pra fazer as coisas, minha cabeça fica girando em círculos, pensando no que eu tenho que fazer quando chegar em casa. Aí, quando eu chego em casa, fico pensando no que tenho que fazer amanhã, e assim sucessivamente. Meu caderninho-de-anotações gerais tá uma zona, hoje eu desisti de procurar a borracha pra apagar umas coisas que eu não vou precisar mais fazer, e risquei por cima. Meu caderninho. Todo fofo. Riscado. Que vergonha. Mas era uma agoniazinha que eu precisava externalizar, e ao mesmo tempo ficar olhando pra aquela coisa que eu tinha que fazer antes mas não tenho mais ia me confundir.

. tenho ficado um pouquinho mais amiguinha do twitter ultimamente. Nunca acreditei em microblogging, continuo achando que 140 caracteres não dão pra nada em termos de desenvolver um pensamento, mas tou começando a gostar da idéia de transferir minhas notas mentais aleatórias pra um lugar que eu possa ver mais tarde. E ontem me peguei falando sozinha conversando com meus tweets. Bizarro, né. Mas por aí dá pra ter uma idéia da inquietação mental da qual estou sendo vítima. De todo jeito, não acho que meu twitter vai bombar, me seguir não vai valer de muita coisa.

. quero um feriado. Às vezes eu tento me achar super sortuda por trabalhar no mesmo lugar que Namorado, tem casais que só se vêem em fins de semana e olhe lá, que bom pra mim que ainda consigo olhar pra ele por trás do ombro de vez em quando e dar uma piscadinha. Mas os céus não foram muito generosos com a gente esse período, e basicamente, tamos com horários opostos no estágio (ok, pra não dizer que são completamente opostos, ainda vejo B por 2 horas na terça-feira e 1h e meia na quinta, tá bom assim?). Eu não estou acostumada com isso, prontofalei. Tem dias que me bate uma carência enorme, uma vontade de abrir o skype e mandar um link de qualquer besteira/coisa fofinha/nerdice que eu acabei de ver na internet, mas ele não tá. E nem almoçar junto a gente consegue direito, por causa de uma cadeira from hell (dele, não minha) que acontece de meio-dia às duas, 2 vezes por semana. Aí, só sobram mesmo o sábado e o domingo pra ficar junto, e pra mim é pouco. Quero um feriado. Por semana. De preferência na sexta.

. por outro lado, tou adorando todas as cadeiras que escolhi pagar esse período. Um dos exercícios pra semana que vem, da cadeira de tipografia, envolve cupcakes ^^. Sim, cupcakes. Amanhã vou rodar o centro atrás de um bico pra glacê e forminhas pra os dito-cujos. Vão ser 26, e cada um terá uma letra do alfabeto – projetado por mim numa malha de 9×9 bolinhas – desenhadinha em cima, how cute is that? Já tou planejando fotografar váaaaaaaaaaaaaaarias palavras feitas com os bolinhos antes de comê-los entregar o trabalho pronto. Só espero que a receita de glacê totalmente inventada por mim (creme de leite + chocolate do padre. Tá, não é glacê, mas serve como, já que eu não tenho batedeira, e não vou bater 3 claras em neve na mão, néam?) dê certo e fique macia e consistente o bastante pra dar pra desenhar as letras. Gostoso eu sei que fica.

. tive um sonho estranho essa noite. Eu, minha mãe e meu avô em São Paulo comendo algo que parecia a trouxinha de cenoura com ricota do Hare, num restaurante árabe (??????). E meu avô ainda tinha encontrado sabe-se-lá-onde um prato de porcelana igual ao de um jogo que minha vó tem, e que eu, teoricamente teria quebrado o original (detalhe: nunca lembro de ter quebrado pratos na casa de minha vó, ela sempre usou pratos de inox, mas o prato do sonho lembrava a louça da casa de Namorado – e não, nunca quebrei prato nenhum lá). Alguém me explica?

. vou diagramar um livro de 300 páginas, mais ou menos. Mesmo trabalho que fiz ano passado, mas a idéia dessa vez é guardar a grana de verdade. Tenho pouco mais de um mês pra fazer isso. É complexo. Vai me tomar um tempo absurdo, algumas noites sem dormir, alguns fins de semana sem namorar.Vai me dar olheiras. Possivelmente, vai ocupar o dia do meu aniversário. Mas dessa vez eu sei o que tou fazendo, li um livro sobre e tou começando outro, e dá certinho com essa minha experimentação com tipografia, texto e página que tou gostando tanto. No fim das contas, é mais bom do que ruim.

. meu aniversário. Em anos anteriores, já passei meses fazendo contagem regressiva e listando presentes, e imaginando como seria a festa surpresa que iam fazer pra mim. Dessa vez, só fui lembrar que falta menos de um mês pro meu dia quase agora. Não sei, dizem que depois dos 20, tudo passa infinitamente mais rápido, e a gente no fundo no fundo não quer mais contar tanto os dias. Eu não tenho (nem teria motivos pra ter) neuras com “tou ficando velha”, porque por favor, né. Um dia desses o aeromoço comissário de bordo virou pra mim e pra Namorado, pra perguntar se a gente tinha idade pra viajar sozinhos de avião. Quem não me conhece, me dá 16, 17 anos. Nessas horas é bom ser mignon e ter peito pequeno, heh. Mas voltando ao assunto principal “eu-não-me-liguei-que-vou-fazer-aniversário-até-um-dia-desses”, talvez seja só coisa demais na cabeça. (Ainda acho que aniversário é a data mais importante do ano, pra qualquer pessoa. É quando ela deve se sentir única, como se só tivesse ela no mundo, e todas as suas vontades fossem a coisa mais importante. Naquele dia. Ainda quero meu dia assim. Só quero com menos antecedência dessa vez.)

(soundtrack: She and Him – I Thought I Saw Your Face Today)

confissões de uma designer em crise.

A pergunta da vez na turma de Design 2006.1 é “em quanto tempo você se forma?”. Eu já tinha pensado um bocado no assunto durante as férias, e resolvi, super tranquila e feliz da vida, que não estava com pressa. Que era melhor fazer as coisas direito do que fazer rápido. Que, basicamente, eu ia terminar todas as cadeiras até o final do ano, e depois fazer o PG, na maior calma, e com a cabeça um pouqunho mais madura, até pra resolver de verdade o que eu quero. Tou naquele momento de pensar, pensar, pensar, torrar os miolos e não fazer a mínima idéia do que é que eu vou fazer da vida quando sair da federal. Já considerei até prolongar por mais 2 anos a convivência deliciosa com o CAC e tudo que tem nele, fazendo mestrado em algo-que-não-sei-o-que-é-ainda. Mas sinceramente, não quero ser professora. Aliás, neste exato momento, eu só tenho certeza do que eu não quero fazer.

Não quero ficar correndo atrás de um monte de moleques de 20 anos, quando eu tiver quase 30, cobrando exercícios, seminários e projetos, num curso onde quase ninguém dá a mínima pra prazos e requisitos. Também não quero viver de freelance. É incerteza demais até pra mim, que sempre odiei rotina. Não consigo mais viver com a perspectiva de ganhar uma grana preta num mês e nada do outro. Não quero trabalhar na frente do computador o dia todo, não quero chegar ao ponto de sonhar com as paletas do Photoshop e as grades do inDesign, só porque fiz disso a minha vida em horário comercial. Não quero trabalhar de casa, acho que não funciona pra mim. Preciso de disciplina. Preciso também de um contato constante do lápis como papel, é aí que as idéias se traduzem. Não quero morrer de calor numa oficina fazendo prototipagem também. Sim, eu achava isso o máximo no terceiro período, mas sinceramente, não é vida. Não quero trabalhar com web. Sim, é o futuro, eu sei. Mas tá cada vez mais difícil inovar, com tanta coisa se sobrepondo na rede.

Preciso de uma idéia genial. Ultimamente tudo que tenho feito é me encher de referências, repertório visual, um monte de conhecimento solto que sim, pode me servir de alguma coisa, mas é tão remoto, sabe. Tão… incerto.

No início do curso, eu queria trabalhar com produto. Cheguei e descobri um mercado altamente fechado, e o que aprendi a fazer nas disciplinas de produto não foi design. Ou foi pouquíssimo. Depois, paguei umas cadeiras de moda. Me fascinei com o tanto de informação que uma peça de roupa pode carregar, e criei coisas. Tudo muito abstrato e não-aplicável à vida real. Parece que a própria faculdade não é aplicável à vida real, e isso é triste. Aí comeceia ler blogs de moda, e fui descobrindo que tem uma galera legal, mas que o mundinho fashionista é muito, muito cruel. E eu fico sentindo que não tenho a garra pra enfrentar um mercado onde a cada segundo alguém faz uma coisa nova, que torna a grande descoberta da semana passada completamente obsoleta (by the way, carrot pants e ombros marcados me cansam. Acho ridículo. Prontofalei).

Tudo que a gente ouve dentro do curso é “se garanta no que você faz, que o mercado sabe reconhecer quem é bom. Diploma não adianta muita coisa na hora de ser contratado, o que conta é seu portfolio e sua vontade de trabalhar”. Isso me dá medo. Descobri que a coisa toda pra se dar bem na vida não é educação, não é estudo. É pura prática. E pra ganhar prática, salvo raras exceções, você precisa quebrar a cara às vezes. Precisa trabalhar de graça pra mostrar que sabe, que seu trabalho é bom. E aí eu fico assustada. Porque, em 3 anos de curso, indo pro quarto, ainda não fiz nada assim absurdamente bom, que olhando pra meus trabalhos, eu me contrataria, sabe. E foi tudo sempre muito acadêmico, muito guiado por uma restrição do professor, não do mercado.

Agora tou me interessando por tipografia, uma reviravolta totalmente inexperada em tudo que eu achava que queria. Dá um nó na cabeça, eu comecei o curso querendo criar coisas palpáveis, produtos, ter fama internacional, participar do salão do móvel de Milão, e agora tou fascinada por letras, que são simples e cotidianas, e de certa forma, abstratas. Mas me apaixonei pela história do desenho das letras, uma coisa que ninguém imagina que seja tão complexa, e ao mesmo tempo, tão natural, tão lógica. Tou pagando cadeiras que, segundo quem pagou antes de mim, são “pra abrir a cabeça”. Cani um dia desses me disse que é perda de tempo ficar se limitando, dizendo “eu faço design de produto” ou “eu faço design gráfico”, ou “eu faço moda”. Que o que importa é o processo, que no fim das contas é igual pra todo tipo de projeto.

E aí eu resolvi abrir as janelas. Tá tudo muito confuso ainda, eu não sei pra que lado olhar. Uma coisa é fato, preciso de uma idéia genial.

(ok, vou confessar, bateu uma frustraçãozinha quando eu vi gente da minha turma matriculada em PG1. Veio como se fosse um “e aí, você não vai nem tentar?” de lá do fundo, da parte de mim que é a primeira da turma sempre. Fato é que só uns 20% da turma vão conseguir se formar no tempo certo, então tou tentando não ficar na neura com mais essa ainda.)

(soundtrack: da trilha de Weeds, não sei quem canta, mas a música original é de Malvina Reynolds [who?] – Little Boxes [extremamente apropriada pra fim-de-faculdade-começo-de-real-life])

meme pra tirar as teias de aranha

Jady resolveu me forçar a sacudir um pouquinho a poeira e tirar as teias de aranha do teclado. Tem coisa mais eficaz pra isso do que um meme?

Esse é bem basiquinho, aliás, não acho que vão sair 2 metros de texto daqui hoje, mas pelo menos eu volto a olhar pra a caixa de texto do WordPress com alguma simpatia. Então o que tenho que fazer é o seguinte:

1. linkar a pessoa que te indicou
2. escrever as regras do meme no seu blog
3. contar 6 coisas aleatórias sobre você (abaixo das regras)
4. indicar mais 6 pessoas e colocar seus respectivos links (mas isso eu não vou fazer, aviso logo)
5. deixar a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário (idem)
6. deixar os indicados saberem quando você publicar sua postagem. (ibidem – palavrinha estranha essa…)

Sobre mim:
1. quando um livro é muito interessante, eu não paro de ler sob hipótese alguma. Levo pra a aula, pro trabalho, leio no ônibus, fico até o dia amanhecer acordada, pra terminar. Foi assim com Absurdistão, que acabei de ler hoje, às 4 da manhã (ok, esse eu tinha que devolver pra Namorado, porque foi ele quem comprou, e começou a ler antes de mim, e eu comecei a folhear, e o livro me fisgou, e eu descaradamente roubei-o por 2 noites, e tenho que deixar Namorado continuar lendo também. Mas se eu esperasse ele terminar o livro todo antes de pegar pra ler, lá se ia um mês, e eu não ia ter mais tempo, porque minhas aulas já começam de verdade segunda-feira).

2. adoro música francesa, naquele estilinho nouvelle vague. Não é uma obsessão, como Beatles, e se me perguntarem, são poucos os nomes que minha cabeça grava, e também não faço a menor idéia às vezes faço apenas uma vaguíssima idéia do que aquelas mulheres (na maioria das vezes são mulheres de voz suave e meio rouquinha) cantam, mas acho relaxante, chic e muito sexy também. Acho que o “sexy” vem da imagem de Carla Bruni, primeira-dama da frança, que é foi modelo e canta lindamente, exatamente desse jeitinho que eu gosto.

3. tem dias em que acordo com o cabelo meio bagunçado, meio de lado, ou caindo por cima dos olhos, e me olho no espelho com aquela luz meio fraca de de-manhã-cedo e os olhos ainda meio enevoados do sono que ficou, e me acho absurdamente linda (acho que uma das melhores coisas pra a auto-estima de uma mulher é se sentir bonita ao acordar, e com isso eu tenho sorte, porque é algo que não depende de nada além da sensação boa de uma noite bem-dormida). Aí fico com pena de mexer no cabelo por um bom tempo, até que a gravidade resolve exercitar seus poderes  malignos e meus cabelos voltam a ser aquela coisa lisa e sem-graça, que só não cortei ainda porque tenho esperança de fazer alguma coisa legal com eles quando crescerem mais um pouquinho.

4. acho que não vou escapar da maldição dos bracinhos-gordos da família Guerra (argh!). Assim, normalmente acho meus braços normais (essa frase foi ótima), mas de vez em quando, em fotos, eles ficam extremamente desproporcionais ao meu rosto fininho e às saboneteiras marcadas. Um saco isso.

5. às vezes parece que eu tenho uns 17 anos e não tem como dar conta de todas essas coisas de vida adulta, tanto as grandiosas como as mesquinhas. Por exemplo, tou com medinho do começo do período, segunda-feira. Foram mais de 2 meses de vida relativamente mansa, e meu organismo se acostumou a almoços slow food, banhos demorados e noites sem hora pra terminar. Acho que antes da metade do período eu surto. Fora a famigerada questão de “o que é que eu vou fazer da vida depois que terminar o curso?”, que já estou adiando descaradamente, mas tem uma hora que a pessoa precisa se formar, eventualmente, né? Esse período já é o sétimo, e pressinto uma onda de pânico se abatendo sobre mim muito em breve.

6. tenho tendência a divagar demais em coisas teoricamente muito objetivas e sucintas, tipo esse meme. Não adianta, é como se tudo que eu dissesse ainda merecesse uma explicação. Acho que é medo de não ser entendida direito, embora muitas vezes as coisas fiquem ainda mais confusas depois que eu explico. Por outro lado, é uma beleza na hora de escrever um artigo.

Indicar? Sério mesmo, acho que o blogworld inteiro já fez esse meme (palavra estranhazinha essa, “meme”, né? Por que meme, alguém me explica?), então essa parte eu passo. E até que o memezinho aparentemente inocente rendeu, hein?

(soundtrack: Eli “Paperboy” Reed – Roll With You)

Não sei o que anda acontecendo comigo ultimamente, que minha capacidade de verbalizar coisas que eram tão fáceis um tempo atrás parece que evaporou. Não consigo escrever, ponto. A vida continua interessante e cheia de coisas boas, mas parece que a cabeça anda cheia demais, e bagunçada demais. Um saco isso. Quando as palavras voltarem, eu volto.

(soundtrack: Macy Gray – I Try)

jet lag

Voltei do Rio. Na verdade, de São Paulo. Rio, depois São Paulo. Mas meu sonho era conhecer o Rio, então eu vou mesmo me lembrar dessas mini-férias como “a viagem pro Rio”. E bem, não dá pra organizar 10 dias de viagem num post, ok? Não agora, pelo menos. Deixa as lembranças dançando dentro da minha cabeça um pouquinho. Já enfrentei 5 odiosas horas naquele avião desconfortável da Gol na volta pra casa, uma faxina daquelas, que a casa tava merecendo, e dois dias de trabalho, com direito a um relatório de 7 páginas das minhas atividades nos últimos 6 meses no estágio e uma visita inútil à coordenação do CAC pra conseguir uma assinatura e um carimbo no meu histórico escolar. Não consegui, é claro. Mas parece que ainda tou em cima do Pão de Açúcar, com o vento frio e a vista maravilhosa (o apelido da cidade não é à tôa, de jeito nenhum) e o abraço de Namorado por trás, ou sentada num banquinho em Copacabana, deslumbrada com a beleza, de um lado do mar, do outro, do Palace. Ou então tomando aquele chocolate quente na calçada daquela padaria gostosa, olhando a vida boa dos distintos senhores aposentados da zona sul, que saem pra passear com o cachorro ou pra comprar pão pra amanhã, e dão sempre bom-dia.

Então, não quero prender isso tudo num post, não agora. Deixo só minha cara de feliz, quando a gente saiu do metrô no Centro e deu de cara com o cinema Odeon.

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Namorado é a melhor companhia do mundo pra viajar. Além de ser bom com mapas e topar tudo, tem o braço comprido, pra tirar essas fotos assim.

(soundtrack [de saudade]: Chico Buarque e Wilson das Neves – Grande Hotel)

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