Arquivo de Junho, 2009

namorado:

eu nem ia escrever. nem fazer nada a respeito de uma data que foi criada por um publicitário paulista em 1949 pra alavancar as vendas no comércio na época mais fraca do ano. passei a semana cansada demais, nervosa, agitada, sem conseguir pensar nem em fazer um cartãozinho escrito “eu te amo”. bom, eu te amo. você sabe disso um milhão de vezes. mas pra mim essas coisas meio que importam, mais pra eu fazer do que pra receber, e acordei hoje cedo demais, meio frustrada com a minha suposta falta de sensibilidade num dia em que todo mundo se derrete em declarações de amor estratosféricas.

mas você fez tudo pra meu dia ser bom. você faz tudo pra minha vida ser melhor, mais fácil, sabe. e eu nem sei como retribuir às vezes. e hoje, quando eu não esperava nada do dia, da noite, nem me arrumei, nem arrumei a casa, nem acendi velinhas perfumadas, nem coloquei música, nem me arrisquei a fazer um jantar, você simplesmente ficou comigo. como se não existisse mais nada no mundo. e nessas horinhas que a gene passou junto, pra mim também não existiu mais nada. fim de período, conta pra pagar, artigo pra escrever, bagunça, nada. você faz isso comigo, sabia? a produtividade zera em todas as coisas teoricamente relevantes quando tou com você. mas não importa.

e era nisso que eu tava pensando, no carro, no caminho de volta pra sua casa. em como, ao longo desse tempo que a gente tá junto, você foi fazendo parte da minha vida cada vez mais, e sempre de um jeito tão bom. você me faz umas surpresinhas que eu adoro. você me abastece de séries pra assistir nos fins de semana preguiçosos. você calcula o melhor custo-benefício das coisas no supermercado pra mim. você leva um café da manhã inteiro lá pra casa, quando eu te peço uma coca-cola. você faz um programinha que diz “eu te amo”, e de quebra conserta caracteres bugados nos meus textos. você me abraça de um jeito que me faz sentir tranquila quando tudo em volta está desabando. você me deixa segura como há muito tempo eu não me sentia.

e sabe, tem acontecido cada vez menos, mas de vez em quando eu ainda tenho medo de que isso tudo acabe por algum motivo bizarro, e que você deixe um espaço grande demais em mim, a ponto de eu perder o rumo das coisas. é clichê, é brega, mas o fato é que eu não imagino a vida sem você do meu lado. é o quanto eu te amo, se é que dá pra medir essas coisas.

mantra

Falta menos de uma semana. Falta menos de uma semana. Falta menos de uma semana.

Mas dentro dessa semana, parece que tudo vai explodir em cima de mim. Tem três cadeiras terminando no mesmo dia, com trabalhos pra lá de complexos (afinal não tou no terceiro período, né), sendo um deles um artigo científico, que de 2500 palavras eu tenho, muito mal, umas 300. E que devia estar escrevendo agora. Shame on me.

Mas coisas boas acontecem. Recebi ontem a notícia de que as oficinas que eu e Cani vamos dar no N foram aprovadas =D, e vai ser uma experiência divertida e interessante, e é nas férias, e vou matar a saudade de trabalhar com Cani (já falei que ela foi minha melhor dupla-de-trabalho-de-faculdade, né?), e a gente ainda ganha as inscrições do N de graça, então tou bem feliz.

E ah, mamãe vem me visitar. Já tou me conformando com a idéia de que meus planos de parecer uma pessoa calma e organizada vão ser completamente frustrados, porque ela chega justo no dia em que eu entrego as coisas das 3 cadeiras juntas, logo não vai dar tempo nem de passar um paninho na casa, quanto mais fazer alguma gracinha de boas-vindas – eu tava super fazendo planos de cozinhar alguma coisa bonitinha mas ordinária só pra impressionar e talz, mas hoje constatei que, além de tudo, preciso ir no mercado, outra coisa que não vai dar tempo antes de segunda-feira, O-Deadline-dos-Deadlines de toda a minha vida num futuro próximo. Repararam que eu faço frases muito longas quando tou nervosa? Pois é, tou nervosa. Surtando mesmo.

E no meio disso tudo, ainda tem o dia dos namorados. Eu fico me perguntando se alguma vez na vida vou ter um dia dos namorados romântico, calmo e feliz com meu namorado, porque tá virando meio que uma maldição dos céus essa coisa de 12 de junho sempre ser final de período (só pra contextualizar, ano passado eu passei o dia dos namorados fazendo trabalho de faculdade com Cani, na casa dela. E pouco antes disso, chorei uma meia hora no colo de Namorado, porque não ia conseguir terminar as coisas da faculdade). Mas pelo menos ele me entende se sexta-feira eu não estiver linda maravilhosa esperando ele pra jantar no Porto Ferreiro com um presente super especial e a lingerie mais sexy do mundo. Afinal, é final de período pra ele também, e ele sabe que se desse, era assim mesmo que ia ser. E sinceramente, acho que vai ser bem mais divertido a gente comemorar o dia dos namorados lá pro dia 20, quando o amor todo vai ser só nosso, e não por causa de uma data feita pra o comércio ganhar os tubos em flores e bichinhos de pelúcia (ok, confesso, é um pouquinho de despeito, sim).

Ah claro, e em menos de uma semana tou praticamente de férias. Pra só olhar pra o CAC de novo em agosto. É, agosto. Pronto, vou tentar ser feliz por antecipação, em vez de surtar.

Mentira. Surtar é parte do processo, a coisa nunca funciona sem um curto-circuito.

(soundtrack: She and Him – This is Not a Test)

meme pra quebrar o jejum

Porque isso aqui tá fazendo vergonha, já. Um dia desses uma amiga perguntou “desistisse do blog, foi?”, e aí eu me toquei que ainda tem gente no mundo que pára pra ler o que eu escrevo. Mas não sei o que acontece que eu não consigo escrever nada além de coisas banais e chatas do dia-a-dia, por mais que meus dias não sejam tãaaao banais assim. Tipo, um dia desses fui num sushi com várias pessoas desconhecidas (só conhecia Cani e Namorado, que chegou depois) e ri até não poder mais com as nerdices de todo mundo que estava na mesa. Serviu pra eu pensar se não tou muito fechada no meu mundinho seguro. E dava até assunto pra um post, mas é que eu ando tão dispersa ultimamente… assim que terminar aqui, vou fechar o Google Reader e tomar vergonha na cara e começar a fazer a árvore genealógica das tipografias, que tou procrastinando há décadas dias, e desenhar o layout do meu portfolio, que tou procrastinando há milênios meses. Então, vamos ao meme.

Copiado de minha mãe.

1. Nome?
Aline

2. Porque lhe deram esse nome?
Minha mãe diz que foi da música Aline, de Christophe. Não faço idéia de quem é Cristophe, mas conheço a música em várias versões. O fato é que meu nome estava super na moda na época (talvez até por causa da música), porque desde que nasci, já tive pelo menos 5 colegas Alines, e sempre alguém me diz que tem uma prima/irmã/amiga com o meu nome. Ah, tem outra coisa. Minha mãe queria um nome com “A” pra mim, pra eu ser a primeira em todas as listas de chamada do universo. Nem precisa dizer o quanto isso me trouxe problemas quando eu esquecia de fazer os deveres de casa, né?

3. Você faz pedidos às estrelas?
Não, mas quando é uma coisa que eu quero muito, fico tentando usar o poder da mente pra fazer a coisa acontecer.

4. Quando foi a última vez que você chorou?
Quinta passada, assistindo Marley e Eu [/vergooonha]

5. Gosta da sua letra?
Quando eu estava no colégio, era mais bonita. Hoje escrevo muito pouco. Mas sempre gostei do fato de minha letra ser muito, mas muito pequena.

6. Gosta de pão com o que?
Com manteiga derretida e queijo ralado. Adoro com requeijão também, e mais recentemente, Namorado e eu fizemos umas experiências com uns 3 tipos de queijo, salame, presunto, alface, tomate e o que mais tivesse em casa. Ficou bom.

7.Quantos filhos você tem?
Zero.

9. Se vc fosse outra pessoa, seria seu amigo?
Acho que eu ia me achar (a outra pessoa) meio metida no começo, o que talvez dificultasse a aproximação, mas depois acho que dava pra tentar uma amizade sim.

10. Tem um diário?
Ainda vale chamar meu blog de diário? Assim, pensando bem, nem é taaaanto o foco aqui, e eu tenho essa idéia muito antiga de que diário tem que ser secreto.

11. Você é sarcástico?
Um bcado. O problema é que as pessoas normalmente não entendem, então odeio ter que explicar meu sarcasmo. Então agora tou evitando. Namorado é minha maior vítima, ultimamente.

12. Saltaria de bungee-jump?
Morro de vontade. Uma professora minha saltou e os olhos dela pularam pra fora das órbitas. (Perceberam o sarcasmo?)

13. Desamarra os sapatos antes de tirá-los?
Só quando é estritamente necessário, tipo o allstar de cano alto ou a sandália gladiadora.

14. Acredita que você seja uma pessoa forte?
Acho que eu desconheço minha própria força. Mas tem horas que sou simplesmente uma criancinha chorona.

15. Seu sorvete favorito?
O sorvete de pitanga do Ponto Chic. Mas não resisto a um frutare de limão em qualquer esquina num dia quente.

16. Quanto calça?
34-35.

17. Vermelho ou Preto?
Depende. Preto pra roupa e vermelho pra acessórios, eu acho. Tenho uma escrivaninha vermelha que é meu xodó.

18. O que menos gosta em você?
Minhas pernas cheias de manchinhas de mordida de mosquito. Há um tempo atrás, odiava ter peito pequeno, mas agora tou aceitando numa boa, e é até mais prático pra muita coisa.

19. O que mais gosta em você?
Adoro que sou baixinha e magrela mignon, e as pessoas se surpreendem quando descobrem que eu já tenho 21 anos e moro sozinha e cuido de tudo.

20. De quem você sente saudades?
De minha mãe, meus avós (mais particularmente meu avô, que é o avô mais fofo do mundo), de Mel, de Carol, de um monte de amigos que eu deixei de ter contato… é difícil pra mim estar sem saudade de ninguém.

21. Gostaria que todas as pessoas que você convidou te respondessem?
Convidei ninguém não.

22. Descreva que roupa e calçado você esta usando agora:
Jeans, blusa preta adequada-para-o-trabalho, tênis allstar branco de couro, faixinha branca de couro no cabelo e a mochila colorida que já sabe vir pra a federal sozinha.

23. Qual foi a ultima coisa que comeu hoje?
Sucrilhos com leite.

24. O que você está escutando agora?
Um disco de Cat power cantando covers.

25. A última pessoa com quem falou ao telefone?
Namorado, ontem à noite.

26. Bebida favorita?
Coca-cola.

27. Comida favorita?
Adoro comida baiana, e sinto a maior falta por aqui (o único lugar que faz moqueca decente é o Bargaço, e a conta não vem com menos de 3 dígitos). Aí tou compensando com sushi. Mas adoro sanduíche da Subway.

28. Filme de terror ou com final feliz?
Nenhum dos dois, gosto dos que guardam alguma surpresa pro final, tipo Match Point. Gosto demais de filmes de roubos espetaculares.

29. Último filme que viu no cinema e com quem?
Wolverine, com Namorado.

30. Dia Favorito do ano?
Meu aniversário.

31. Inverno ou verão?
Inverno. Recife fica com uma temperatura suportável. Por outro lado, chove. Mas dependendo da situação (se tou em casa, quentinha, vendo filme e comendo coisas gostosas), adoro a chuva.

32. Beijos ou abraços?
Prefiro abraços. São mais sinceros.

33. Sobremesa favorita?
Fica entre o pudim de leite de minha vó e a torta alemã da vó de Namorado. Tou comendo muito mais a torta alemã, mas morrendo de saudade do pudim.

34. Quem você acha que vai te responder?
Não convidei ninguém, mas quem quiser, fique à vontade

35 Que livro está lendo?
Madame Bovary. Mas não tou gostando muito, acho que não chego no fim.

36 O que tem na parede do seu quarto?
Um poeminha de Drummond, que pintei direto na parede.

37 O que assistiu ontem a noite na TV?
Caminho das Índias (are baba!)

38 Onde foi o lugar mais longe que você foi?
Viajei com meus pais pra Londrina, mas eu era bebê e não lembro de nada. No meu passado recente, acho que foi São Paulo. Mas o plano é fazer um tour pela Europa nas férias do fim do ano, aí acho que vai ser, sei lá, Praga.

That’s all folks.

(soundtrack: Cat Power – Woman Left Lonely)