Arquivo de Fevereiro, 2009

meme pra tirar as teias de aranha

Jady resolveu me forçar a sacudir um pouquinho a poeira e tirar as teias de aranha do teclado. Tem coisa mais eficaz pra isso do que um meme?

Esse é bem basiquinho, aliás, não acho que vão sair 2 metros de texto daqui hoje, mas pelo menos eu volto a olhar pra a caixa de texto do WordPress com alguma simpatia. Então o que tenho que fazer é o seguinte:

1. linkar a pessoa que te indicou
2. escrever as regras do meme no seu blog
3. contar 6 coisas aleatórias sobre você (abaixo das regras)
4. indicar mais 6 pessoas e colocar seus respectivos links (mas isso eu não vou fazer, aviso logo)
5. deixar a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário (idem)
6. deixar os indicados saberem quando você publicar sua postagem. (ibidem – palavrinha estranha essa…)

Sobre mim:
1. quando um livro é muito interessante, eu não paro de ler sob hipótese alguma. Levo pra a aula, pro trabalho, leio no ônibus, fico até o dia amanhecer acordada, pra terminar. Foi assim com Absurdistão, que acabei de ler hoje, às 4 da manhã (ok, esse eu tinha que devolver pra Namorado, porque foi ele quem comprou, e começou a ler antes de mim, e eu comecei a folhear, e o livro me fisgou, e eu descaradamente roubei-o por 2 noites, e tenho que deixar Namorado continuar lendo também. Mas se eu esperasse ele terminar o livro todo antes de pegar pra ler, lá se ia um mês, e eu não ia ter mais tempo, porque minhas aulas já começam de verdade segunda-feira).

2. adoro música francesa, naquele estilinho nouvelle vague. Não é uma obsessão, como Beatles, e se me perguntarem, são poucos os nomes que minha cabeça grava, e também não faço a menor idéia às vezes faço apenas uma vaguíssima idéia do que aquelas mulheres (na maioria das vezes são mulheres de voz suave e meio rouquinha) cantam, mas acho relaxante, chic e muito sexy também. Acho que o “sexy” vem da imagem de Carla Bruni, primeira-dama da frança, que é foi modelo e canta lindamente, exatamente desse jeitinho que eu gosto.

3. tem dias em que acordo com o cabelo meio bagunçado, meio de lado, ou caindo por cima dos olhos, e me olho no espelho com aquela luz meio fraca de de-manhã-cedo e os olhos ainda meio enevoados do sono que ficou, e me acho absurdamente linda (acho que uma das melhores coisas pra a auto-estima de uma mulher é se sentir bonita ao acordar, e com isso eu tenho sorte, porque é algo que não depende de nada além da sensação boa de uma noite bem-dormida). Aí fico com pena de mexer no cabelo por um bom tempo, até que a gravidade resolve exercitar seus poderes  malignos e meus cabelos voltam a ser aquela coisa lisa e sem-graça, que só não cortei ainda porque tenho esperança de fazer alguma coisa legal com eles quando crescerem mais um pouquinho.

4. acho que não vou escapar da maldição dos bracinhos-gordos da família Guerra (argh!). Assim, normalmente acho meus braços normais (essa frase foi ótima), mas de vez em quando, em fotos, eles ficam extremamente desproporcionais ao meu rosto fininho e às saboneteiras marcadas. Um saco isso.

5. às vezes parece que eu tenho uns 17 anos e não tem como dar conta de todas essas coisas de vida adulta, tanto as grandiosas como as mesquinhas. Por exemplo, tou com medinho do começo do período, segunda-feira. Foram mais de 2 meses de vida relativamente mansa, e meu organismo se acostumou a almoços slow food, banhos demorados e noites sem hora pra terminar. Acho que antes da metade do período eu surto. Fora a famigerada questão de “o que é que eu vou fazer da vida depois que terminar o curso?”, que já estou adiando descaradamente, mas tem uma hora que a pessoa precisa se formar, eventualmente, né? Esse período já é o sétimo, e pressinto uma onda de pânico se abatendo sobre mim muito em breve.

6. tenho tendência a divagar demais em coisas teoricamente muito objetivas e sucintas, tipo esse meme. Não adianta, é como se tudo que eu dissesse ainda merecesse uma explicação. Acho que é medo de não ser entendida direito, embora muitas vezes as coisas fiquem ainda mais confusas depois que eu explico. Por outro lado, é uma beleza na hora de escrever um artigo.

Indicar? Sério mesmo, acho que o blogworld inteiro já fez esse meme (palavra estranhazinha essa, “meme”, né? Por que meme, alguém me explica?), então essa parte eu passo. E até que o memezinho aparentemente inocente rendeu, hein?

(soundtrack: Eli “Paperboy” Reed – Roll With You)

Não sei o que anda acontecendo comigo ultimamente, que minha capacidade de verbalizar coisas que eram tão fáceis um tempo atrás parece que evaporou. Não consigo escrever, ponto. A vida continua interessante e cheia de coisas boas, mas parece que a cabeça anda cheia demais, e bagunçada demais. Um saco isso. Quando as palavras voltarem, eu volto.

(soundtrack: Macy Gray – I Try)

jet lag

Voltei do Rio. Na verdade, de São Paulo. Rio, depois São Paulo. Mas meu sonho era conhecer o Rio, então eu vou mesmo me lembrar dessas mini-férias como “a viagem pro Rio”. E bem, não dá pra organizar 10 dias de viagem num post, ok? Não agora, pelo menos. Deixa as lembranças dançando dentro da minha cabeça um pouquinho. Já enfrentei 5 odiosas horas naquele avião desconfortável da Gol na volta pra casa, uma faxina daquelas, que a casa tava merecendo, e dois dias de trabalho, com direito a um relatório de 7 páginas das minhas atividades nos últimos 6 meses no estágio e uma visita inútil à coordenação do CAC pra conseguir uma assinatura e um carimbo no meu histórico escolar. Não consegui, é claro. Mas parece que ainda tou em cima do Pão de Açúcar, com o vento frio e a vista maravilhosa (o apelido da cidade não é à tôa, de jeito nenhum) e o abraço de Namorado por trás, ou sentada num banquinho em Copacabana, deslumbrada com a beleza, de um lado do mar, do outro, do Palace. Ou então tomando aquele chocolate quente na calçada daquela padaria gostosa, olhando a vida boa dos distintos senhores aposentados da zona sul, que saem pra passear com o cachorro ou pra comprar pão pra amanhã, e dão sempre bom-dia.

Então, não quero prender isso tudo num post, não agora. Deixo só minha cara de feliz, quando a gente saiu do metrô no Centro e deu de cara com o cinema Odeon.

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Namorado é a melhor companhia do mundo pra viajar. Além de ser bom com mapas e topar tudo, tem o braço comprido, pra tirar essas fotos assim.

(soundtrack [de saudade]: Chico Buarque e Wilson das Neves – Grande Hotel)